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ALTA VELOCIDADE: PROPOSTA PARA OIÃ,SOURE REDUZ IMPACTO URBANO E PRESERVA COIMBRA-B

Construir

2026-08-10 06:32:02

Alta Velocidade: proposta para Oiã,Soure reduz impacto urbano e preserva Coimbra-B Transportes. Menos demolições, menor impacto para as populações e uma ligação mais eficiente à estação de Coimbra-B são OS principais argumentos da proposta apresentada pela Lusolav para o troço Oiã,Soure da futura Linha de Alta Velocidade, uma obra cujo prazo de execução ronda os cinco anos Fotos: DR Um ano depois de ter sido assinado o contrato de concessão e o financiamento do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade (LAV), entre Porto e Oiã, entre a Infraestruturas de Portugal (IP) e o consórcio Lusolav, foi apresentado o projecto para o segundo troço, entre Oiã e Soure. A proposta apresentada permite um acesso mais directo à estação de Coimbra, evita cerca de 45 demolições e minimiza as perturbações na Linha do Norte durante a construção. Segundo o consórcio português, constituído pelas Mota-Engil, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril, Gabriel Couto, Manuel Couto Alves e Serena, a integração da futura Linha de Alta Velocidade (LAV) em Coimbra, defende uma solução que combina “eficiência ferroviária, sustentabilidade e respeito pela identidade urbana da cidade”. Proposta será, entretanto, analisada à luz dos critérios definidos no caderno de encargos, enquanto se aguarda pela proposta do consórcio concorrente, constituído pela Sacyr, Dst e Alberto Couto Alves. “ALTERNATIVA TêCNICA INOVADORA” Desenvolvida no âmbito do concurso para o troço Oiã-Soure, com cerca de 59 quilómetros, a proposta da Lusolav apresenta uma alternativa técnica inovadora para a ligação da futura Linha de Alta Velocidade à Estação de Coimbra-B. A solução prevê um acesso “mais curto, directo e eficiente” à estação, reduzindo sig-nificativamente a intervenção na Linha do Norte e minimizando os impactos sobre a população, o território e a operação ferroviária. Para a Lusolav, a região de Coimbra desempenha um papel estratégico nesta nova rede nacional e deve beneficiar de uma solução que combine inovação, eficiência operacional, sustentabilidade e integração urbana. Durante a apresentação pública da proposta, Nuno Teixeira da Silva, administrador da Lusolav, destacou que “é possível construir a Alta Velocidade respeitando Coimbra, a sua história, os seus habitantes e o funcionamento diário da rede ferroviária. A nossa proposta demonstra que a eficiência, a sustentabilidade e a integração podem andar lado a lado”. Um dos principais diferenciadores da solução proposta pela Lusolav passa por assegurar a quadruplicação da Linha do Norte entre Taveiro e Coimbra, numa opção que permite evitar a demolição de cerca de 45 edifícios em comparação com outras soluções e, desta forma, reduzir “significativamente” o número de expropriações. A opção escolhida minimiza, ainda, a proximidade da nova infraestrutura a zonas residenciais o que permite preservar a qualidade de vida das populações locais e reduzir os impactos ambientais associados à construção de novas estruturas ferroviárias a Sul da estação. A proposta da Lusolav foi, igualmente, desenvolvida para reduzir os condicionamentos na operação ferroviária durante o período de execução da obra. A solução apresentada garante, assim, maior continuidade do serviço ferroviário, reduzindo cons-trangimentos para passageiros e operadores, assegurando com a solução proposta o cumprimento dos prazos previstos para o projecto. O tempo estimado para a execução da obra deverá ultrapassar os cinco anos. A NOVA! COIMBRA-B A proposta da Lusolav contempla, ainda, uma reorganização da Estação de Coimbra B, através da criação de novas linhas dedicadas à Alta Velocidade, preservando integralmente as infraestruturas ferroviárias existentes e os investimentos recentemente realizados, combinando a história de cidade, com o futuro que se pretende empreender com a sua integração na rede nacional de Alta Velocidade. “Coimbra merece uma estação preparada para o futuro sem abdicar da sua identidade. O nosso compromisso passa por integrar sem destruir, ligar sem dividir e construir uma infraestrutura capaz de servir o País, respeitando simultaneamente as pessoas e o território”, reforça Nuno Teixeira da Silva. Esta configuração permitirá ter uima operação mais autónoma entre os serviços de Alta Velocidade e a Linha do Norte, com uma melhor integração com a rede ferroviária nacional, ligações mais eficientes para Norte e para Sul do País e uma melhor compatibilidade com as linhas da Beira Alta e da Figueira da Foz, assim como uma preservação das intervenções realizadas no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego. Recorde-se que, em paralelo, o Plano de Pormenor da estação intermodal de Coimbra, está já a ser preparado pelo arquitecto catalão Joan Busquets, com o objectivo não só de modernizar a actual infraestrutura, como também de a preparar para receber a futura Linha de Alta Velocidade, sendo que a própria conclusão do PP estará dependente da solução final para o segundo troço do LAV que passa por Coimbra. Construída em via dupla eletrificada, a ligação ferroviária de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa será implementada em três fases: a primeira, entre Porto (Campanhã) e Soure, com cerca de 131 km de extensão, sendo composta pelos seguintes dois troços: Porto (Campanhã) = Oiã e Oiã Soure, a segunda fase, entre Soure e Carregado, com cerca de 128 km de extensão e a terceira, entre Carregado o e Lisboa (Oriente), com cerca de 37 km de extensão. A nova linha servirá as estações de Porto (Campanhã) e Lisboa (Oriente) e irá dispor de ligações à Linha do Norte, para servir as estações de Aveiro e de Coimbra-B. Adicionalmente, serão construídas novas estações em Vila Nova de Gaia e em Leiria. C ENGENHARIA # 10-11 Menos demolições, menor impacto para as populações e uma ligação mais eficiente à estação de Coimbra-B são os principais argumentos da proposta apresentada pela Lusolav para o troço Oiã-Soure da futura Linha de Alta Velocidade, uma obra cujo prazo de execução ronda os cinco anos Cidália Lopes