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HONDA CUV E: - O SILÊNCIO É DE OURO

Motojornal

2025-08-26 21:05:41

A segunda scooter elétrica da Honda destinada à Europa está a chegar e fomos até Oxford para descobrir o que vale e quais são os seus segredos. A nova CUV e: alia capacidades dinâmicas com autonomia aceitável, mas também tecnologia e um preço bastante atrativo. Apresenta-se como uma boa alternativa de mobilidade urbana num Mundo cada vez mais restritivo para os motores a combustão. Muitos motociclistas já não se recordam ou nunca disso ouviram falar, mas já passaram mais de três décadas desde que a Honda comercializou a sua primeira scooter elétrica. A CUV ES , Clean Urban Vehicle Electric Scooter, foi vendida apenas Ono Japão a partir de 1994. Assim, e na sequência da entrada em comercialização da EM1 e:, neste caso uma scooter equivalente a um ciclomotor que chegou à Europa em 2023, temos agora a oportunidade de conhecer a segunda scooter elétrica destinada ao Velho Continente: a CUV e: que adota o lema de o silêncio é de ouro.com base Ono que foi inicialmente utilizado na EM1 e:, a CUV e: mostra uma personalidade mais adulta, graças a uma unidade motriz construída em torno de baterias duplas e amovíveis, o conceito que a Honda denomina de Mobile Power Pack e:. Este conjunto de baterias removíveis tem sido desenvolvido desde 2017 e são, claramente, o maior destaque tecnológico desta scooter japonesa. A Honda optou por dividir o que poderia ser uma bateria única de mais de 20 kg em duas baterias, cada uma a pesar 10,2 kg. Estão escondidas debaixo do assento, o que retira aqui espaço de arrumação, mas são facilmente removíveis e transportadas e o utilizador rapidamente as remove ou coloca no sítio usando o mecanismo de fixação. Nas especificações, a Honda anuncia que as baterias de iões de lítio demoram 160 minutos a carregar dos 25 aos 75% da capacidade de carga. Se for preciso carregar de o aos 100% o tempo de carga é de cerca de 6 horas, sempre a utilizar uma tomada doméstica e com as baterias colocadas Onos carregadores específicos que são entregues com a scooter. E as baterias permitem pelo menos 2500 ciclos de carga mantendo a sua capacidade. O facto de as baterias serem na verdade uma só dividida em duas metades impede que a CUV e: possa ser conduzida apenas com uma das baterias instaladas. Isto porque o motor elétrico instalado Ono braço oscilante de alumínio bebe energia das duas metades em simultâneo. Outras scooters elétricas deste género permitem o uso de uma bateria apenas, mas o reverso da medalha é uma autonomia muito reduzida. Neste caso a autonomia anunciada pela Honda é de 70 km. Autonomia que poderia ser superior caso a CUV e: contasse com sistema de regeneração de energia, algo que a Honda tem muita experiência na sua divisão de automóveis elétricos ou híbridos. Porém, como Onos explicou Naoya Okada, um dos membros da equipa de desenvolvimento do Mobile Power Pack e:, a composição química destas baterias não é compatível com regeneração, pelo que nem mesmo durante as desacelerações será possível recuperar alguma energia para alargar CONTACTO um pouco a autonomia. Ainda assim, 70 km reais com uma carga são suficientes para uma deslocação urbana diária ou até extraurbana... desde que o terreno seja completamente plano como aconteceu Ono percurso da apresentação em Oxford, numa escolha que a Honda fez de forma totalmente intencional. Não será difícil imaginar que numa cidade como Lisboa, a cidade das 7 colinas, esta autonomia máxima ficará comprometida. A máquina em si é bastante simples e muito parecida com uma scooter equipada com motor a combustão interna. Neste caso, a CUV e: dá uso a um motor elétrico com capacidade para gerar uma potência máxima de 