OS MAIS PODEROSOS 2026
2026-07-27 06:00:03

$50 Jorge Magalhães Correia Entrou para a Fidelidade em 1994. Já era CEO da maior seguradora em Portugal quando esta passou para as “mãos” da Fosun. Manteve-se na liderança executiva até ao final da última década, assumindo depois o cargo de “chairman”. Volta a assumir o poder com a Fundação. BILHETE DE IDENTIDADE . Cargo: Presidente da Fidelidade. . Naturalidade: Nasceu em 1957, a 5 de novembro. E natural de Portimão. . Formação: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa. . Outros cargos: “Partner” global da Fosun, presidente da administração da Luz Saude, administrador da REN e administrador do BCP. 0 PORQUE ENTRA E “chairman”, mas não é perfeito a representar essa função. Mais do que desafiar a gestão, Jorge Magalhães Correia vê-se como “mais um” executivo em busca das soluções para os problemas do dia a dia, mas que está também a tentar encontrar respostas para o grande desafio da atualidade: a longevidade. E esse objetivo a que se lança com a Fundação Fidelidade, entidade que, diz, vai “fazer algo diferente”, com impacto na vida das pessoas. E, por isSO mesmo, está de regresso ao “ranking” dos Mais Poderosos. Paulo MOUTINHO paulomoutinho@negocios.pt DIANA RAMOS dianaramos@negocios.pt H abituado desde há muito acargos de topo, tanto na academia como na supervisão, mas principalmente na gestão empresarial, Jorge Magalhães Correia esteve durante anos à frente daquela que é a maior seguradora do país. Comandou a Fidelidade antes e depois da substituição do Estado pela Fosun, passando em 2020a pasta a Rogério Campos Henriquies, antes então seui braço-direito. Passou de CEO a “chairman”, mas a transição não foi suave. E a vontade de exercer o poder continua viva. E o próprio que reconhece que “houve alguma dificuldade [na passagem de CEO para chairman ], até porque ainda fquei com algumas funções especiais Euera, e SOu, um chairman com algum mandato especial Os MAIS PODEROSOS 2026 funções de controlo”, A “dificuldade que tinha, e tenho ainda, é que eul vejo-me como mais um elemento que ajuda a equipa executiva, que procura soluções, do que propriamente um challenger [à gestão] no sentido do distanciamento necessário que é preciso ter para exercer essa finção”, confidenciou no podcast “BoardWatching”. “E por isso que eul não me considero uim chairman perfeito”, admite. A evolução dentro da Fidelidade era vista como natural por quem lhe é próximo, mas também para o acionista, a Fosun, com que sempre soube dialogar, explicar a estratégia, o que lhe valeu o reconhecimento enquanto “partner” do conglomerado chinês. Mas, para Magalhães Correia, esse "salto", embora traduza reconhecimento e mérito, foi um choque. “Continuo a achar, na minha cabeça, quie as decisões são de uma equipa executiva da qual eu, mentalmente, faço parte. Esse desligar não é fácil. E preciso um esforço para que isso aconteça”, diz, admitindo a dificuldade que se reflete no seui dia a dia. “Sou um chairman full time ”, tal é o compromisso que mantém para com a seguradora que ajudou a fazer crescer. Um “chairman” que faz Esta vontade, esta necessidade de fazer é sentida lá dentro, na Fidelidade, mas também continua a ser visível cá fora. Exemplo disso é a presença do “chairman” no terreno a acompanhar os trabalhos da seguradora após o comboio de tempestades que assolou a região Centro do país no início do ano. Não só esteve presente como meteu “mãos à obra”, ajudando além da responsabilidade que uma empresa deste setor tem perante estes eventos climatéricos graves. Continua na pág. 6 Os MAIS PODEROSOS 2026 50 JORGE MAGALHAES CORREIA TEIA DE INFLUENCIA Fundação We Care Fidelidade será lançada este ano. O eixo fundamental será no campo da Longevidade e no problema das mortes prematuras. Continuação da pág. 5 “Foi possível coma a REN, uim cliente e parceiro, operacionalizar um mecanismo que ajude as pessoas a taparem as suas casas. Há pessoas sem águae sem luze achover-lhes em cima. Isso éque não pode ser. Contratualizámos 30 mil metros quadrados de lonas que vão ser distribuídas. e