pressmedia logo

IP PONDERA PARTIR EM DUAS PPP O TERCEIRO TROÇO DA ALTA VELOCIDADE

Negócios

2026-10-16 06:00:07

TRANSPORTES IP pondera partir em duas PPP o terceiro troço da alta velocidade A possibilidade de o troço Soure-Carregado vir a ser divido em duas concessões , e não apenas numa de 130 quilómetros como está previsto permitiria mais concorrência no concurso e maximizar o valor a financiar pelo BEI. mbabo@negocios.pt AInfraestruturas de Portugal (IP) está a ponderar a possibilidade de lançar o terceiro troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto entre Soure e Carregado em duas parcerias público-privadas (PPP), sabe o Negócios. é que se esta ligação for lançada, como está previsto, numa única concessão terá um total de cerca de 130 quilómetros e um preço-base a concurso na casa dos 3 mil milhões de euros. Isto devido à redução de 11 quilómetros que foi feita no troço anterior, entre Oiã e Soure (que agora terminará em Taveiro), no segundo concurso que foi lançado depois de o primeiro ter ficado deserto. A decisão sobre a divisão destes 132 quilómetros em dois lotes diferentes (assim como os seus limites) não está ainda tomada pela IP, mas a hipótese já foi referida aos principais players do setor e potenciais concorrentes a esta obra. Recorde-se que o primeiro troço, entre Porto e Oiã, terá uma extensão de 71 quilómetros e o segundo, entre Oiã e Soure, de 61 quilómetros. Entre as vantagens de partir o terceiro troço em duas PPP está a redução da dimensão de cada obra a concurso, o que ajudará a aumentar a concorrência, mas também a maximização do valor a financiar pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). Já a desfavor desta hipótese está todo o processo de lançamento de mais um concurso e de constituição de mais uma concessionária, o que pode contribuir para uma maior demora no projeto da alta velocidade já que a IP não quer sobreposições. O primeiro troço da alta velocidade Lisboa-] Porto, entre Campanhã e Oiã, foi entregue ao consórcio liderado pela Mota-Engil ejá áentrouo em fase de construção no terreno, enquanto o segundo, entre Oiãe Soure, está ainda na fase de concurso, aguardando-se a decisão final do júri, que no relatório preliminar propôs a adjudicação do contrato ao con-sórcio da Sacyr, DST e Alberto Couto Alves (ACA). Já o troço Soure-Carregado, seja com uma ou duas PPP, Sô deverá ter o concurso lançado no próximo ano. Porseu lado, a ligação entre Carregado e Lisboa (estação do Oriente), num total de cerca de 37 quilómetros que incluem a quadruplicação da Linha do Norte entre Alverca e Azambuja, ainda está em estudo e só está previsto avançar depois de 2032. No caso da futura linha Porto-Vigo, será desenvolvida em duas fases: a primeira entre Campanhã e o aeroporto Francisco Sá Carneiro e entre Braga e Valença, e a segunda entre o aeroporto e Nine, onde seguirá pelo ramal de Braga. os estudos prévios e de impacto ambiental das duas fases já foram concluídos e submeti-dos à Agência Portuguesa do Ambiente para a avaliação de impacto ambiental em junho e julho últimos. Segundo as previsões da IP o lançamento dos concursos para a concessão dos troços da primeira fase deve ocorrer em 2027. Os planos do Governo e da IP passam ainda pelo lançamento dos concursos para a segunda fase da linha Lisboa-Madrid que inclui a ligação entre Lisboa e évora com a terceira travessia Chelas-Barreiro, os acessos ferroviários ao aeroporto Luís de Camões e a ligação Elvas-Caia no início de 2028. O aumento do número de concorrentes nestes concursos tem sido uma preocupação da IP e do Executivo. No primeiro troço apenas foi entregue uma proposta válida, do consórcio liderado pela Mota-Engil, com outras cinco construtoras portuguesas, que assinou em julho de 2025 o contrato. Já para o segundo troço, o primeiro concurso lançado acabou por ficar deserto depois de a única proposta entregue, pelo mesmo agrupamento, ter sido excluída por não cumprir o caderno de encargos. Já no segundo procedimento, o agrupamento das construtoras portuguesas enfrentou a concorrência do consórcio da Sacyr, mas o relatório preliminar do júri determinou a sua exclusão que já foi contestada o que deixaria mais uma vez apenas um candidato na corrida. A possibilidade de o troço entre Soure e Carregado vir a ser divido em duas concessões , e não apenas numa de 130 quilómetros como está previsto permitiria mais concorrência no concurso e maximizar o valor a financiar pelo Banco Europeu de Investimento. P. .10 e 11 A decisão sobre Partir o terceiro a divisão em troço em duas dois lotes não PPP permite está tomada, reduzir mas a hipótese a dimensão já foi referida de cada obra aos principais a concurso, players do setor o que ajuda e potenciais a promover concorrentes. a concorrência. Paulo Carmona, presidente da IP, esteve presente no arranque da obra do troço Porto-oiã. Os NÚMEROS 3 PREçO-BASE o preço-base do concurso para a PPP3, tal como está previsto, poderá situar-se na casa dos 3 mil milhões de euros. 71 PORTO-OIâ o primeiro troço da alta ferroviária, entre Porto e Oiã, vai percorrer uma extensão total de 71 quilómetros. 132 SOURE-CARREGADO Se for lançado como uma única concessão, o troço Soure-Carregado da alta velocidade terá uma extensão de 132 quilómetros. 61 Olâ-SOuRE o segundo troço da linha de alta velocidade vai ligar Oiã a Soure, num percurso de 61 quilómetros. MARIA JOÃO BABO