6 kW (8 cv) e um binário sempre disponível de 22 Nm. Silencioso, com parâmetros de aceleração e desaceleração definidos para se aproximarem ao que sentimos numa scooter a combustão de forma a tornar toda a condução mais natural, a CUV e: movimenta-se rapidamente de semáforo em semáforo, atingindo, em condições ideais, uma velocidade máxima de 86 km/h. Os modos de condução são três. Econ é a opção mais económica, e, para ser sincero, a aceleração fica tão comprometida que apenas o experimentei por alguns mo-mentos durante a sessão fotográfica na universitária cidade de Oxford. Os modos Standard ou Sport diferem bastante na capacidade de aceleração a partir de parado ou nas recuperações quando circulamos a 50 km/h, mas a velocidade final é sensivelmente a mesma. A diferença está na rapidez com que chegamos aos 80 km/h, mas também no consumo de energia. Em Standard não senti qualquer ansiedade ao ver a percentagem de bateria a reduzir. Mas em Sport os quilómetros desaparecem de forma notória. Ainda assim, e frisando que não tive qualquer cuidado ao acelerar, terminei o percurso de 45 km com uma autonomia de 18 km o que bate certo com as contas anunciadas pela Honda. Dinamicamente, e sendo confortável Ono que a posição de condução diz respeito, ainda que a plataforma plana não permita movimentar os pés, a CUV e: comporta-se como uma scooter urbana moderna.com um peso de 120 kg, jantes de 12 polegadas e um raio de viragem que é 60 mm mais apertado do que uma SH125, esta scooter elétrica movimenta-se com agilidade superior nos espaços mais apertados e com uma graciosidade que surpreende. às suspensões, a cargo de forquilha teles-cópica e monoamortecedor, conferem um pisar que transmite confiança, embora Onos pisos mais degradados o amortecimento dos impactos seja algo a melhorar. Quando circulamos a velocidades mais elevadas, e talvez aqui entrem em ação detalhes como o pequeno defletor por debaixo da plataforma ou os canais aerodinâmicos esculpidos por toda a zona inferior da scooter ou até na cava da roda, a estabilidade é assinalável, mesmo em inclinação. Até mesmo o pequeno defletor recortado colado ao descanso central ajuda a otimizar a estabilidade, sem esquecer outros detalhes como o guarda-lamas dianteiro com recortes triangulares inspirados na Fireblade. E, no caso da CUV e: Connected (existe uma versão Standard), o condutor terá à sua disposição o maior painel de instrumentos que a Honda utiliza numa moto ou scooter. e um TFT de 7 polegadas, muito legível, e os comandos Ono punho esquerdo permitem passar por toda a informação e opções de forma intuitiva. Destaque também para a versão Connected que estreia a app Honda RoadSync Duo, que permite emparelhar o smartphone e, entre muitas outras coisas, usar o GPS integrado diretamente Ono painel. ~ FOTOS HONDA DESTAQUES 4000 EUR (desde) 6 kW (máx.) 120 kg FICHA TeCNICA HoNdA CUV e: PREçO: Desde 4000 EUR MOTOR TIPO: Elétrico no braço oscilante e roda traseira, com assistente de marcha-atrás BATERIAS: Duas de iões de lítio, removíveis CARGA: 0 a 100% em 6 horas, 25 a 75% em 160 minutos AUTONOMIA: 72 km CILINDRADA: equivalente a 110 CC POTeNCIA MAXIMA: 8 CV BINàRIO MàXIMO: 22 Nm QUADRO: Tipo tubular em aço SUSPENSàO DIANTEIRA: Telescópica com bainhas de 26 mm, curso de 90 mm, não ajustável SUSPENSàO TRASEIRA: Monoamortecedor, curso de 75 mm, não ajustável TRAVàO DIANTEIRO: Disco de 190 mm, pinça simples, CBS TRAVàO TRASEIRO: Tambor PNEUS DIANTEIROS: 100/90-12” PNEU TRASEIRO: 110/90-12” COMPRIMENTO MàXIMO: 1970 mm LARGURA MàXIMA: 675 mm ALTURA DO ASSENTO: 760 mm DISTàNCIA ENTRE EIXOS: 1310 mm àNGULO DA COLUNA DE DIREC./TRAIL: 26® / 77 mm PESO: 120 kg CORES: Branco, preto mate, prateado GARANTIA: 3 anos IMPORTADOR: Honda Portugal Motos BRUNO GOMES