FIXANDO A CAMINHO DA ÍNDIA QUER FATURAR 10 MILHÕES EM CINCO ANOS
2023-11-08 11:06:05

A portuguesa Fixando vai entrar na Índia em 2024, mercado onde espera faturar 10 milhões de euros até 2028. Essa é também a meta traçada para Portugal, o que implicará multiplicar o atual volume de negócios por dez. Faturar 10 milhões de euros dentro de cinco anos. É esse o objetivo traçado pela Fixando com a chegada à Índia, prevista para o início do próximo ano, que marca, aliás, a estreia da plataforma de contratação de serviços na Ásia, revela o fundador e CEO. Ao Negócios, Miguel Mascarenhas admite, porém, que “pode ser muito mais”: “Vai depender se houver concorrentes muito fortes”. Essa meta resulta da expectativa de “superar os 5 milhões de transações anuais, em mais de 1.000 categorias”. A razão por detrás da aposta na Índia é simples: “É um mercado muito grande e com um enorme potencial de crescimento. Não só pelo facto de a prestação de serviços ser predominantemente informal, mas também pela crescente população nas grandes cidades, estando a aumentar a procura por serviços profissionais”, explica. Focada nesta “grande oportunidade”, a Fixando vai concentrar-se, pelo menos para já, nas áreas metropolitanas de Bengaluru, Chennai, Hyderabad e Bombaim. Das categorias que farão mais sentido, além dos serviços habitualmente mais requisitados (relacionados com a casa, como consertos e reparações ou limpezas), Miguel Mascarenhas destaca o potencial em torno dos casamentos: “É praticamente a maior festa que têm, seja em quantidade de convidados, como ao nível de serviços que acomoda, desde a parte do catering à fotografia”. Fundada em 2017, a Fixando instalou-se em 12 mercados ao longo de seis anos, entre os quais se destacam, além de Portugal, Espanha, Suíça e Alemanha, estando também presente , embora sem ter recursos alocados , fora da Europa, designadamente no Canadá e no Chile. Crescer 10 vezes em “casa” Em Portugal, onde iniciou a atividade, a Fixando conta com 60 mil “especialistas” ativos, disponibilizando 1.200 categorias de serviços. O volume de negócios ronda atualmente um milhão de euros e a expectativa é a de multiplicá-lo por dez no período de cinco anos, adianta o CEO. Uma ambição que vê como realista, atendendo a que a empresa tem conseguido aumentar a faturação 50 a 100% ao ano”. “Se virmos esse valor em termos do volume da população estamos a falar de um euro por habitante”, reforça Miguel Mascarenhas. Além disso, há todo um potencial para crescer em face do perfil desta nova geração: “Nota-se uma digitalização em quase tudo. As pessoas estão cada vez mais viradas para o telefone, resolvendo as suas necessidades por essa via. Particularmente, a geração Z que já não vai à rua ver se há um táxi, porque sabe que o pode chamar por telefone, através de uma app ”. E, nesse sentido, enfatiza, “uma plataforma como a Fixando será cada vez mais relevante no dia a dia, pelo que estamos bastante confiantes de que podemos alcançar esse número”, enfatiza. Detida pelos três fundadores (um português, Miguel Mascarenhas, um alemão e um holandês), a Fixando funciona através da disponibilização de um pacote de subscrição de créditos aos “especialistas” que se inscrevem na plataforma, cujos preços variam entre sensivelmente 20 e 200 euros. 12 Mercados A Fixando está em 12 mercados, incluindo, além de Portugal, Espanha, Suíça e Alemanha, bem como Canadá e Chile. Diana do Mar dianamar@negocios.pt 10:00