uma ajuda imediata, mas não dispensa tudo o resto que temos de fazer”, disse Magalhães Correia que, desta forma simples, mostrouumadas faces do que é poder: influenciar, mas principalmente impactar. “Uma coisa que eu aprendi é quie o poder raramente é aquilo quieparece. Normalmente, temos a ideia de que poder é apenas auitoridade, mas a ideia de poder nas lideranças varia muito”, defende o próprio, no mesmo podcast, com base em todas as experiências profissionais que. já teve. “Na academia, por exemplo, temos os professores. O poder, aqui, advém da capacidade de influenciar, de marcar as pessoas”, diz, sendo que o próprio foi durante uma década professor assistente na Faculdade de Direito de Lisboa, ondesi sel licenciou. “Na supervisão [passou pela Inspeção-Geral de Finançasi e também pela administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários], o poder tem a vere com: a independência. Independência é poder. e sermos capazes de dizer não quando toda a gente espera um sim”, acrescenta. E na vida empresarial? “Na vida executiva, o poder é a responsabilidade de decidirmos com consequência na vida dos outros”, diz o gestor e jurista. “Nada disto tem a ver com autoridade, tem a ver como a nossa decisão se projeta sobre a vida dos outros”. “Foi isso que eul aprendi ao longo deste percurso” profissional. Um problema, um desafio Na Fidelidade, ounos outros cargos que ocupa em representação da Fosun, na LuzSaúde, na REN e no BCP, Magalhães Correia procura sempre pôr em cima da mesa o que, diz quem o conhece, é o seui “apurado” sentido para o negócio. e a veia do poder execuitivo quie recusa deixar de pulsar, mas come o passar do tempo o gestor temencontrado outras formas de o continua a exercer. Sempre com impacto, mas agoracomum foco totalmente social. Enquanto a Fidelidade prosseguet o seu caminho que poderá passar por um menor peso do acionista da China caso se concretize a dispersão de capital no mercado de capitais crescendo num setor que todos os dias encontranovas áreas para atuar, mas também novos desafios para superar, o “chairman” dá o passo para reforçar o legado da companhia, mas também o seul. Identificado um problema, Magalhães Correia avançou com o anúncio da criação da Fundação através da qual procurará, senão encontraruma solução, quie serádificil, pelo menos dar o seui contributo. “Vamos instituir uma fundação, a Fundação We Care Fidelidade”, afirmou num encontro que juntou mais de 4.000 pessoas, entre colaboradores, par-ceiros e convidados institucionais. “o objetivo é transformar o nosso contributo para a sociedade em algo duradoiro e permanente”, acrescentou, salientando que “não queremos que seja mais uma [fundação]”, como tantas quie existem. Quer, exercendo o poder, ter impacto na vida das pessoas. Magalhães Correia, que este ano regressa ao “ranking” na50.4 posição em 2020, o último ano em que este presente era o 37.0 Mais Poderoso =, ,éclaro: “Temos de fazer algo diferente, mas concreto e quie esteja dentro da nossa esfera de conhecimento e por isso acreditamos quie o eixo fundamental da Fundação será no campo da Longevidade e no problema das mortes prematuras.” Num país que tem uma das mais elevadas taxas de envelhecimento, tanto da Europa como do Mundo, o foco não poderia ser mais acertado. Não será através da Fundação que esta realidade vai deixar de o ser , disso dependem políticas públicas que tardam em ser implementadas mas criar condições para que os seniores tenham melhor qualidade de vida é um objetivo que merece ser distinguido. E trabalhar no sentido de travar uma taxa de mortalidade antes dos 70 anos elevada, também. “A longevidade não é uma escolha éuma realidade à qual temos de responder”, diz Magalhães Correia. CRITÉRIOS O “ranking” dos Mais Poderosos da economia portuguesa foi estabelecido com base em cinco grandes critérios , poder da fortuna, poder financeiro, influência política, influência mediática e perenidade, sendo que cada individualidade foi pontuada de 1 a 5 em cada um deles. A partir da soma ponderada das pontuações o Negócios fixa