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RIO DEFENDE COMPROMISSSO PARA VALORIZAR PATRIMÓNIO

Diário do Minho

2023-06-01 13:12:47

Valorização e preservação do património implica lógica de co-responsabilização Carla Esteves O presidente da Câmara de Braga defendeu, ontem, uma lógica de «co-responsabilização» e de «compromisso coletivo» na preservação, valorização e divulgação do património, e no investimento necessário para o tornar fruível ao público em geral. Ricardo rio falava no Museu Pio XII, durante uma mesa-redonda organizada no âmbito da segunda iniciativa comum dedicada ao território, promovida pela Fundação Bracara Augusta e pela Ordem dos Arquitetos. A iniciativa teve como grande objetivo estimular o debate sobre a importância do tema do território nas políticas públicas, designadamente, a agenda que importa ao exercício da arquitetura, da preservação do património, da gestão cultural e do desenvolvimento das cidades. O autarca bracarense participou no debate “Os próximos anos do Património em Portugal”, que contou também com as intervenções de José Teixeira, presidente do Conselho de Administração da DSTgroup e fundador da Zet Gallery e de Luís Braga da Cruz, presidente do Conselho de Curadores da Universidade do Porto e antigo ministro da Economia. Na sua intervenção, Ricardo Rio vincou a «dimensão identitária crucial »subjacente ao território e ao património», considerado pelo edil como «um dos maiores contributos para o fortalecimento da comunidade». Considerando que a classificação do património faz parte de uma escala em que o importante é o que se segue, nomeadamente a salvaguarda e disponibilização desse mesmo património aos cidadãos, Ricardo Rio lamentou que no caso de muitos monumentos nacionais a questão patrimonial se fique pela classificação, estando «muitos deles claramente ao abandono». Sustentou ainda que, nesse sentido, a Câmara de Braga tem investido numa política de presernistração da DSTgroup afirmou que «a cultura não pode ser um apêncice nos orçamentos das Câmaras e do Governo», mas antes «tem um valor económico que ainda não é tido em consideração». Na mesma linha de ideias Luís Braga da Cruz defendeu que «para serem valorizados os recursos arquitetónicos têm que ser transformados em produtos», e considerou que «a cultura gera efetivamente riqueza». Segundo Luís Braga da Cruz «para fazer política cultural é imprescindível respeitar dois pilares: o património (zelar, conservar, inventariar e intervir) e estimular a criatividade, conciliando os dois interesses. cesso de salvaguarda e disponibilização patrimonial. Já José Teixeira lamentou os «poucos recursos» de que a cultura ainda dispõe nos dias que correm», defendendo que «a cultura tem que entrar na economia». Argumentando que «sem cultura não há competitividade, o presidente do Conselho de AdmiO território e as políticas culturais foram os grandes temas da iniciativa, que ontem decorreu no Museu Pio XII Braga A iniciativa estimulou o debate sobre as políticas públicas sobre o território. Foram abordadas várias dimensões da cultura e património. A iniciativa promoveu a discussão sobre a forma como o património pode gerar riqueza. debate DM vação, valorização e posterior divulgação, com o grande objetivo de tornar o património fruível a todos os cidadãos. «Tornar os espaços públicos patrimoniais como parte integrante das rotinas da cidade é o nosso grande objetivo», afirmou, reforçando a necessidade de uma lógica de co-responsabilização nest proA moderação do debate esteve a cargo de Catarina Valença Gonçalves, tendo como mote o processo de(Des)Centralização do Património e da Cultura e a discussão sobre os possíveis Modelos (possíveis) de Gestão Patrimonial e Cultural. Foi ainda apresentado o livro “Os próximos 10 anos do património cultural em Portugal: Tendências”. «Esta é uma oportunidade para discutir um recurso que pertence a todos nós, e portanto faz todo o sentido ter uma pluralidade de agentes a discutir este tema», afirmou catarina Gonçalves, acrescentando que «é preciso um conjunto de políticas públicas referentes a este tema abrangendo todos os cidadãos» «O que procuramos fazer no livro é identificar quais são as potencialidades neste campo, tentando perceber todas as valências e identificar quais são as medidas para que ele se torne uma estratégia de desencolvimento consequente do nossospaís, já que temos um parque patrimonial de mais de 35 mil monumentos», avançou. Também o presidente da Fundação Bracara Augusta, Miguel Bandeira, vincou que «está na ordem do dia a projeção da cultura e do património, muito por força de questões de reorganização territorial».A mesa-redonda foi um dos principais momentos DM