CEM EMPRESAS ESPERAM AGORA MAIS 10% DE JOVENS NO QUADRO
2023-07-10 08:04:05

Em janeiro, com 51 empresas, o pacto para o emprego jovem projetava um aumento de 19% de jovens nos quadros em 2026. O número de empresas envolvidas duplicou mas os dados definitivos de 2022 e as metas assumidas pelas próprias apontam agora para uma subida global de 10%. CATARINA ALMEIDA PEREIRA O número de empresas que se compromete a avançar em indicadores de quantidade e qualidade do emprego jovem, no âmbito do “pacto” promovido pela Fundação José Neves e pelo Governo, duplicou desde janeiro. São cerca de cem empresas e o Banco de Portugal. Prevê-se agora um aumento de 14% do número de jovens contratados até 2026, o que compara com a projeção inicial de 10%. A meta para o aumento global de jovens trabalhadores com contratos sem termo não será de 19% até 2026, como anunciado em janeiro, mas antes de 10%. Ao Negócios, o presidente da Fundação José Neves defende que os novos dados não traduzem uma redução da ambição ao nível das metas individualmente assumidas pelas empresas envolvidas. “A ambição é a mesma, não mudou nada. Agora temos é os dados reais de 2022 e mais empresas envolvidas”, o que altera o ponto de partida, diz Carlos Oliveira. “Com base nos compromissos que as empresas assumiram e com base nos dados de 2022 a que só agora tivemos acesso , como já na altura tínhamos referido , a expectativa de impacto é esta”. Ou seja, por exemplo, a previsão de um aumento de jovens (até aos 29 anos) contratados por estas empresas em 14%, de forma agregada, o que tendo em conta a base divulgada pela Fundação (mais de 45 mil jovens contratados) aponta para mais cerca de 6.300 até 2026. Ainda de acordo com os dados solicitados pelo Negócios à Fundação José Neves, “na média das empresas signatárias, 67% dos jovens tinham contratos sem termo em 2022”, ou seja, cerca de 30 mil pessoas, e o objetivo é agora chegar a um aumento global de 10% até 2026. Os compromissos por empresa não foram divulgados e todas as entidades, incluindo o Banco de Portugal, contam para as médias apuradas. Os dados surgem a propósito do segundo encontro do “pacto mais e melhores empregos para os jovens”, onde se formalizará esta segunda-feira a adesão das 51 novas entidades. Apoios lançados ajudam a financiar empregos Por outro lado, se no ano passado menos de metade (48%) dos jovens licenciados destas empresas tinham um salário superior a 1.320 euros (cerca de 22 mil), a ideia é que o número cresça 7% até 2026. Tal como refere Carlos Oliveira, o programa promovido pelo Governo está alinhado com as políticas públicas. O “ativar” é um apoio à contratação lançado na semana passada de entre 8,7 e 12,4 mil euros para a contratação de jovens por 1.330 euros ou mais, através do IEFP. A referência inicial de 1.320 euros prevista no pacto baseou-se no salário que era atribuído a um técnico superior do Estado (que entretanto já subiu para 1.333 euros, devendo voltar a aumentar no próximo ano). Embora o programa tenha uma grelha de critérios, a ambição é definida pelas entidades, que podem comprometer-se com uma margem de progresso elevada (mais 12 pontos percentuais nos indicadores), média (6 pontos) ou baixa (3 pontos), independentemente do seu ponto de partida. Há ainda compromissos sobre a permanência de jovens durante dois anos consecutivos (aumento de 7% até 2026), quando em média a percentagem é de 75%. A maioria (85%) dos licenciados tem funções compatíveis mas projeta-se que o número cresça 3%. “Para o ano o que vamos fazer é comparar com 2022, ver se há um desvio positivo ou negativo face ao que se pretende em 2026 e daí saírem recomendações”, diz Carlos Oliveira. A LISTA DAS 101 ENTIDADES ENVOLVIDAS Quase cem empresas, a Unidade Local de saúde de Matosinhos e o Banco de Portugal juntaram-se à iniciativa, que permite que cada entidade assuma as metas com uma margem de progresso elevada (mais doze pontos percentuais no indicador), média (6 pontos) ou baixa (3 pontos). Nome Accenture, Altice Portugal, Altri, Bial, Bondalti, Bosch, BPI, Brisa, CapGemini Portugal, CGD, Corticeira Amorim, Critical Software, CTT, CUF, Deloitte, Douro Azul, DST Group, EDP, Egor, Farfetch, Feedzai, Fidelidade, Fujitsu, Galp, Grupo Casais, Grupo Proef, Grupo TMG, Impetus, José de Mello, Logoplaste, Manpower Group Portugal, Martifer, Media Capital, Millennium BCP, Mota-Engil, MundoTêxtil, NOS, Randstad, REN, RTP, Santander, SIBS, Super Bock Group, Teleperformance Portugal, The Navigator Company, Torrestir, Tranquilidade, Unilabs, VdA, Vicaima Madeiras, 3Drivers Nome Ana Aeroportos de Portugal, Axians, Balanças Marquês, Banco de Portugal, CGITi Portugal, Continental, El Corte Inglês, Faremi Técnica, FUJIFILM PORTUGAL, Grupo Barraqueiro, Grupo BEL, Grupo Campicarn, Grupo Durit, Grupo Érre, GRUPO ETE, Grupo Ilídio Mota, Grupo Nors, Grupo Primor, HCLTech, Hovione, Intelcia Portugal, ISQ, Izertis Portugal, JAPGROUP, S.A., KPMG Portugal, LIPOR, Mecwide, Merkle, Msg life Iberia, NacionalGest, Navarra Extrusão Alumínio, Noesis, Novobanco, NTT DATA Portugal, Rangel Invest, Salvador Caetano Auto, Semapa, Shar, S.A, Siemens, Skypro, Soja de Portugal, Sotécnica, Tabaqueira II, TAP Air Portugal, The Inventors, Trivalor, Un. Local de Saúde de Matosinhos, Unilever FIMA, Vodafone, Webasto Portugal.