FRATURAS DO COLO DO FÉMUR OBRIGAM A CIRURGIA EM 48 HORAS, MAS NO AMADORA-SINTRA ESPERARAM MAIS
2026-08-25 06:00:03

O Hospital Amadora-Sintra tinha este domingo no serviço de urgência 19 doentes à espera de cirurgia de Ortopedia, sendo que 14 tinham fraturas no colo do fémur, uma lesão que obriga a uma intervenção nas primeiras 48 horas. A cirurgia é o tratamento obrigatório para fraturas do colo do fémur deve ser realizada entre 24 a 48 horas após o trauma. O procedimento alivia a dor, estabiliza a anca e permite que o paciente volte a levantar-se e andar. Quando isso não acontece a recuperação da mobilidade reduz, e aumenta o risco de mortalidade que nos mais velhos está situada entre os 15 e os 30%. Mas, na urgência do Hospital Amadora Sintra, este domingo, dos 19 doentes que esperavam por uma cirurgia de ortopedia, 14 tinham fraturas no colo do fémur. Questionada pela SIC, a Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra confirma que 11 dos doentes que se encontravam na urgência, com fratura do colo do fémur tinham sido transferidos de outros hospitais, também sem capacidade de resposta em tempo útil. Refere que as "transferências excecionais têm impacto porque acrescem à atividade de cirurgia programada", numa altura em que há falta de ortopedistas. Quanto à espera que pode comprometer os tempos aconselhados para uma recuperação total, a ULS garante que naquela urgência o maior período de permanência a aguardar cirurgia é atualmente de 4 dias. Na sexta-feira, recorde-se, a SIC divulgou o caso de um homem teve um acidente de mota no dia 12 de agosto no Cabo da Roca. Foi transportado para o Hospital de Cascais tendo sido transferido no dia seguinte para o Amadora-Sintra. Acabaria por só ser operado oito dias depois. À data, a ULS admitia que a disponibilidade de médicos especialistas de Ortopedia estava limitada e que, por isso, foi necessário dar prioridade aos casos mais graves e urgentes. Explicava ainda que todos os dias a gestão do bloco operatório é feita de acordo com a prioridade dos doentes e com os médicos disponíveis. Para o Amadora-Sintra, esta situação exige uma resposta concertada a nível regional com o envolvimento de todas as unidades hospitalares. Marco Neiva