AJUSTAR CONTAS
2023-05-25 06:29:49

A DO I _I INCOMPATIBILIDADE. AS ONDAS DE CHOQUE DA NOTICIA DA SÁBADO Ajustar contas Israel Pontes, ex-presidente da concelhia matosinhense do Chega, pediu ao tribunal que decrete a perda de mandato do vereador da CDU no executivo de Luísa Salgueiro. E quer o DIAP a investigar o que diz ser "uma grande ilegalidade". Por Paulo Vila o Israel Pontes O processo do antigo líder do Chega na concelhia de Matosinhos (e candidato nas últimas autárquicas) surge a titulo particular. Israel Pontes critica a direção nacional e visa Rui Afonso, "que tem tido aqui uma atitude execrável" e "destruiu o Chega no Porto". Na resposta, o deputado acusa-o de querer "fazer a festa" sozinho em vez de contactar a concelhia o José Rodrigues A possível perda de mandato do vereador da CDU não deverá afetar as relações familiares entre Israel Pontes e a prima, Marta Laranja Pontes - filha do ex-presidente do IPO do Porto, arguido na Operação Teia, investigação na qual Luisa Salgueiro está igualmente envolvida por causa da nomeação da agora vereadora para sua chefe de gabinete, em 2017 I Ecom "a mesma dedicação" ao partido que faz "os possíveis por destruir a existência" do Chega em Matosinhos que Israel Pontes quer o vereador da CDU fora da câmara presidida por Luísa Salgueiro (PS). E, neste caso, "o método a usar" foi a notícia da SÁBADO de há duas semanas na qual se dá conta que José Rodrigues acabou contratado por uma empresa que tutelou e com a qual, em representação do município, firmou dois contratos no valor de EUR134.410 (mais IVA). A lei fixa um período de nojo de 3 anos, mas entre o momento em que o vereador da CDU deixou o pelouro da Mobilidade e Transportes na autarquia matosinhense e aquele em que foi admitido pelo Centro de Enge nharia e Desenvolvimento (CEiiA) só decorreram 4 meses. Na queixa à qual a SÁBADO teve acesso e que deu entrada no Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, Israel Pontes pede para "verificar" se José Rodrigues "continua em posição de manter o seu lugar ou se é verificável uma flagrante situação de perda de mandato". Exonerado do cargo por ameaças à integridade física do presidente da Distrital do Porto do Chega e deputado à Assembleia da República, Rui Afonso, o ex-líder da Concelhia de Matosinhos fala numa "incompatibilidade imensa", diz que "a lei é clara" e "a probabilidade de o vereador ficar privado do mandato" é "quase certa". Israel Pontes confirma que, no mesmo dia, pediu a intervenção do Departamento de Investigação e Ação Penal por considerar que se está perante "uma grande ilegalidade" que tem de ser analisada pelas autoridades judiciais. A falta de vontade do Chega As denúncias são feitas "a título particular" porque, diz Israel Pontes, "não houve vontade do partido de intervir". Nem "neste nem noutros casos", como seja, exemplifica, o da recente atribuição de um cartão de débito a Luísa Salgueiro para "despesas da representação" do município com um plafond mensal de EUR2.500. "Acho isto uma aberração", atira. Mas "para a direção nacional, Matosinhos é apenas e só mais um concelho", lamenta. O