PORTUGUESA N30 FECHA CONTRATO COM TELESPAZIO IBÉRIA PARA CONSTELAÇÃO DAS CANÁRIAS
2026-11-05 08:32:03

A empresa portuguesa vai contribuir para o segmento terrestre da futura Constelação das Canárias, ganha pela Telespazio Ibéria, com lançamento previsto em 2028 A portuguesa N3O fechou um contrato com a Telespazio Ibérica para o fornecimento de componentes para o segmento solo da futura Constelação das Canárias, com lançamento previsto em 2028. É mais um passo no caminho para uma futura federação de constelações de satélites de vários países europeus. Escolha o ECO como fonte preferida no Google Escolher O contrato dá seguimento ao memorando de entendimento fechado em junho entre o CEiiA e o braço ibérico da Telespazio no sentido da criação, no futuro, de uma federação de constelações, unindo o mercado ibérico e, mais tarde, Itália. “Três meses após a assinatura do Memorando de Entendimento com a Telespazio, em Itália, a cooperação começou a traduzir-se em resultados concretos. Em setembro, a N3O assinou um contrato com a Telespazio Ibérica para o fornecimento de componentes essenciais ao segmento de solo da futura Constelação das Canárias”, adianta fonte oficial do N3O ao ECO/eRadar. A N3O ficará responsável pelo fornecimento de componentes fundamentais do segmento de solo da Constelação das Canárias, nomeadamente módulos de dinâmica de voo, que asseguram a gestão da mecânica orbital da constelação, e módulos de gestão de clientes, que permitem gerir as interações dos utilizadores com a infraestrutura. Em Espanha, a Telespazio Ibérica ganhou o concurso de mais de 20 milhões de euros para desenvolver a Constelação das Canárias, o primeiro sistema de observação da Terra lançado por uma comunidade autónoma espanhola, assegurando todo o ciclo da missão, desde a construção e gestão do segmento terrestre como da própria constelação formada por quatro satélites. E a empresa portuguesa vai ter um papel. “A N3O ficará responsável pelo fornecimento de componentes fundamentais do segmento de solo da Constelação das Canárias, nomeadamente módulos de dinâmica de voo, que asseguram a gestão da mecânica orbital da constelação, e módulos de gestão de clientes, que permitem gerir as interações dos utilizadores com a infraestrutura”, detalha fonte oficial da empresa ao ECO/eRadar. “Os trabalhos já tiveram início e a colaboração prolongar-se-á ao longo das diferentes fases de desenvolvimento e implementação do segmento de solo, acompanhando o projeto até à entrada em operação da Constelação das Canárias, prevista para 2028”, aponta a mesma fonte. Ligar Constelações Um acordo que aponta também para uma futura ligação entre as duas constelações. “Estes módulos integram também o segmento de solo desenvolvido para a Constelação do Atlântico, o que representa um importante ponto de convergência tecnológica entre os dois projetos”, explica fonte oficial do N3O. A vontade de ligar as constelações mantém-se? “Essa ambição mantém-se. Esta parceria representa um passo importante na criação das condições técnicas necessárias à futura federação da Constelação das Canárias com a Constelação do Atlântico“, afirma. “A utilização de componentes comuns ao nível do segmento de solo favorece a interoperabilidade entre os dois sistemas e poderá facilitar uma futura operação coordenada das constelações, incluindo a possibilidade de partilha de capacidade”, diz ainda. “Esta evolução contribui para reforçar as capacidades espaciais europeias e a sua soberania tecnológica, afirmando o papel do Sul da Europa no desenvolvimento de infraestruturas e serviços espaciais“, afirma. Mas o contrato tem ainda outro significado. “Representa igualmente um passo na evolução da N3O, que alarga a sua atividade para além do fabrico e integração de satélites, passando a contribuir também para o desenvolvimento de componentes do segmento de solo. Desta forma, reforça a sua presença na cadeia de valor do setor espacial e a sua capacidade de participar em missões espaciais integradas”, destaca fonte oficial da empresa. ECO