JÚRI PROPÕE VITÓRIA DA SACYR NO SEGUNDO TROÇO DO TGV
2026-08-27 06:00:03

ALTA VELOCIDADE Sacyr, DST e ACA em vias de ganhar Oiã-Soure. Júri põe Mota-Engil fora O relatório preliminar do júri do concurso para o segundo troço da linha de alta velocidade Lisboa-Porto propõe a adjudicação ao agrupamento hispano-luso, que apresentou o melhor preço, e a exclusão do agrupamento da Mota-Engil. Ojúri do concurso para a construção e concessão do troço da alta velocidade entre Oiã e Soure propõe, no relatório preliminar, a adjudicação deste contrato ao agrupamento da Sacyr, DST e Alberto Couto Alves (ACA), recomendando ainda a exclusão do consórcio Lusolav, liderado pela Mota-Engil, sabe o Negócios. No relatório preliminar de análise e avaliação das propostas, o júri refere que a proposta do agrupamento liderado pela Sacyr está conforme com as determinações das peças do procedimento e da lei, recebendo uma pontuação global de 8,381. Já sobre a do consórcio Lusolav aponta para a desconformidade e inadmissibilidade com as determinações das peças do concurso. O agrupamento hispano-luso apresentou, segundo noticiou o Negócios, o melhor preço neste concurso com uma proposta cerca de 260 milhões mais baixa do que a do consórcio das construtoras portuguesas, sendo quie o fator preço tinha um peso de 80% na decisão de adjudicação. Segundo é referido no documento, a que O Negócios teve acesso, o valor dos encargos estimados para o setor público na proposta do agrupamento liderado pela Sacyr, durante o período de execução do contrato, deverá corresponder, em VAL, atualizado a dezembro de 2023, a 1.458 milhões de euros, o que resulta, por comparação com o preço-base de 1.603 milhões deste con-curso, num ganho estimado em mais de 145 milhões de euros. Quanto à componente técnica, será o que está na origem da proposta de exclusão do consórcio Lusolav, que apresentou uma proposta alternativa à solução de referência apresentada pela Infraestruturas de Portugal nomeadamente quanto à quadruplicação da linha do Norte na zona de Coimbra. No primeiro concurso lançado para este troço, a proposta do Lusolav que era então o único concorrente foi também excluída por não cumprir o caderno de encargos, dessa vez por causa da estação de Coimbra. No relatório preliminar deste segundo concurso, a recomendação de exclusão é justificada pelo júri porque “não só incumpre manifestamente o objeto do contrato a celebrar, como apresenta atributos, termos e condições que violam parâmetros-base e aspetos da execução do contrato não submetidos à concorrência, cuja obrigatoriedade de cumprimento resulta de forma clara das peças do procedimento”. Em seu entender, a proposta não respeita o caderno de encargos e altera aspetos de execução do contrato a celebrar quando propõe a não construção da ligação da linha de alta velocidade à Linha do Norte em Taveiro, a não quadruplicação da Linha do Norte desde a ligação de TaveirO até à Estação de Coimbra oui a não execução, na Entrada Sul da Estação de Coimbra, de uma nova ponte sobre o rio Mondego para a Linha do Norte quadruplicada, entre outros. O relatório preliminar já foi enviado aos concorrentes, notificando-os do projeto de decisão, que terão agora 10 dias para se pronunciar ao abrigo do direito de audiência prévia. Relatório defende adjudicação da alta velocidade ao agrupamento hispano-luso, o qual apresentou o melhor preço, e a exclusão do consórcio da Mota-Engil. 260 PROPOSTA O agrupamento hispano-luso propôs o melhor preço, 260 milhões abaixo do consórcio das construtoras lusas. 80% PREçO O fator preço tinha um peso de 80% na decisão de adjudicação do segundo troço da linha de alta velocidade. A segunda ppp da alta velocidade é para o troço Oiã-Soure. MARIA JOÃO BABO; RUI NEVES