DS N°8
2025-07-07 21:04:42

FOMOS ATÉ â SUíçA CONDUZIR O NOVO TOPO DE GAMA DA DS, O N~8. A EFICI?NCIA/AUTONOMIA, LUXO, CONFORTO E SILÊNCIO SâO OS SEUS PRINCIPAIS PREDICADOS. PARAADS, ON 8 e MESMO UMA ESPÉCIE DE RELÓGIO suíço EM FORMATO AUTOMÓVEL Depois de um voo para Genebra e de uma curta viagem de autocarro para França (coisa de 15 m), demos início ao primeiro dia de condução do novo DS N8. Apesar de o grande argumento do DS N98 ser o conforto de rolamento, a DS optou por um excelente percurso em estradas de montanha francesas e suíças em torno do vale do Jura, local onde se concentram os maiores mestres relojoeiros do planeta. O DS N98 tem por base a plataforma STLA Medium, desenvolvida e otimizada para carros elétricos com baterias NCM 1400 v, uma de 73,7 kWhe outra de 97,2 kWh (ambos os valores úteis). A bateria mais pequena está associada à versão FWD 230, com 230 CV (260 cv em pico) e 550 km de autonomia. A bateria maior serve as versões FWD 245 Long Range, 245 CV (280 cv de pico) e 750 km de autonomia, e AWD 350 Long Range, 350 CV (375 cv de pico) e 688 km de autonomia. Todos têm a velocidade máxima limitada a 190 km/h. Para começar, optámos por conduzir a versão mais potente e equipada da gama com tração às quatro rodas, a AWD Long Range 350, que usa um motor em cada eixo para chegar a uma potência máxima de 350 cv (e binário de 509 Nm, que por alguns segundos pode atingir os 375 cv quando se acelera a fundo, por exemplo, numa ultrapassagem. Esta versão está equipada com a suspensão ativa DS Active Scan (uma câmara lê a estrada 25 m à frente do carro e prepara os amortecedores, roda a roda, para os parâmetros de curso e velocidade de amortecimento expectáveis) e é capaz de acelerar as perto de 2,3 toneladas de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos. Mas O DS N®8 não é um desportivo, e nem é esse o objetivo. O motor traseiro entrega menos de metade da potência do dianteiro (apenas 109 cv, sendo o mesmo usado nos modelos plug-in), pelo que apenas ajuda no efeito catapulta na saída das curvas, sem grande influência lintervenção na atitude. E O efeito catapulta é poderoso, permitindo-nos acompanhar um BMW 135i que se afadigou em ver quanto é que andava este carro novo que tinha nos espelhos. E anda bem, sim senhor. Apesar de em modo de condução Sport a suspensão assumir um programa base de amortecimento mais firme, e de toda a competência revelada, a cena do DS N98 está em conseguir ritmos muito rápidos com enorme facilidade, conforto e segurança; “veloce”, mas com fleuma, sem excitações desnecessárias. As patilhas atrás do volante permitem selecionar três níveis de regeneração (0,6 m/s2, uma retenção equivalente a um carro a combustão, 1,2 m/s2 e1,8 m/s2), existindo também a possibilidade de ativar (através de um botão) o modo de condução “one pedal mode”, com 2,5 m/s2 de nível máximo de desaceleração e capacidade de produzir a imobilização completa do carro. Há quem goste. Nós não. De resto, o pisar e o rolar extremamente refinados, com pouco atrito/esforço, a par da insonorização, são mesmo as melhores impressões que ficam da condução do N 8. Perante isto, para o segundo dia, a nossa grande curiosidade estava em ver quanto desta facilidade e refinamento é que a versão FWD de 245 CV Long Range (280 cv em pico e 343 Nm) e tração dianteira no nível Pallas (o que equivale à suspensão com amortecedores passivos de batentes hidráulicos) conseguia manter; ao jantar, na noite anterior, o responsável do chassis garantia que o modelo de suspensão passiva era muito competente, e que tinham colocado imenso empenho, trabalho e engenho em atingir a definição ótima para a rigidez de todos os elementos da suspensão, incluindo os casquilhos e apoios dos subchassis. E a verdade é que... O carro base é até melhor! e claro que se nota a falta dos amortecedores ativos, sobretudo nas oscilações em irregularidades a baixa velocidade, ou quando se apanha uma tampa de saneamento fora de nível, algo raro na Suíça, mas muito menos do que tínhamos antecipado. Depois, não só a perda de andamento também é menor do que o esperado (o peso aliviado de cerca de 100 kg face ao AWD ajuda), acontecendo mesmo a maior diferença nos arranques parados (onde O FWD é limitado pela tração), como casa na perfeição com o ritmo rápido, fácil e silencioso em que O N®8 excele; a insonorização do habitáculo muito bem conseguida cria as condições perfeitas para apreciarmos a performance do sistema de som Focal 3D Electra. Por fim, e mesmo considerando que muito do percurso era a descer e sem AE, também subimos algumas vezes a montanha e, por vezes, até com um ritmo bem despachado, o DS N8 FWD 245 Long Range pode ser o primeiro carro elétrico capaz de sustentar a promessa de viajante de longas distâncias, já que a capacidade de manter a carga da bateria à medida que os quilómetros passam é excecional; após cerca de 150 km de percurso o computador de bordo ainda nos dava um soc de 80% e mais de 550 km de autonomia, a confirmar que os 750 km homologados no ciclo misto WLTP não são uma miragem, provando que o investimento feito na eficiência aerodinâmica (cx de 0,24) e em componentes como a bomba de calor pagou bons dividendos. A DS também mostrou muito orgulho nos vários ambientes, padrões e escolha de materiais (incluindo três acabamentos de pele sem pela animal) que tem disponíveis para o seu topo de gama, o N8, bem como no tejadilho panorãmico com um tratamento infravermelho de baixa emissividade térmica, a permitir dispensar a cortina interior. Pela nossa parte apreciamos os bancos e a presença de alumínio verdadeiro, mas não podemos deixar de lamentar algumas inconsistências de qualidade aparente, com a presença de alguns plásticos de aspeto barato que nem nos parecem muito caros ou complicados de substituir. // A BATERIA DE 12 MóDULOS e PRODUZIDA EM FRANGA (BILLY-BERCLAU) E TEM UMA DENSIDADE ENERGÉTICA DE 0,264 KWH/KB. 0s MOTORES ELÉTRICOS D0 T/PO SÍNCRONO TAMBÉM SáD PRODuZIDOS EM FRANGA, EM TREMERY A BOMBA DE CALOR DE SéRIE PERMITE GANHAR ATé 80 KM DE AUTONOMIA DS N09 FWD 245 MOTOR Tipo síncrono com indução permanente, dianteiro, transversal Potência 245 Cv (280 cv) Binário 343 Nm Bateria NMC de 97,2 kWh úteis TRANSMISSáO Cx. Automática 1 relação Tração Dianteira PRESTaçõES Relação peso/potência 7,8 kg/cv o a 100 km/h 7,8 segundos Velocidade máxima 190 km/h ConSUMOS (WLTP) Combinado 15,9 kWh/100 km Autonomi mista WLTP 750 Km Potência de carga 160 (CC)/22 (CA) kW Emissões o g C02/km PREçO 59 o00e (Pallas) AVALIAçáO AUTO DRIVE RRRN Pedro Silva