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THIERRY BRETON DEFENDE INVESTIGAÇÃO A ELÉCTRICOS CHINESES

Público

2023-06-16 07:02:51

Victor Ferreira Thierry Breton defende investigação a eléctricos chineses Thierry Breton Thierry Breton, comissário europeu responsável pelo mercado interno da União Europeia (UE), defende a necessidade de investigar as práticas comerciais das marcas chinesas de carros eléctricos que estão a tentar vender no mercado comunitário. “Sou totalmente a favor da abertura, o mais cedo possível, de uma investigação por dumping no comércio de carros eléctricos”, aÆrmou Breton, ao jornal europeu Politico, acrescentando que “o rápido crescimento destas importações transformou-se num problema para a indústria da UE”. OÆcialmente, a Comissão Europeia não faz comentários sobre o assunto. Mas o mesmo jornal garante que a Direcção-Geral do Comércio, liderada por Denis Redonnet, está a analisar “se lança ou não uma investigação que poderia permitir à UE impor taxas adicionais ou restrições sobre os carros eléctricos de marcas chinesas”. Esses procedimentos são, em linguagem eurocrata, investigações anti-dumpinge anti-subsídios. Na deÆnição do Parlamento Europeu, há dumping “quando as empresas estrangeiras que procuram ter acesso ao mercado europeu vendem os seus produtos a preços anormalmente baixos”. É uma “forma de concorrência desleal” porque “os produtos são vendidos a um preço produção de um carro eléctrico. Por isso, é capaz de fabricar modelos próprios para todo o mundo a preços mais baixos. É um cenário que preocupa o líder da Stellantis, que produziu 77 mil carros para quatro marcas do grupo numa fábrica com cerca de mil trabalhadores em Mangualde, e também o director-geral da Volkswagen Autoeuropa, que fabrica mais de 200 mil carros em Palmela. Em teoria, os modelos chineses são uma ameaça à produção nacional, dado o foco na exportação das fábricas portuguesas que, a partir de 2025, vão produzir eléctricos (no caso da Stellantis) e um modelo híbrido (Autoeuropa). que não reÇecte o custo real”. Inúmeras marcas chinesas começaram a lançar modelos próprios de ligeiros de passageiros no mercado europeu de carros eléctricos. Em Portugal, por exemplo, estão disponíveis dez modelos, de diferentes fabricantes, cujos preços são, regra geral, mais baixos que os melhores concorrentes europeus ou norteamericanos à venda no país. A diferença chega a ser de 33%, mas a média das diferenças varia entre 10% e 14%, a favor dos modelos chineses, segundo uma comparação publicada esta semana pelo PÚBLICO. A China leva vantagem tecnológica nas baterias, que podem representar até 40% do custo Ænal de