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OBRAS DE GRANDE DIMENSÃO SÃO MENOS DE METADE DE 2021

Negócios

2023-08-01 06:00:09

CONSTRUÇÃO Casas e escolas somam 1/3 das grandes obras contratadas No ano em que Portugal tem de contratualizar os projetos do PRR, as empreitadas de grande dimensão contratadas até junho aumentaram 12% face ao mesmo período de 2022, mas não chegam sequer a metade das adjudicadas nos primeiros seis meses de 2021. s contratos de empreitadas de obras públicas de grande dimensão (acima dos 7 milhões de euros) celebrados na primeira metade deste ano somaram 305 milhões de euros, um valor que representa um aumento de quase 12% relativamente aos 273 milhões registados no primeiro semestre de 2022, mas que não chega sequer a metade dos mais de 650 milhões de euros que foram fechados até junho de 2021. De acordo com dados do portal Base, nos primeiros seis meses de 2023 - ano em que o país tem de contra tualizar os projetos inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) - foram 17 os contratos assinados e publicados. O mesmo número dos de 2022 - ano em que o Orçamento do Estado só entrou em vigor no fim de junho e o aumento dos custos de materiais e mão de obra dificultou a capacidade das construtoras apresentarem preços nos concursos mas menos 14 do que em2021 Dos305milhões de euros contratados, quase um terço - 97 milhões - destinou-se à construção de blocos de apartamentos e de edifícios escolares, tendo sido a sociedade de reabilitação urbana Lisboa Ocidental a entidade que mais adjudicações concretizou no semestre, num total de quatro. Na primeira metade de2022, a Infraestruturas de Portugal OOP) tinlia sido a entidade com o maior número de obras adjudicadas (cinco). O maior contrato celebrado até junho último foi o lote 4 da fuos tura linha circular do Metropolitano de Lisboa, para a conceçâo e construção dos acabamentos e sistemas, no valor de 69,9 milhões de euros. Um montante que representa mais do dobro da maior obra pública entregue na primeira metade do ano passado, relativa ao troço Portagem-Coimbra B do Sistema de Mobilidade do Mondego no valor de 34 milhões. Já no mesmo período de 2021 a maior empreitada adjudicada, segundo o portal da contratação pública, ti-nha sido a execução dos túneis de drenagem da cidade de Lisboa por 132,9 milhões de euros. Construtora DST assegura mais adjudicações A Domingos da Silva Teixeira (DST) foi, segundo o Base, a entidade que celebrou o maior número de contratos até junho, num total de três - dois dos quais para a empresa municipal Lisboa Ocidental - no valor de 49 milhões de euros. A empreitada de maior valor foi entregue pelo Metro da capital ao consórcio da Zagope e Fergrupo, do grupo Comsa, a única obra entregue na primeira metade deste ano a uma construtora do país vizinho, o qual está também a executar os projetos previstos no mecanismo de recuperação e resiliência e cujo envelope soma 70 mil milhões de euros. Já a segunda maior empreitada foi adjudicada pela Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) ao agrupamento da Mota-Engjl e Etemiar por 24,8 milhões de euros, sendo este o único grande contrato celebrado no período em análise com a maior construtora portuguesa. O grupo agora liderado por Carlos Mota dos Santos ganhou em2022o contrato para a construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental, uni investimento superior a 300 milhões de euros, mas a assinatura do contrato ainda não teve lugar. A figurar também com apenas um contrato na lista publicada no portal Base estão ainda a Casais, a Tecnovia, a Alberto Couto Alves (ACA) ou a Alexandre Barbosa Borges, entre outras. A madeirense Afavias, por seu lado, assegurou duas obras rodoviárias para a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas. Ao contrário de anos anteriores, os municípios e empresas municipais celebraram até junho a maioria dos contratos publicados (oito dos 17). Publicados 17 contratos num total de 305 milhões até junho. Escolas e casas somam um terço das empreitadas. Projetos com verbas do PRR têm de ser contratualizados até ao fim do ano. EMPRESAS 16 e 17 305 SEMESTRE No primeiro semestre foram celebrados 17 contratos de grandes obras públicas, num total de 305 milhões de euros. contratos celebrados pela Lisboa Ocidental para a construção de blocos de apartamentos ultrapassaram os 40 milhões até junho.