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PORTUCALENSE BUSINESS SCHOOL: LIDERAR COM PROPÓSITO PARA RESPONDER À MUDANÇA

Executive Digest Online

2026-10-19 13:41:03

Em tempos de mudança, a liderança exige autoconhecimento, capacidade de adaptação e um propósito capaz de mobilizar pessoas e organizações Ouça este artigo Clique para reproduzir Num contexto empresarial marcado pela mudança permanente, liderar exige mais do que capacidade de decisão: implica autoconhecimento, inteligência emocional, pensamento estratégico e capacidade para mobilizar pessoas. Mónica Monteiro, coordenadora do curso Liderança com Propósito, da Portucalense Business School, explica como uma liderança mais consciente e alinhada com um propósito pode reforçar o desempenho das equipas e preparar as organizações para os desafios futuros. Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher Num ambiente empresarial caracterizado pela incerteza e volatilidade, de que forma esta realidade influencia o papel dos líderes e a necessidade de desenvolver novas competências? A liderança num contexto de estabilidade é muito diferente da liderança num contexto de permanente transformação. Hoje, os líderes têm de tomar decisões com informação incompleta, gerir diferentes expectativas, lidar com equipas mais diversas e responder a transformações tecnológicas, económicas e sociais cada vez mais rápidas. Neste contexto, o líder deixa de ser apenas quem define o caminho. Tem de ser também quem cria capacidade de adaptação nas pessoas e na organização. Isso exige novas competências: maior inteligência emocional, capacidade de gerir a ambiguidade, resiliência, comunicação, pensamento estratégico, capacidade de decisão e, sobretudo, capacidade de conduzir processos de mudança. Continue a ler após a publicidade Continue a ler após a publicidade É precisamente por isso que entendemos a liderança como uma competência que se desenvolve continuamente. Não basta conhecer ferramentas de gestão; é necessário desenvolver a capacidade de se liderar a si próprio para conseguir liderar os outros. Que competências considera mais relevantes para os líderes que procuram responder aos desafios atuais e preparar as suas equipas para o futuro? Diria que existem cinco grandes dimensões. A primeira é o autoconhecimento. Um líder precisa de conhecer as suas forças, limitações, padrões de comportamento e impacto nos outros. A segunda é a inteligência emocional, que permite gerir emoções, conflitos e relações de forma mais consciente. A terceira é a capacidade de adaptação e gestão da mudança. Num contexto em que a mudança é permanente, a resistência não pode ser simplesmente combatida; tem de ser compreendida e gerida. A quarta é o pensamento estratégico e a capacidade de decisão, incluindo a capacidade de interpretar diferentes cenários e tomar decisões mesmo perante a incerteza. E a quinta é a capacidade de desenvolver pessoas. Os líderes devem ser capazes de criar equipas autónomas, motivadas, colaborativas e preparadas para responder aos desafios futuros. É esta visão integrada que procuramos trabalhar no programa. De que forma a liderança com propósito se traduz em resultados concretos para as organizações? Continue a ler após a publicidade Liderar com propósito significa transformar uma visão e um conjunto de valores em decisões, comportamentos e resultados concretos. O propósito não deve ser entendido como um conceito abstrato ou meramente inspiracional; deve funcionar como uma orientação para a ação. Quando uma equipa compreende claramente para onde está a caminhar, porque é que esse caminho é importante e qual o seu contributo para os objetivos da organização, torna-se mais fácil criar alinhamento, compromisso e responsabilização. Isso tem impacto direto na qualidade das decisões, na motivação das pessoas, na capacidade de enfrentar a mudança e, consequentemente, no desempenho organizacional. No nosso programa trabalhamos precisamente esta ligação entre propósito, liderança, pessoas e resultados. O objetivo é ajudar os participantes a passar da reflexão à ação: compreender o seu próprio perfil enquanto líderes, identificar oportunidades de melhoria e aplicar ferramentas que lhes permitam gerar impacto real nas suas equipas e organizações. O que distingue esta formação de outras ofertas disponíveis no mercado e que elementos considera verdadeiramente diferenciadores? A principal diferenciação está na forma como entendemos a liderança. Não criámos um curso centrado apenas em técnicas de gestão de equipas. Criámos uma experiência de desenvolvimento que parte da pessoa para chegar à organização. Continue a ler após a publicidade O programa integra autoconhecimento, autoliderança, inteligência emocional, resiliência, estratégia, desempenho, cultura organizacional e gestão da mudança. Esta combinação permite trabalhar simultaneamente o “líder que eu sou”, o “líder que quero ser” e o impacto que esse líder consegue gerar na organização. Existe ainda uma forte preocupação com a aplicação prática. O participante não termina com novos conhecimentos: desenvolve um plano personalizado de desenvolvimento de competências de liderança, construído