MOTA-ENGIL VAI CONTESTAR DERROTA PRELIMINAR NO SEGUNDO TROÇO DA ALTA VELOCIDADE
2026-08-28 18:14:02

A Mota-Engil, construtora que integra o consórcio Lusolav, vai contestar o relatório preliminar que atribui a construção do segundo troço da alta velocidade ferroviária à concorrência. A Mota-Engil, construtora que integra o consórcio Lusolav, vai contestar o relatório preliminar que atribui a construção do segundo troço da alta velocidade ferroviária a um grupo concorrente, da Sacyr, DST e Alberto Couto Alves. A garantia foi dada ao Jornal de Negócios pelo presidente executivo da Mota-Engil, Carlos Mota dos Santos, que além de ter perdido o concurso foi excluído do mesmo, segundo o Negócios, por “desconformidade e inadmissibilidade com as determinações das peças” do processo. “Vamos exercer o nosso direito de contestação a este relatório preliminar”, afirmou o gestor em entrevista ao Negócios, publicada esta sexta-feira. “Eu nunca tinha visto um concurso com uma intenção de adjudicação a uma proposta com uma avaliação que não é sequer positiva, com “8,3 em 20 pontos possíveis”, destacou Carlos Mota Santos, referindo-se ao troço da alta velocidade Oiã-Soure. Ao Negócios, o gestor adiantou que o agrupamento que lidera (e que reúne a Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril, Gabriel Couto e Manuel Couto Alves) está neste momento a analisar o relatório do júri e que se vai pronunciar no prazo de 10 dias. A Lusolav tinha ganho o primeiro troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto, entre Porto Campanhã e Oiã. O presidente executivo afirmou ainda ter a intenção, “para os próximos projectos da alta velocidade” e outras grandes obras, de “promover a formação de consórcios de empresas portuguesas em que a base será sempre a partir do figurino do agrupamento criado para a alta velocidade". O gestor tem em vista projectos como o novo aeroporto, as duas novas travessias do Tejo que envolvem a região de Lisboa e as concessões portuárias. No caso das travessias, a Mota-Engil é actualmente accionista da Lusoponte, empresa que detém a concessão das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril. A empresa detém 51% da Lineas (49% são da Serena Industrial Partners) que, por sua vez, domina 50,5% da Lusponte, tendo a seu lado a Vinci (dona da ANA-Aeroportos), com os restantes 49,5%. A Mota-Engil está também ligada à Vinci/ANA, por via de um consórcio, nas obras de melhoria do aeroporto de Lisboa. Concurso envolve o segundo troço da alta velocidade entre Porto e Lisboa Nuno Ferreira Santos PÚBLICO