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R2U TECHNOLOGIES | MODULAR SYSTEM QUER REVOLUCIONAR A CONSTRUÇÃO EM PORTUGAL

Construir

2023-07-18 14:10:08

É uma das 53 Agendas Mobilizadoras do PRR e a única directamente relacionada com o sector da Construção. A construtora Domingos da Silva Teixeira, DST, é líder de um consórcio que envolve 30 outras empresas e 18 ENESII, e que pretende canalizar cerca de 215 milhões de euros para o desenvolvimento da construção modular ao longo de 48 meses No início do mês, o Governo apre sentou as 50, de um total de 53, Agendas Mobilizadores do PRR para a Inovação Empresarial. Das 53 Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial seleccionadas, encontram-se agora contratualizadas 50, 30 Agendas Mobilizadoras e 20 Agendas Verdes, estando três a aguardar conclusão de procedimentos de notificação e negociação. As 53 Agendas Mobilizadoras envolvem um total de investimento de 7,8 mil Ma, com incentivo público estimado na ordem dos 2,8 mil Ma. As Agendas Mobilizadoras, ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, “visam consolidar e expandir sinergias entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico em Portugal, contribuindo para o incremento da competitividade e resiliência da economia portuguesa, com base em I&D, na inovação e na diversificação e especialização da estrutura produtiva”. Estão envolvidas, nestes projectos, 1247 entidades, a maioria, 941, são empresas e, de entre estas, cerca de 60% são pequenas e médias empresas, o que é um número a assinalar dada a composição do tecido empresarial nacional. Cerca 119 entidades do sistema de investigação e inovação estão ligadas às Agendas, bem como 87 associações empresariais e gestoras de clusters, 41 entidades administração pública (CIM, municípios, institutos, direcções-gerais, forças armadas, empresas públicas, centros de turismo regionais, centros hospitalares, escolas profissionais) e 88 outros parceiros. Até Julho, encontravam-se com pagamento de adiantamento decidido 36 Agendas, 23 Agendas Mobilizadoras e 13 Agendas Verdes, estando pagos, respectivamente, 239 milhões de euros e 145 milhões de euros a estes projectos. A construção do cluster da Construção Modular Dos 53 projectos aprovados apenas um está, directamente, associado ao sector da Construção: o Pacto de Inovação “R2U Technologies | modular system”, que tem como líder a construtora Domingos da Silva Teixeira, DST. O projecto resulta da fusão das duas Manifestações de Interesse, apresentadas, numa primeira fase, por empresas do universo do grupo a “R2U Technologies”, pela dst, e “Glass Net”, liderado pela Bysteel, empresa do grupo responsável pela concepção, produção e instalação de estruturas e fachadas metálicas. Se numa primeira fase a proposta “R2U Technologues”, tinha um investimento previsto de 177 milhões de euros, que compreendia um investimento do grupo no valor de 74,4 milhões de euros e um incentivo global de 95 milhões de euros, com a entrada de alguns dos pressupostos defendidos pela “Glass Net”, com a qual o grupo pretendia “capacitar o tecido empresarial português para a concepção, desenvolvimento e fabricação de fachadas de última geração”, o investimento a realizar sobe agora para 215 milhões de euros, a realizar em 48 meses. O projecto tem como objectivo estratégico “a alteração profunda do perfil produtivo do sector da construção modular, promovendo a sua evolução de um paradigma produtivo intensivo em mão-de-obra para outro intensivo em conhecimento”. A intensão é “capacitará o tecido empresarial, o tecido académico e os próprios recursos humanos, com os meios, os conhecimentos e as competências-chave para criar, em solo nacional, um cluster para o abastecimento global do sector da construção modular”. Na síntese da proposta apresentada o grupo define como meta o lançamento de 18 novos produtos, processos ou serviços (PPS) “com perfil transaccionável e internacionalizável já no final do projecto”. Envolvidos no projecto estão cerca de três dezenas de empresas, entre elas a Amorim Cork Insolation, a Cimpor, Ecosteel e a Conformetal, e 18 entidades não empresariais do sistema de I&I (ENESII) como as universidades do Minho, Nova de Lisboa, Coimbra, Porto, mas também o LNEG. O Living lab que Norman Foster está a criar no campus da dst A este projecto juntou-se ainda a Fundação Norman Foster, convidada a participar, ainda numa primeira fase, no projecto de pesquisa e criação de um cluster que quer “revolucionar a indústria da construção no país”. A ligação do arquitecto