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CALOR AGRAVA PRESSÃO NAS URGÊNCIAS: HOSPITAIS REGISTAM ESPERAS SUPERIORES A CINCO HORAS

Executive Digest Online

2026-07-29 11:04:03

Ouça este artigo Clique para reproduzir Com as temperaturas a aproximarem-se dos 40 graus em várias regiões do país nesta quarta-feira os serviços de urgência hospitalar enfrentam uma pressão crescente, registando tempos de espera muito acima dos níveis recomendados para os doentes urgentes. Os dados mais recentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), divulgados durante a madrugada, mostram que alguns hospitais já ultrapassam as cinco horas de espera para a primeira observação de utentes classificados com pulseira amarela, situação que surge numa altura em que o calor intenso aumenta o número de pessoas que recorrem às unidades de saúde. Segundo avança o Correio da Manhã (CM), à meia-noite de terça-feira o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, apresentava um tempo de espera superior a cinco horas para doentes com pulseira amarela - a terceira prioridade mais elevada na triagem de Manchester - quando o tempo de referência é de apenas uma hora. A mesma tendência verificava-se noutras unidades hospitalares, incluindo Braga, Almada, Évora, Cascais, Leiria, Loures e Portimão, onde os tempos de resposta também ultrapassavam os limites considerados adequados. Entre os fatores apontados para este agravamento estão o envelhecimento da população, o aumento das doenças crónicas descompensadas durante períodos de calor extremo e a menor disponibilidade de profissionais de saúde, uma vez que o verão coincide com o período habitual de férias de muitos médicos e restantes profissionais do SNS. O aumento da procura pelos serviços de urgência acontece precisamente quando várias zonas do país atravessam um novo episódio de temperaturas muito elevadas. Citado pelo jornal, o médico de família Rui Nogueira reconhece que as vagas de calor levam mais pessoas aos hospitais, sobretudo idosos, defendendo uma resposta reforçada antes da chegada aos serviços de urgência. O clínico considera essencial “uma melhor resposta pré-hospitalar, no sentido de sensibilizar os idosos e as famílias para os riscos da exposição ao calor”, acrescentando que “é necessário chegar a quem mais precisa” para evitar situações que acabam por obrigar ao recurso hospitalar devido a sintomas como tonturas, falta de forças ou confusão mental. O médico alerta ainda que, em doentes com hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca, poderá ser necessário ajustar a medicação durante estes períodos de temperaturas extremas. Perante a persistência do calor, Rui Nogueira recomenda igualmente medidas preventivas simples para reduzir os riscos associados às temperaturas elevadas, como manter uma hidratação frequente, mesmo sem sensação de sede, utilizar roupa leve e recorrer a ventoinhas para refrescar as habitações. Estas medidas, sublinha, podem ajudar a evitar o agravamento do estado de saúde das pessoas mais vulneráveis e aliviar a pressão sobre os serviços de urgência, que já enfrentam uma procura muito acima do habitual. Continue a ler após a publicidade Revista de Imprensa