a tabela final dos 50 Mais Poderosos. O PODER DA FORTUNA o “poder da fortuna” avalia a riqueza levando em conta também as dívidas, ou seja, releva a situação líquida (ativos e passivos). O PODER FINANCEIRO No poder financeiro olha-se para o poder através das empresas em que, direta ou indiretamente, se tem influência como acionista ou como gestor. As empresas são mais ou menos relevantes em função da sua dimensão, do seu setor e das redes que estabelecem e o impacto que têm noutras. A INFLUeNCIA POLítIcA e medido, neste critério, o poder de influenciar ou de participar em decisões políticas seja do poder executivo, legislativo ou partidário com impacto decisivo na economia, nas empresas, nos negócios e na Administração Pública. A INFLUeNCIA MEDIâTICA Olha para o poder de condicionar a agenda mediática, através da audiência, capacidade de influenciar a comunicação social ou de mobilização de meios. PERENIDADE Neste ponto evidencia-se a temporalidade do poder que pode ser mais perene e independente de ciclos, sejam eles políticos, económicos ou da vida empresarial. g José Teixeira e Após começar literalmente a partir pedra aos seis anos, lidera um grupo “fora da caixa”, onde a construção, que vale menos de 50% da atividade do grupo, mistura-se com telecomunicações, ambiente, energias renováveis. E, acreditando que “a cultura é a salvação da economia”, abriu em abril o Muzeu Pensamento e Arte Contemporânea DST, onde investiu 40 milhões de euros. RUI NEVES ruineves@negocios.pt DIANA RAMOS dianaramos@negocios.pt I magine um complexo industrial polvilhado porumasérie de fábriCaS, algumas das quais assinadas por três prémios Pritzker, serpenteadas por mais de duas mil obras de arte, de Vhils, Fernanda Fragateiro, Pedro Cabrita Reis, JJosé Pedro Crofte angela Ferreira, entre outros, assim como um avião suISpenso por cabos de aço, e "spots” queconvidam à meditação, àcontemplação e à leitura. E com os corredores, fachadas e contentores serigrafados com algumas máxima de poetas efilósofos, como uma famosa de Samuel Beckett “Não interessa. Tenta de novo, falha de novo. Falha melhor”. Num campus empresarial em que os trabalhadores tenham acesso, de forma gratuita e em horário laboral, a bibliotecas, sala de jogos, centro de saúde incluindo medicina dentária e consultas de psicologia cabeleireiro e manicure uim dia por semana, campus desportivo e aulas de fitness, discoteca, sala de amamentação, lavandaria e horta comunitárias, e até creche. Tudo isto existe, tudo isto mora no campus da DST, que se espraia ao longo da bracarense Rua de Pitancinhos, numa área de 1,2 milhões de metros quadrados. Sempre a fervilhar de novas ideias, o líder do grupo até instituiu outra novidade “fora da caixa”: casamentos DST, ofe-recendo um matrimónio por ano a um dos seus funcionários, no complexo-sede. Cultura salva a economia Com seis anos de idade, JJosé Teixeiraja partia cascalho, para vender e ajudar a mãe, na pedreira fundada pelo pai, Domingos da Silva Teixeira (DST), que forneceu materiais para a construção do velhinho Estádio 1.0 de Maio, em Braga. E aos 10 anos descobriua Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian, tomando o gosto compulsivo pela leitura como alimento para fugir à pobreza. Daí defender a simbiose entre a economia e a cultura, acreditando quie esta constitui o fator de diferenciação para tor-Continuação da pág. 9 nar o grupo que lidera , desde a morte do pai, em 2010 = mais competitivo. “A cultura é a salvação da economia”, defendeu, no passado recente, em declarações ao Negócios. A entronizar o mecenas perfeito, como alguém já lhe chamoll, há três meses, após um investimento de 40 milhões de euiros, inaugurou o Muzeu , Pensamento e Arte Contemporânea DST, abrindo à cidade de Braga uma coleção do grupo e de José Teixeira, querendo afirmar-se como uim espaço dedicado à arte contemporãnea, à filosofia e ao debate público. Projetos a alta velocidade O Muzeu surge no meio de uim ano absolutamente frenético para a DST, que tem cerca de quatro mil trabalhadores e fechou 2025 com uma faturação