ao projecto foi anunciada ainda na fase de Manifestação de Interesse e irá tomar forma com a criação de um “Living Lab” destinado à investigação e testagem de soluções à escala real. A dst justificou a parceria com a neces-Living Lab integra retrospectiva de Norman Foster sidade de “promover um pensamento e investigação interdisciplinares, focado na melhoria contínua das soluções e na capacidade de antecipar o futuro, colocando a arquitectura, o design, a tecnologia e as artes ao serviço da sociedade”. Nesta estratégia “a equipa da Fundação Norman Foster, liderada pelo próprio Lord Norman Foster, assumirá a posição de consultor de investigação e líder de design, trabalhando com outras entidades, que desenvolverá o design conceptual dos sistemas de construção e de soluções modulares e de pré-fabricação”, anunciou o grupo na ocasião. O Living Lab terá cerca de 4.000m2 e conterá cerca de 100 unidades habitacionais que servirão quatro usos principais: residências de estudantes e seniores, unidades habitacionais, quartos de hotel e hospitais. O complexo assume-se como um laboratório de I&D para soluções de construção modular, um centro de pesquisa à escala real, que promoverá soluções técnicas e tecnológicas como resposta às boas práticas de economia circular e redução da pegada ecológica, libertando as cidades do seu estado de “estaleiro”. pela redução dos trabalhos in-situ e condensação dos prazos da construção, já que se sustenta na transferência de uma percentagem do tempo de construção para o ambiente controlado de fábrica, com benefícios inerentes na minimização dos desperdícios e no aumento do controlo e qualidade do produto. “Queremos chamar a atenção do sector e mobilizá-lo no sentido de mudança de paradigma no contexto da construção em Portugal, com a captação de investimento e de parceiros de peso”, defendeu na altura José Teixeira, presidente do dstgroup. Quando concluído, o Living Lab assumirá duas funções primordiais: ser uma montra viva das soluções desenvolvidas e dos resultados alcançados e um espaço para ser vivido e habitado pelos trabalhadores deslocados, designadamente refugiados e imigrantes, que o dstgroup tem vindo a integrar nos seus quadros. n O Living Lab que está a ser concebido é uma das obras escolhidas para integrar a retrospectiva dos 60 anos de trabalho de Norman Foster que está em exposição no Museu Pompidou, em França. O projecto de arquitectura Living Lab do dstgroup está patente no Centro Pompidou em Paris, que acolhe a maior exposição retrospectiva do arquitecto das últimas seis décadas. A exposição organiza-se em sete temas: Natureza e Urbanidade, Pele e Ossos, Cidade Vertical, História e Tradição, Planeamento e Localização, Redes e Mobilidade, e Futuro, sendo, portanto, uma compilação completa do trabalho do arquitecto. O LivingLab está patente na ala dedicada ao tema Natureza e Urbanidade, ao lado dos mais recentes trabalhos da Fundação Norman Foster, o Masterplan da reconstrução da cidade de Kharkiv, na Ucrânia. “Esta exposição traça os temas de sustentabilidade e antecipação do futuro. O nascimento da prática na década de 1960 coincidiu com os primeiros sinais de consciência da fragilidade do planeta. Ao longo das décadas, procuramos desafiar as convenções, reinventar os tipos de construção e demonstrar uma arquitectura de luz e leveza, inspirada na natureza, que pode ser alegre e ecológica”, afirma Norman Foster, fundador e presidente executivo da Foster+Partners e presidente da Foster Foundation. O projecto resulta da fusão das duas Manifestações de Interesse, apresentadas, numa primeira fase, por empresas do universo do grupo a “R2U Technologies”, pela dst, e “Glass Net”, liderado pela Bysteel “Se, numa primeira fase, a proposta R2U Technologies , tinha um investimento previsto de 177 milhões de euros, com a entrada de alguns dos pressupostos defendidos pela Glass Net , com a qual o grupo pretendia capacitar o tecido empresarial português para a concepção, desenvolvimento e fabricação de fachadas de última geração , o investimento a realizar sobe para 215 milhões de euros, a realizar em 48 meses O projecto tem como objectivo estratégico “a alteração profunda do perfil produtivo do sector da construção modular, promovendo a sua evolução de um paradigma produtivo intensivo em mão-de-obra para outro intensivo em conhecimento” O Living Lab terá cerca de 4.000m2 e conterá cerca de 100 unidades habitacionais que servirão quatro usos principais: residências de estudantes e seniores, unidades habitacionais, quartos de hotel e hospitais