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CONCLUSÕES DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO BATERIAS 2030 FORAM APRESENTADAS ONTEM - GNRATION TRANSFORMA-SE EM LABORATÓRIO VIVO RUMO À PRODUÇÃO E GESTÃO SUSTENTÁVEL DE ENERGIA

Diário do Minho

2023-06-29 13:44:10

O gnration converteu-se numa espécie de “laboratório vivo” que tem como ob primordial contribuir para a descarbonização, colocando diversas inovações tecnológicas ao serviço da produção, armazenamento e gestão sustentável de energia. Tudo isto só é possível no âmbito do projeto Baterias 2030, orçado em 8,3 milhões de euros e desenvolvido nos últimos cinco anos no concelho de Braga pelo consórcio INL , International Iberian Nanotechnology Laboratory, Universidade do Minho e dst group, envolvendo outros parceiros e empresas, em colaboração com o município. Desta forma, o edifício do gnration contará com 15 tecnologias variadas de produção, armazenamento e gestão de energia, nomeadamente fachadas fotovoltaicas de última geração e diferentes tipos de baterias, bem como sistemas inovadores de produção energética a partir do hidrogénio. Serão testados em elemento real tecnologias ainda não comercializadas. Uma fachada fotovoltaica, baterias de escoamento e 2nd life, uma central fotovoltaica, um eletrolisador com pilha de combustível, pavimento termoelétrico e luminárias com produção eólica são alguns exemplos. Ontem, a conclusão deste projeto ficou assinalada numa sessão na qual foram apresentados resultados com destaque para a valorização do ciclo de vida das baterias, introdução de tecno-logias de produção descentralizada e criação de plataformas de gestão de energia, assim como um “laboratório vivo” para a descarbonização. Segundo Miguel Antunes, da Agência Nacional de Inovação, foi «gratificante» assistir à divulgação dos resultados de um «projeto ambicioso e mobilizador» e que, agora, culmina com a criação deste “laboratório vivo” no gnration. Lembrando que «Portugal tem compromissos muito exigentes na transição verde digital», o responsável salientou que «pelo menos uma agenda mobilizadora do PRR é uma derivação» do Baterias 2030. Já Pedro Salomé, do INL e coordenador científico do projeto, referiu-se ao mesmo como estando «muito à frente do tempo» porque o que está a ser promovido para passar para legislação nacional foram matérias trabalhadas nos últimos anos. Ana Luísa Pereira, da dstsolar, que apresentou alguns resultados, considerou este projeto «estratégico» para Portugal e para a UE e referiu-se a Braga como «o berço do Baterias 2030». «Aqui es-tamos a desenvolver um laboratório vivo que se vai expressar como uma comunidade de energia renovável virtual usando as tecnologias desenvolvidas ao longo de todo o projeto, nomeadamente tecnologias de produção, armazenamento e consumo de energia», explicou. A sessão de ontem contou ainda com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Braga que se congratulou com todo o processo, o qual considerou ser «um exemplo do que queremos que hoje seja o posicionamento a nível local e internacional». Vincando que Braga «é hoje um espaço de inovação» Ricardo Rio confessou ter visto com «bons olhos, desde a primeira hora, que este projeto fosse emanado de instituições sediadas em Braga e de referência no concelho» tendo em vista «encontrar novas soluções» e, «numa aplicação direta ao meio urbano, identificar novas formas de produção, armazenamento e distribuição dessa energia». «Braga quer ser um laboratório vivo, o local em que os inventores e investigadores na vanguarda de diversas áreas de desenvolvimento possam usar a cidade como campo experimental para os seus projetos», disse, considerando que o concelho «está a mudar o mundo». Projeto deu origem a 17 teses de mestrado e 11 de doutoramento Cofinanciado pelo Portugal 2020, este projeto deu origem a 17 teses de mestrado e 11 de doutoramento, o que, na ótica do vereador da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, espelha a sua importância, «quer do conhecimento que se extraiu» quer do impacto junto da comunidade. Segundo os dados apresentados ontem, há ainda a destacar a criação de 21 protótipos laboratoriais, a instalação de 11 demonstradores, um total de 104 ações de divulgação e a publicação de 50 documentos científicos internacionais. À margem da sessão de ontem, João Rodrigues explicou o que levou o município a aderir ao projeto enquanto parceiro externo: «previmos que este era o caminho da União Europeia e do mercado da energia. Um dos grandes vetores é para esta capacidade de produção alternativa de energia e, depois, de armazenamento dessa mesma energia», referiu. Nesse sentido, o município de Braga permitiu a utilização do espaço público para a fixação de novos produtos e conceitos, servindo de base «a uma série de painéis fotovoltaicos que produzissem energia para que as baterias pudessem ser utilizadas». Para além disso, edifícios como os do gnration e do Pópulo e o mercado municipal passaram a fazer parte de uma comunidade energética que aproveita a energia captada pelos novos instrumentos, desde pisos que produzem energia (que podem ser encontrados no parque de estacionamento do edifício do Pópulo) aos armazenamentos de energia. «É com muita satisfação que nos associamos a este projeto», revelou o vereador.