consolidada de 725 milhões de euros, onde a construçãoj já vale menos de 50% da atividade, apostando em negócios de ambiente, telecomunicações, energias renováveis, baterias e até ferrovia. Depois de ganhar, em consórcio com a Alstom, a adjudicação de 117 novos comboios para a CP, um contrato de 746 milhões de euros, que constitui um dos mais relevantes projetos industriais atualmente em desenvolvimento em Porto, o grupo DST acaba de apresentar o melhor preço no consórcio para o troço Oiã-Soure da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa. Em consórcio com a sua vizinha. ICAe espanhola Sacyr, elaboram uma proposta quie, em base EPC (Engenharia, Aquisiçãor e Construção, na sigla em in-glês), é de 2.038 milhões de euros, abaixo dos 2,3 mil milhões oferecidos pelo agrupamento liderado pela Mota-Engil. Novas fábricas em catadupa Entretanto, no mês passado, a DST foi escolhida pela alemã Lufthansa Technik para construir a sua nova fábrica em Santa M laria da Feira. Num investimento superior a 300 milhões de euros, será implantada num terreno de 230 mil metros quadrados, com uima unidade de 55 mil metros quadrados dedicada à reparação de componentes e peças de motores de aeronaves, que irá criar 700 empregos. E já este mês ganhou a adjudicação de um mpreendimento turístico de 52 milhões de euros, em Vila Nova de Santo André, com 339 unidades de alojamentos e capacidade para cerca de 1.200 hóspedes. Um empreendimento a ser executado em construção industrializada e que tem como promotor a CALB, grupo chinês que pretende investir dois mil milhões de euros numa fábrica de baterias de lítio em Sines. A DST vai erguer este projeto através da Zethaus, a marca do grupo bracarense dedicada à construção industrializada, que conta no seui campus em Braga como o “Living Lab”, centro de experimentação e desenvolvimento deste novo ecossistema industrial. Foi desenvolvido em parceriacom a Norman Foster Foundation e permitiu testar, validar eotimizar soluções construtivas eme contexto real, reunindo empresas, universidades, centros tecnológicos e parceiros internacionais para acelerar a transformação do setor. Acresce a abertura da nova fábrica da Zethaus, projetada por álvaro Siza Vieira e que representa um novo conceito de unidade industrial dedicada à construção industrializada, quie sejunta à Lyrical, fábrica de caixilharia assinada por Eduardo Souto de Moura. Na Figueira da Foz, abriu a Prelab, nova fábrica que reforça a capacidade produtiva do grupo na área da prefabricação em betão e sistemas construtivos industrializados, e em Braga a B.again, que a DST garante ser aprimeira unidade industrial da Península Ibéria dedicada à reciclagem de baterias. Outro marco do último ano do grupo liderado por José Teixeira foi a abertura da escola industrial DST, quie é a sua aposta na recuperação e valorização dos oficios, adaptando-os às exigências da nova indústria. Nota final para a venda do controlo da DSTelecom, amaior operadora de telecomunicações por grosso em Portugal, quie tem como finalistas a norte-americana KKR e a francesa Vauban Infrastructure Partners. O PODER DA PALAVRA 350 Tem sido rosto da Fosun nos negócios feitos em Portugal. o “chairman” da Fidelidade aposta agora na Fundação para “fazer algo diferente”. 149 Inaugurou um museu disruptivo onde investiu 40 milhões e tem visto a DST ganhar peso ao posicionar-se na corrida à alta velocidade. TABELA DE CRITERIOS Poder da fortuna Rede empresarial Influência política Influência mediática Perenidade Magalhães Correia sentiu dificuldade na passagem de CEO a “chairman”. Vê-se como alguém que ajuda a equipa executiva, não um “challenger”. Nuno Amado Foi CEO do BCP ef tal como Magalhães Correia passou a “chairman” do banco. Amado conta com o homólogo da Fidelidade na vice-presidência do banco, em representação la Fosun. -Isabel Vaz E a presidente do conselho de administração da Luz Saúde, antiga Espírito Santo Saúde, controlada pela Fidelidade. Parte do capital (40%) foi alienado à Macquarie. Guo Guangchang o fundador da Fosun, maior acionista da