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GOVERNO APROVA VENDA DA EFACEC A ALEMÃES DA MUTARES. SÓ FALTA O OK DE BRUXELAS

Diário de Notícias

2023-06-08 06:31:50

.5, Aihxzenta,. Tir( r *N. e\( Tacr2( .; --, I O n-msantor O ministro da Economia tem a expectativa de que todo o negócio possa estar fechado dentro de dois meses. Governo aprova venda da Efacec aos alemães da Mutares PRIVATIZAÇÃO Estado português espera recuperar "grande parte" dos mais de 200 milhões de euros investidos na empresa, com novos negócios. Decisão aguarda aprovação de Bruxelas. TEXTO ILÍDIA PINTO AMutares, hoidingalemã industrial cotada em bol-sa e especializada na compra de empresas em dificuldades, foi a escolhid a pelo governo para ficar com os 71,73% d a Efacec que o Estado nacionalizou, há três anos. O ministro da Economia apontou a"credibi lidade, idoneidade e poder financeiro" da empresa, mas também a sua"cap aci dade de assegurara sust entabil idad e e o desenvolvimento da Efacec" como razões para a e scolha.A expectativa dos alemães é poder ficar com 100% do capital, mas a negociação com os privados, TMG e Grupo Mello, está ainda em aberto, disse Costa Silva Pelo caminho ficaram as propostas do consórcio português formad o pela Visab eira e pela Sodecia, bem como dos fundos Oaktree e Oxy Capital, nesta que é a segunda tentativa do governo para reprivatizar a parcela de capital que era detid a por Isabel dos Santos, e que foi nacionalizada na sequência do escândalo Luandalealcs O ângulo industrial da Mutares, que tradicionalmente mantém e cria valorpara as adquiridas a longo prazo, terásido determinante na escolha. Desde 2008, a alemã fez 75 aquisições, maioritariamente na Europa, mantendo hoje uma cartel ra de 32 empresas, com receitas anuais consolidadas de mais de 4 mil milhões. E algumas delas, incluindo Guascor, Exi, Nem, Balcke Dürr, Lapeyre e a operadora de transportes públicos da Dinamarca, a Arriva, podem trazer novo negócio à Efacec. Ontem, na conferência de imprensa para anunciar o vencedor, o ministro da Economia justificou a escolha com o "reforço da aut onomia financeiradaFfm-Pc e aminimização dos encargos para o Estado: Em causa estão, segundo o governo:4 132 milhões injetados na empresa e 85 milhões em garantias. "Meticulosamente analisada", a p rop osta da Mu tares "abre a possibilidade, face aum mecanismo financeiro inovador de o Estado recuperar grande parte do investimento, senão a totalidade", sublinhou. O Estad o ficará com um "direito económico" que lhe garantirá a partilha de valor. Proteção dos trabalhadores Mais, a lzolding alemã, pela sua "competência e qualificação neste setor de negócio", d á"grand e conforto" sobre o futuro da Efacec, já que assegura a sua manutenção como "um grandeprojeto industrial e tecnológico do país", diz, salientando que é"absolutamentefulcral" na economia portuguesa E, por isso, é tão determinante o facto de a Mutares assegurarapreservação da força de trabalho" da Efacec, comum compromisso dam "na aposta nas qualificações e no reforço das capacidades de engenharia" da empresa. DizCosta Silva que a Mutares, que nos últimos anos realizou 75 operações deste tipo"com elevado êxito", quer apostar no desenvolvimento da Efacec em mercados-alvo de grande valor acrescentado, como Alemanhae EUA.Transformadores, Empresa alemã quererá ficar com 100% do capital da Efacec, mas a negociação com a TMG e o Grupo Mello ainda está em aberto, disse o ministro da Economia. aparelhos e equipamentos, soluções de automação e mobilidade elétrica são as quatro grandes áreas de aposta.A empresa alemã ter-se-á ainda comprometido a capitalizar a Efacec, mas o ministro não avançou valores. Quanto aos passos seguintes, Costa Silva explicou que a conclusão do negócio está dependente de um conjunto de condições, designadamente da aprovação da Direção-Geral da Concorrência da União Europeia. O governo espera que tudo possa estar fechado em doi s m eses. O ponto mai s sensível parece ser a negociação comoscredores, em especial a banca, mas algunsajáderam sinais de quererparticipar" neste esforço, diz. Contra estão os representantes dos trabalhadores, que defendem a manutenção da Efacec na esfera pública. Contactado pelo DN/DinheiroVivo, Sérgio Sales, dirigente do Sindicato dosTrabalhadores das IndústriasTransformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte, escusou-se a comentar a venda, afirm ando "desconhecer os contornos doprocesso".Lamentou alaltade informação" aos trabalhadores e seus representantes e rei terou que a venda é "um erro tático para o país". ilidia.pinto@dinheirovivo.pt