CONSTRUÇÃO - SOCICORREIA APOSTA NA HABITAÇÃO PARA A CLASSE MÉDIA
2023-08-29 07:01:05

INVESTIMENTOS Socicorreia avança para casas a custos controlados A empresa de construção civil Socicorreia vai avançar por sua "conta e risco" para o negócio das casas a custos controlados. Custódio Correia quer a sua empresa a construir habitações para "todos". albertopita(5)jm-madeira.pt A Socicorreia vai avançar para a construção de habitação a custos controlados na Madeira. Depois da experiência que está a viver com a participação na oferta pública lançada pelo Governo Regional, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o presidente da empresa de construção civil decidiu que a Socicorreia irá investir "por sua conta e risco" também na construção a custos controlados, para chegar a um segmento da população que está a enfrentar dificuldades na adquisição de casa. perante a elevada inflação e a forte dinâmica do mercado imobiliário nos últimos anos na Madeira. "A ideia é construir habitação para todos. Nós não queremos ser conotados como só estando a fazer habitação para o segmento médio ou médio alto", explica Custódio Correia ao JM. "É possível fazer habitação diferenciadora, mesmo nos custos controlados" acrescenta. Neste sentido, "estamos a fazer uma seleção muito criteriosa dos materiais a aplicar para que os nossos edifícios também sejam uma referência, mesmo nesse tipo de habitação", disse, referindo que, ainda assim, a empresa não abdicará de manter a qualidade. A Socicorreia tem, neste momento, em vista alguns terrenos para comprar, nomeadamente um em Santo António e outro nas zonas altas de Santo António, e ainda estará a observar outras oportunidades. 30 milhões no PRR A Socicorreia é uma das empresas do setor da construção civil que responderam à oferta pública lançada pelo Governo Regional para a construção de habitação social, no âmbito das verbas do PRR. Pressionado pelos prazos apertados da Comissão Europeia que impõem que os investimentos do PRR sejam concretizados até 2026, o Governo Regional lançou uma oferta pública para a construção de centenas de habitações, como forma de acelerar o processo. À oferta responderam várias empresas, entre as quais a Socicorreia, que assumiu o compromisso de construir três edifícios a custos controlados, que depois o Governo Regional vai disponibilizar à população. Os edifícios estão a ser erguidos no Funchal, Câmara de Lobos e Santa Cruz. No total, serão mais de 130 apartamentos que ficarão disponíveis e que terão um custo global de 30 milhões de euros. Os prédios deverão ficar concluídos entre o final do próximo ano e o início de 2025. Recorde-se que a oferta pública do Governo Regional, anunciada pelo JM a 2 de setembro de 2021, tem como objetivo a aquisição de novas habitações, a construir por promotores privados, em todos os concelhos da Região até 2026. O Governo Regional pretende continuar a investir na habitação, seja através da aquisição ou construção, estando prevista a atribuição de 1.121 novos fogos, num horizonte temporal de cinco anos, dando resposta a cerca de 30% das carências habitacionais diagnosticadas na Estratégia Regional de Habitação. Custódio Correia revela ao JM que o grupo vai investir "por sua conta e risco" na criação de fogos a custos controlados. Pág. 4 Empresa reabilita prédio na Zona Velha que terá 14 apartamentos Apesar de a Socicorreia estar a fazer muita reabilitação urbana no continente, na Madeira apenas tem previsto um projeto dessa natureza. Trata-se de um edifício na Rua Santa Maria, na Zona Velha do Funchal, cujas obras deverão arrancar agora. 0 projeto prevê a construção de 14 apartamentos. "Em Lisboa, nós temos feito muita reabilitação, mas na Madeira não", porque "aqui á muito difícil a compra de casa ou edifícios para reabilitar", disse Custódio Correia, presidente da Socicorreia. "Não á que a gente não esteja há muitos anos à procura de fazer reabilitação no Funchal, mas á muito difícil comprar edifícios para reabilitar, porque os preços estão muito elevados, e depois, quando se fazem as contas, os negócios não são rentáveis", justificou. Por isso, "a aposta na reabilitação tem sido maior noutras cidades", observou.