seguradora, tem, segundo Magalhães Correia, sido “um verdadeiro amigo da Fidelidade, das suas equipas, e um verdadeiro amigo de Portugal". Rodrigo Costa Jorge Magalhães Correia está na administração da REN, empresa que é liderada por Ricardo Costa. Ocupa o cargo na gestora das redes energéticas desde abril de 2015. Miguel Maya O CEO do BCP conta com Magalhães Correia como uma dos seus vice-presidentes. O Jtrabalho desenvolvido é seguido de perto pelo representante da Fosun na administração do banco. Rogério Campos Henriques Foi vice-presidente da comissão executiva de Magalhães Correia.com a passagem do CEO a "chairman", passou a liderar a maior seguradora do pals. Wang Qunbin El o cofundador e presidente da Fosun Internacional, que detém uma participação de 85% no capital da Fidelidade. Para o CEO do grupo, “Portugal a nossa segunda casa". Sebastião Gaspar Martins A Sonangol é um dos maiores acionistas do BCP, mantendo uma posição de 19,5% no capital da instituição da qual Magalhães Correia é vice-presidente. Gabriel Bernardino Antigo presidente da CMVM assumiu a liderança da ASF após a saída de Margarida Corrêa de Aguiar. Acompanha a atividade daquela que é a maior seguradora do país. Paulo Macedo A CGD, liderada pelo gestor, é acionista da Fidelidade, com 15% do capital. Paulo Macedo-está atento a um eventual IPO da seguradora para potencialmente reforçar a sua posição. Filipe Santos Martins Sucedeu a Maria João Sales Luís à frente da Multicare, a marca de Iseguros de saúde da Fidelidade. Tem “visão estratégica e uma capacidade de execução notáveis", diz Magalhães Correia. Miguel Namorado Rosa Ex-presidente da Caixa Participações, é administrador não executivo da Fidelidade, sendo o representante da CGD (que detém 15% do capital) na Fidelidade. “Chairman” da Fidelidade foi para o terreno acompanhar os trabalhos da seguradora e ajudar os afetados pelo comboio de tempestades. &. O poder raramente é aquilo que parece. Temos a ideia de que poder é apenas autoridade, mas a ideia de poder nas lideranças varia muito. JORGE MAGALHâES CORREIA Presidente da Fidelidade Publicado originalmente em 1651 (durante a guerra civil inglesa) e revisto posteriormente em 1668, é o primeiro livro a abordar a necessidade de um contrato social. Defende a existência de um poder central soberano absoluto para evitar o caos da natureza humana. BILHETE DE IDENTIDADE . Cargo: Presidente do grupo DST. . Naturalidade: Nasceu a 27 de janeiro de 1960, em Braga. . Formação: Mestre em Engenharia Civil, pela Universidade do Minho. . Familia: ê casado com Ana Forte Fernandes e tem duas filhas - Maria Teresa (Engenharia e Gestão industrial) e Bárbara (ligada às artes). Os MAIS PODEROSOS 2026 0 PORQUE ENTRA Na lista dos 50 Mais Poderosos durante três anos, sempre a perder fulgor, devido sobretudo a ter deixado cair a aquisição da Efacec e falhado o concurso do primeiro troço de alta velocidade entre Porto e Lisboa, José Teixeira está de volta. Afinal, o seu consórcio apresentou o meIhor preço no concurso para o segundo troço da alta velocidade, entre Oiã e Soure, ganhou a construção da fábrica da Lufthansa Technik na Feira e mostra músculo na construção industrializada, entre muitos outros ambiciosos projetos. TABELA DE CRITêRIOS Poder da fortuna Rede empresarial Influência política Influência mediática Perenidade Sediada em Braga, num campus que mistura fábricas com mais de duas mil obras de arte, a DST emprega quatro mil pessoas e fatura 725 milhões de euros. Continua na pág. 11 Os MAIS PODEROSOS 2026 49 JOSé TEIXEIRA TElA DE INFLUéNCIA Manuel Manrique “Chairman” do grupo espanhol Sacyr, líder do consórcio , detido em 22,5% pela DST-I para a alta velocidade que apresentou o melhor preço no concurso para o troço Oiã-Soure. àlvaro Siza Vieira A fábrica Zethaus tem a aassinatura do Prémio Pritzker 1992 e materializa a visão do grupo bracarense para uma nova geração da construção industrializada. Maria Luísa Meneses Arquiteta e administradora da Bysteel_ Fs e da Zethaus, lidera o desenvolvimento dos projetos de construção industrializada