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MUTARES QUER CORTE DE 50% NA DÍVIDA PARA RECUPERAR EFACEC

Dinheiro Vivo Online

2023-07-05 09:34:06

Fundo espanhol terá de negociar com os credores. Em causa um empréstimo obrigacionista de 58 milhões, a cinco anos, contraído em 2019 Efacec © Amin Chaar / Global Imagens Comentar O plano da Mutares para a recuperação da Efacec está dependente da disponibilidade dos credores obrigacionistas aceitarem um perdão de 50% da dívida de 58 milhões de euros do empréstimo obrigacionista lançado em 2019. A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios, que dá conta que a pretensão da Mutares, o fundo alemão escolhido pelo Governo para ficar com a participação de 71,73% do Estado na Efacec, terá de ser aprovada em assembleia geral de obrigacionistas e que uma eventual recusa destes neste corte poderá levar à estaca zero o processo de reprivatização da empresa. Diz ainda o jornal que há uma possibilidade intermédia que é a Mutares conseguir negociar com os credores obrigacionistas um prolongamento do prazo de pagamento do empréstimo, feito em 2019 e com reembolso a cinco anos. Recorde-se que o Estado nacionalizou, em julho de 2020, a participação de Isabel dos Santos de 71,73% na Efacec, tendo anunciado a venda da mesma a 7 de junho último à Mutares, depois de falhada já uma anterior tentativa com o grupo DST. Cotada na Bolsa de Frankfurt, a Mutares tinha, a 1 de junho, uma capitalização bolsista superior a 490 milhões de euros. Com um portefólio diversificado de 32 empresas nas áreas do automóvel e mobilidade, engenharia e tecnologia e bens e serviços, a empresa alemã fechou 2022 com vendas consolidadas de 3,8 mil milhões de euros e lucros de 72,9 milhões. Já a Efacec fechou o exercício com prejuízos de 90,6 milhões e capitais próprios negativos de 50 milhões. Em comunicado, a 23 de junho, o "chief information officer"" (CIO) da Mutares, Johannes Laumann, dizia em comunicado: "Estamos muito felizes em anunciar a nossa segunda aquisição em 2023. Estou convencido de que, com a nossa experiência operacional e as tendências em curso no setor da energia, podemos continuar a desenvolver o potencial da empresa e colocá-la de novo no caminho do crescimento sustentável". A operação terá, ainda, de ser aprovada pela Comissão Europeia.