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À PROCURA DA VERSÃO DESPORTIVA

Diário de Notícias

2023-08-29 09:06:05

CUPRA BORN E-BOOST A Cupra está a precisar de uma versão desportiva do seu elétrico Born. Será que este e-Boost cumpre esse papel? Respostas em mais um teste TARGA 67, feito em estradas portuguesas. Aplataforma MEB para veículos elétricos que o Cupra Born partilha com outros modelos do grupo Volkswagen permite versões mais potentes e desportivas, como já se viu com as variantes GTX dos ID.4 e ID. 5 que chegam aos 299cv, usando dois motores, um por cada eixo. Mas a Cupra ainda não aplicou essa soluçãoaoBom, o seu primeiro modelo 100% elétrico. Paia já, aversão mais potente chama-se e-Boost e tem 23 lev, em vez dos204cv daversão base Ambos têm só um motor atrás e o mesmo binário máximo, mas o e-Boost usa uma bateria de 77kWh, a n vez da mais pequena de 58kWh. O ganho na aceleração 0--100km/h é pequeno, devido ao aumento de 21 Okg no peso total, descendo de 73 para 7,0 segundos. Mas o ganho na autonomia anunciada a n circuito misto é mais significativa, subindo de 422km para 551 km. Outra vantagemé poder usar carregadores rápidos até 170kW, em vez de 135kW. Dos 0 aos 80% de carga demora36 minutos, num carregador dessa potência Outravantagem do e-Boostéter o modo de condução mais desportivo Cupra, com um botão direto no volante, além dos modos Range/ Comfort/Performance/Individual, selecionáveis noutro botão. Tem ainda um modo Sport para o contr olo de estabilidade. Os 27cvextra desta versão estão d isp on rvd s apenas no modo Cupra e durante períodos limitados em aceleração máxima O Born tem um desenho exterior bem diferenciado doVolkswagen ED.3, como qual partilha quase tudo. Um visual mais desportivo, realçado por detalhes decor cobre, um hábito da marca que se prolonga ao interior e lhe dá um ambiente especial. Muito espaço nas duas filas, com bom encaixe nos ban cos desportivos da frente. Só falta mais ajuste em alcance ao volante. Críticas para o painel deinstrumentos pequeno e com o comando rotativo da transmissão colocado no seu extremo direito. O ecrã tátil cai trai é pouco intuitivo e falta iluminação nos comandos táleis em rodapé. Os botões táteis do volante são difíceis de usar e são inadvertidamente ativados pelas palmas das mãos nas manobras. O raio de viragem curto ajuda em cidade, onde o Born e-Boost é muito fácil de conduzir. Mesmo no modo Range, a resposta do acelerador é imediata, mas suave. A suspensão sente-se firme mas não é desconfortável. O pedal de travão é fácil de dosear e no comando da transmissão épossível ativar a fun-ção "B" de maior regeneração na desaceleração. É progressiva e de fácil adaptação. No meu habitual testede consumos em cidade obtive um valor de 13,6kWh/100 km, o que equivale a uma autonomia urbana real de 566km. Em autoestrada, o consumo a 120km/ h estabilizados sobe aos 19,2kWh/100 km e a autonomia real desce aos 401 km. São valores bons para o segmento e bem melhores que os da versão de204cv, que testei há algum tempo e com o qual obtive uma autonomia real em cidade de 352km e de 305km em autoestrada. Nas vias mais rápidas, o e-Boost beneficia de um bom Cx de 0,27 para dim inui r os ruídos aerodinâmicos. A estabilidadeé muito boa e os ruídos de motor e de rolamento muito baixos. Passando do modo Range ao Comfort ganha-se um pouco de vivacidade no acelerador e depois umpouco mais no modo Performance. Mas para perceber o que este e-Boost tem para dar numa condução mais rápida, éprecisopassarao modo Cupra, subindo mais um degrau na prontidão das acelerações, que se sentem a i tão mais desportivas, mas não muito mais doquena versão de204cv. A travagem é competente, apesar de usar tambores nas rodas de trás, deixando perceber o peso superior destaversão. Num a condução mais desportiva, em estrada secundária sem trânsito, a direção agrada pela rapidez e precisão, mas os pneus não estão à altura, quando se pede mais da aderência lateral. A subviragem chega cedo e acon selha a levantar o pé direito. Para os condutores mais experientes, encontrando piso escorregadio, a posi ção Sport do ESC deixa a traseira deslizar um pouco quando se acelera mais, sentindo-se o efeito da tração traseira. Divertido, para quem está habituado a este tipo de condução. O e-Boost com bateria de77kWh cu sta mai s5500 euros que a versão de 204cv com bateri a de 58kWh. As fjeiformancespouco diferem, mas as autonomias melhoram. Ou seja, acaba por ser a versão para quem procura maior autonomia, mais do que melhores prestações. Ainda não é avo-são desportiva deque agama Cupra Bom está aprecisar. dnot@dn.pt Esta ainda não é a versão desportiva de que a gama Cupra Born está a precisar. Cupra Born e-Boost Motor: Elétrico atrás. Bateria de 77kWh úteis. Potência máxima: 231cv. Binário máximo: 310Nm. Tração: Traseira. Aceleração 0-100 km/h: 7,0s. Velocidade máxima: 160km/h. Consumo combinado anunciado: 15,8kWh/100 km. Autonomia combinada anunciada WLTP: 551km. Tempo de carga: 36 minutos (0 a 80% a 170kW). Bagageira: 385 litros. Pneus: 215/50 R19. Peso: 1946kg. Preço: 45 942 euros. Críticas para o painel de instrumentos pequeno e com o comando rotativo da transmissão colocado no seu extremo direito.