do grupo bracarense. Rodrigo Araújo CEO da Bysteel, Bysteel Fs, Zethaus e Lyrical, empresas estratégicas do grupo DST, lidera a estratégia de industrialização da construção. Hernãni Teixeira Com formação superior em Gestão e Marketing, o irmão mais novo de José é acionista e administrador comercial da DST, integrando ainda a administração de várias empresas do grupo. Afres Mateus A ligação da DST al um dos mais prestigiados ateliers de arquitetura portugueses traduz-se em vários projetos imobiliários, comerciais e culturais do grupo bracarense. Tolentino de Mendonça o grupo DST apoiou a “Obra Aberta” da Santa sé para a Bienal de Veneza, projeto comissariado pelo cardeal português, que realizou a bênção solene do Muzeu. Joaquim Teixeira Considerado a “cola” da família Teixeira, o irmão mais velho de José é acionista e BCOO do grupo, tendo ainda assento na administração de várias empresas do universo DST. João Matos Formado em Economia, passou pelo BES, Netjets Europa ou KPMG, tendo aterrado há 19 anos na DST, onde é administrador responsável pela inovação e sofisticação de processos do grupo. Eduardo Leite é C ICEO da Cari, que foi adquirida pela DST em 2017, tendo sido sob a sua ,liderança que a empresa fez o “turn around” e se tornou uma referência na área da reabilitação. Avelino Teixeira Acionista e administrador financeiro (CFO) da DST, o o irmão do presidente do grupo integra ainda a administração de uma vasta paleta de empresas do universo empresarial sediado em Braga. Eurico Soares Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade do Minho, todo o: seu percurso profissional está ligado ao grupo DST, onde é administrador com os pelouros da produção e engenharia. José Teixeira lidera o grupo DST e conta na administração com os irmãos Joaquim, Avelino e Hernâni. Norman Foster o grupo bracarense firmou uma parceria com o Prémio Pritzker britânico - “o deus da arquitetura", comojá Ihe chamou José Teixeira , para a construção industrializada. Susana Braga Entrou há 19 anos no grupo DST, onde é administradora de várias empresas, responsável pelo planeamento estratégico, controlo de gestão e desenvolvimento de novos negócios. Ricardo Salgado CEO da DSTelecom, maior operadora de telecomunicações por grosso em Portugal, que está em processo de venda. Souto de Moura o Prémio Pritzker 2011 é o autor da unidade industrial Lyrical, nova marca de janelas minimalistas do grupo DST, “numa união da arquitetura de autor à indústria”. Paulo Filipe Nascido em 1973, é licenciado em Engenharia Mecânica desde 2009, ano em que assumiu funções no grupo sediado em Braga como diretor-geral da DST Angola. Ricardo Carvalho Um dos quadros que melhor espelha o “elevador social” do universo DST, £oCEO da DTE .I Instalações Especiais, uma das principais empresas do grupo bracarense. Carvalho Araújo Colega de escola e amigo de José, O arquiteto bracarense assina o Muzeu Pensamento 2 Arte Contemporânea DST, inaugurado em abril, a creche do grupor no complexo-sede em Braga. Pedro Chaves Diretor-geral da Bysteel France, é o responsável por impulsionar a expansão internacional da empresa. Sempre a abrir novas fábricas, ganhou a construção da Lufthansa Technik na Feira e está à frente no segundo troço da alta velocidade. &. A empresa não pode ser um hipódromo, onde trabalhadores são cavalos a competir uns com os outros. Isso é um erro de gestão incrível. JOSé TEIXEIRA Presidente do grupo DST VIGIAR E PUNIR Michel Foucault CLASSIFICAçáO 2026 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0 10.0 11.0 12.0 13.0 14.0 15.0 16.0 17.0 18.0 19.0 20.0 21.0 22.0 23.0 24.0 25.0 26.0 270 28.0 29.0 30.0 31.0 32.0 33.0 34.0 35.0 36.0 37.0 38.0 39,0 40.0 41.0 42.0 43.0 44.0 45.0 46.0 47.0 48.0 49.0 José Teixeira 50.0 Jorge Magalhães Correia * Publicado em 1975, este livro do filósofo francês Michel Foucault revolucionou esta disciplina do pensamento ao mostrar como o poder não é apenas centralizado no Estado, encontrando-se igualmente numa rede microfisica disseminada por prisões, escolas e hospitais. PAULO MOUTINHO; DIANA RAMOS