a partir dos seus próprios desafios profissionais. Por isso, mais do que ensinar “modelos de liderança”, queremos ajudar cada participante a construir uma forma de liderar mais consciente, autêntica e eficaz. Como é que a abordagem integrada do programa, centrada no autoconhecimento, inteligência emocional e gestão da mudança, contribui para fortalecer a liderança dos participantes? A nossa convicção é simples: não podemos liderar eficazmente os outros se não formos capazes de nos liderar a nós próprios. O autoconhecimento permite ao participante compreender melhor a forma como reage, comunica e toma decisões. A inteligência emocional acrescenta a capacidade de reconhecer e gerir emoções , próprias e dos outros , e de transformar relações potencialmente difíceis em oportunidades de colaboração. Continue a ler após a publicidade A gestão da mudança permite transportar estas competências para o contexto organizacional, onde o líder tem de mobilizar pessoas, gerir resistências e criar condições para que a mudança aconteça. É esta sequência que considero importante: conhecer-se , regular- se , relacionar-se , influenciar , transformar. O programa trabalha estas dimensões de forma integrada, incluindo inteligência emocional, resiliência e autocontrolo, mas também ferramentas práticas de gestão da mudança e construção de culturas organizacionais positivas. Que aprendizagens ou ferramentas os participantes adquirem no programa e conseguem aplicar de forma imediata nas suas organizações? Uma das nossas preocupações foi precisamente evitar que o programa terminasse na sala de aula. Os participantes trabalham ferramentas relacionadas com autoconhecimento, inteligência emocional, comunicação, tomada de decisão, gestão da mudança, motivação e desenvolvimento de equipas. Mas existe um elemento que considero particularmente importante: cada participante trabalha sobre a sua própria realidade profissional. O participante desenvolve também um plano personalizado de desenvolvimento de competências de liderança, alinhado com os seus objetivos e desafios profissionais. Continue a ler após a publicidade Assim, o principal resultado não é apenas “saber mais sobre liderança”. É sair do programa com maior consciência sobre a própria liderança e com ferramentas para agir de forma diferente no dia seguinte. Quais as principais tendências que irão moldar a liderança e a formação executiva nos próximos anos, e como a UPT se prepara para acompanhar essas mudanças? Acredito que vamos assistir a uma mudança importante naquilo que significa ser líder. A inteligência artificial e a transformação digital vão continuar a alterar processos, profissões e modelos de trabalho. Mas, paradoxalmente, quanto maior for a dimensão tecnológica das organizações, maior será a importância das competências humanas: pensamento crítico, criatividade, inteligência emocional, capacidade de relacionamento, ética e capacidade de mobilizar pessoas. Ao mesmo tempo, teremos organizações mais híbridas, equipas mais diversas, ciclos de mudança mais rápidos e profissionais que esperam das suas organizações não apenas uma carreira, mas também aprendizagem contínua, autonomia e sentido. Por isso, a formação executiva terá de ser mais flexível, personalizada, aplicada e orientada para problemas reais. É nesse caminho que posicionamos a UPT. A Portucalense Business School procura combinar conhecimento académico com uma forte orientação para os desafios concretos das organizações. No caso da Liderança com Propósito, isso traduz-se numa abordagem que integra desenvolvimento pessoal, estratégia, desempenho, cultura e mudança. Continue a ler após a publicidade Mais do que preparar líderes para o mundo que conhecemos hoje, queremos contribuir para preparar profissionais capazes de aprender, adaptar-se e liderar num mundo que ainda está a ser construído. Qual é a proposta de valor do programa “Liderança com Propósito”? Se tivesse de resumir aquilo que distingue o Programa Intensivo em Liderança com Propósito numa única ideia, diria que não é um curso sobre como liderar os outros; é uma experiência para compreender primeiro quem somos enquanto líderes, que impacto temos nas importânpessoas e como podemos transformar esse impacto em resultados. É essa ligação entre pessoa, propósito, liderança e resultados que queremos colocar no centro da experiência formativa. E é também por isso que o programa pode ser relevante para diferentes momentos de carreira: para quem já lidera e quer aprofundar a sua capacidade de influência, para quem está a assumir responsabilidades de liderança e precisa de consolidar competências, e para quem quer preparar-se para os desafios futuros da gestão. A própria estrutura do programa foi desenhada para responder a líderes em diferentes estágios de carreira. Em última análise, acreditamos que uma liderança com propósito não é apenas uma liderança mais humana. É uma liderança mais consciente, mais estratégica e mais capaz de produzir resultados sustentáveis. Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, pós-graduações & formação de executivos”, publicado na edição de Setembro (n.º 246) da Executive Digest. Executive Digest