PORTUGAL TEM UM PARQUE AUTOMÓVEL ENVELHECIDO
2025-03-31 21:09:28

Apesar do aumento da compra deveículos novos, nomeadamente elétricos e híbridos, o parque automóvel português permanece envelhecido, conforme revela o Relatório do Estado do Ambiente de 2024 que cita dados de 2022. De acordo com este estudo, a idade média de automóveis ligeiros de passageiros em Portugal aumentou para 14,1 anos, um va-lor sem precedentes e que indica que nunca houve tantos veículos com mais de uma década a circular nas estradas portuguesas. Este relatório, que foi elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente, dá conta de existem em circulação um total de 7,2 milhões de veículos de passageiros e de mercadorias, dos quais 5,8 milhões correspondem a automóveis ligeiros de passageiros, havendo assim um rácio de 556 veículos ligeiros por mil habitantes. Outro dado que também ilustra o estado do parque automóvel nacional é que este continua predominantemente composto por veículos a gasóleo (56%) e a gasolina (39%) entre os ligeiros de passageiros, sendo que nos pesados, o gasóleo domina com 94% do total. Apesar deste dado estar a ser contrariado pela tipologia dos veículos novos vendidos (que conforme referido acima são predominantemente elétricos e híbridos), os números podem ainda demorar alguns anos até se encontrarem equilibrados. Na ótica do secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal O parque automóvel português necessita de uma intervenção urgente, sendo que a principal razão para este envelhecimento reside na falta de capacidade financeira dos portugueses. «os vários governos nunca quiseram implementar um verdadeiro plano de renovação do parque automóvel», começou por dizer o responsável, citado pelo Autosapo. «Apenas um incentivo para a troca de carros a combustão por veículos elétricos, como o previsto no Orçamento do Estado para 2025, não é suficiente. Esse apoio, que só abrange cerca de mil veículos, é insuficiente para a escala do problema», concluiu o responsável. Indústria Automóvel lidera no desemprego Em apenas um ano, entre outubro de 2023 e outubro de 2024, a Indústria Automóvel, registou um aumento de 26% no número de desempregados, com mais de 2 200. e na região norte do país que está a fatia maior de desemprego, região onde estão localizadas muitas das empresas deste setor, algumas delas que fecharam. Este aumento, que começou a acontecer no pós-pandemia, é maior aumento homólogo entre os diferentes setores e supera o desemprego de árias como a informação e comunicação e da Indústria de papel. Em Arcos Valdevez, a empresa Coindu fechou a fábrica acabando com 350 postos de trabalho. Já em Valença, a empresa Cablerías Group dedicada a cablagens para veículos automóveis anunciou a insolvência, pondo em risco 200 profissionais. A maioria dos carros em Portugal ainda são a gasóleo e gasolina (DR)