DETIDO POR BURLA NA VENDA DE CARROS ELÉTRICOS
2023-06-01 08:33:46

w E OPTIO P. 0)1119tr " 5" 515 Stand E-Drive, foi alvo de queixa pela Renault `JUS, 11111 PROTAGONISTAS DO DIA i t ior .--41111/4 :dl ii--,441s António Almeida Cliente lesado "A detenção só me surpreende por ser tardia. Temos provas de que os nossos carros foram comprados combaterias próprias e, com os bloqueios, pessoas ficaram com a vida prejudicada" João Almeida Cliente lesado "Ele já admitiu que sabia que os carros tinham baterias alugadas e vendeu-os como sendo próprias. A isso chama-se burla. Pelo menos, não engana mais ninguém" Ao JN, Alberto -7," Carvalho negou burlas e culpou financeira da Renault pela situação - .fie~« .La Sas. :aZig= - 1 PJ prende dono de stand por burla com carros elétricos Mais de 100 Renault vendidos em stand em Vila do Conde como tendo baterias próprias que, afinal, seriam alugadas Ana Trocado Marques iuscia@impt FRAUDE A Polida Judiciária (PJ) deteve, ontem, o dono da E-Drive Option (Dinastia Motriz, Lda.), Alberto Ramalho, de 62 anos, pela suspeita de burla qualificada. O caso foi denunciado pelo JN em janeiro: mais de uma centena de Renault Zoe (elétricos) foram vendidos como tendo baterias próprias, que, afinal, eram alugadas. Com o negócio, o stand de Vilar, Vila do Conde, terá lucrado mais de 700 mil euros. Agora, os lesados sentem que começa "a ser feita justiça", mas lamentam "anos de espera". "Já lá vão mais de dois anos. Só espero que ele tenha aquilo que merece. Para mim, isto já é uma vitória", afirmou, ao JN, João Almeida, o criador de umgrupo no Whatsapp que junta mais de 50 lesados. Em 2021, João foi dos primeiros bloqueados. Perdeu cinco mil euros. Apresentou queixa, foi ouvido na GNR. Agora, "finalmente", vê o caso a andar. "As buscas visaram estabelecimentos de venda de automóveis, todos do mesmo proprietário [a E-Drive e a Cars2you], que comercializavam automóveis elétricos equipados com bate rias alugadas, mas eram vendidos sem que os adquirentes tivessem sido informados de que as referidas baterias não integravam as viaturas", afirma, em comunicado, aPJ, que deu, assim, cumprimento a uma mandado de detenção e vários mandados de buscas domiciliárias e não domiciliárias. "Cada adquirente de viaturas - particulares, empre COMPRA Bom negócio virou dor de cabeça Baterias próprias e preço mais baixo foi o que levou os lesados a optar pela E-Drive. A diferença de preço para outros stands andava entre os dois e os três mil euros. Mas, somados os sete mil euros da bateria, deixou de ser bom negócio e ao prejuízo (da compra da bateria) somaram-se meses sem carro que, com as baterias bloqueadas, não carregava e deixava de andar. Após a denúncia do JN, os bloqueios - a maneira mais fácil de a Mobilize chegar ao novo dono pararam. A Mobilize admitia existirem "largas dezenas de casos". Lesados avançaram para tribunal, uns contra a Mobilize, outros contra a E-Drive. Em fevereiro, o Tribunal de Lisboa condenou a Renault e a ex-RCI a desbloquear as baterias, considerando o ato "ilícito". A Mobilize avançou com uma queixa contra o dono da EDrive. sas e até duas câmaras municipais - foi surpreendido com a exigência de pagamentos de valores entre seis e oito mil euros, situações que ocorreram entre 2021 e a presente data", diz ainda a PJ, que não tem ainda fechado o número total de lesados. Nas buscas foram apreendidas oito viaturas e documentação contratual e financeira, bem como ficheiros informáticos. DENÚNCIA DO IN O alegado esquema foi denunciado pelo JN a 17 de janeiro. A E-Drive vendia carros importados como "viatura sem aluguer de bateria" e sem reserva no registo de propriedade. Depois, os donos eram surpreendidos com o bloqueio remoto das baterias "por falta de pagame nt o". A financeira do grupo Renault, a Mobilize Financial Services (ex-RQ), alegou que todos têm contratos de aluguer feitos no estrangeiro e exige aos lesados que paguem entre 6 9 e 119 euros por mês durante dez anos) ou adquiram a bateria (sete mil euros). Na altura, António Ramalho garantiu que era a ex-RCI que estava "a violar a lei" ao bloquear as viaturas sem autorização do proprietário e que os "contratos de aluguer cessam com a exportação". Com o caso a põr em causa o nome da própria Renault e a multiplicar processos judiciais, a Mobilize acabou por avançar com uma queixa-crime contra o dono da E-Drive.