OPERADORES MARÍTIMO-TURÍSTICOS DO DOURO QUEIXAM-SE DE FALTA DE INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURAS
2026-07-16 19:16:03

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) vai pedir uma audiência aos partidos políticos com assento parlamentar para reivindicar um maior investimento nas infraestruturas que suportam a atividade, cujo estado de degradação “traz constrangimentos à operação”. “Existe um crescimento no Douro, que não é acompanhado, porque não existe a decisão, pelas infraestruturas, e há obras que não são feitas”, queixa-se Paulo Fonseca, da AAMTD, em declarações à RTP. De acordo com o responsável, além de avarias constantes das eclusas, “há alguns cais que não têm água, e isso traz constrangimentos à operação”, sendo que “a eletrificação também tarda” nestas infraestruturas. Além da falta de investimento, a AAMTD diz que também não existe uma única entidade a que a associação se possa dirigir para apresentar os problemas, uma vez que “há várias entidades com responsabilidades” sobre o Douro. “Temos, muitas vezes, muita dificuldade em perceber a quem nos devemos dirigir, porque há várias entidades com responsabilidades, há vários Ministérios e Secretarias de Estado que têm responsabilidades no Douro”, lamenta Paulo Fonseca. No ano passado, os cruzeiros fluviais no Douro contabilizaram perto de 1,4 milhões de passageiros, numa atividade que gera um impacto de cerca de 400 milhões de euros e cria perto de oito mil postos de trabalho. Publituris