AVANÇA VIA DE 71 MILHÕES AGUARDADA HÁ DÉCADAS
2026-07-15 07:33:02

Ligação à A32 vai renovar a ambição paivense Desenvolvimento «A estrada para Castelo de Paiva», como Ihe chamou Luís Montenegro, vai ser mesmo uma realidade, com um investimento de 71,4 milhões «Esta é a estrada para Castelo de Paiva; a ligação à rede viária nacional». O primeiro-ministro Luís Montenegro fez questão de presidir, ontem, à cerimónia de assinatura do auto de consignação para a construção da variante à Estrada Nacional (EN) 222 que ligará o lugar de Lavagueiras e a sua zona industrial, na freguesia de Pedorido, ao nó de Canedo/Serrinha (em Santa Maria da Feira) da A32. A empreitada, a cargo da empresa bracarense DST, terá um custo de 71,4 milhões de euros e decorrerá durante 900 dias. A nova ligação vai ter a extensão de cerca de dez quilómetros, com uma via em cada sentido e via de lentos em quase metade do troço. Serão, também, construídas duas passagens superiores, três viadutos (em Vale da Cova, Labrecos e Serrinha), bem como duas pontes: sobre O Rio Inha e o Ribeiro do Portal. Durante muitos anos considerada, por sucessivos autarcas paivenses, como a via que iria «desencravar» o desenvolvimento económico do concelho, foi descrita pelo chefe do , Governo como o instrumento que implusionará «a criação de riqueza e a qualidade de vida diária». Recordando os tempos em que o município não tinha deputado na Assembleia da República, vincou que muito viajou para o concelho e que, no Parlamento, deu voz às suas aspirações. Sinalizou «a luta que foi» necessária para que chegasse o momento de avançar para a concretização desta «obra essencial», que, desde o início dos projetos, se revelou «muito complexa do ponto de vista técnico». Luís Montenegro “puxou a brasa à sua sardinha”, considerando que, ao avançar para a construção da variante, o executivo que lidera «tomou a decisão mais justa, mais equilibrada e mais acertada». Sublinhou que também será essencial para o território paivense e para a região em que se integra a ligação ao IC35, que «aproximará» Penafiel e Castelo de Paiva de Arouca, Vale de Cambra e Sever do Vouga. «Para que possa continuar a criar riqueza e a fixar os mais jovens», acentuou. Ricardo Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, saudou «a concretização de uma aspiração que uniu gerações» de paivenses. Recordou o trajeto desafiante das últimas décadas, com o fim de atividade mineira, a tragédia da ponte, a perda de uma empresa de referência e os incêndios, enfatizando que o território «foi demasiadas vezes posto à prova», mas salientando que as suas gentes «nunca desistiram» de buscar mais desenvolvimento. O edil também lembrou os avanços e recuos neste processo, as reformulações do projeto e OS Governos que se sucediam sem que se visse a luz ao fundo do túnel. Feliz pelo «início de um novo ciclo de prosperidade e esperança para Castelo de Paiva», renovou a ambição de ver potenciadas as capacidades industriais da terra, bem como a sua capacidade para «fixar a atrair populações», em especial os mais jovens. Por sua vez, Amadeu Albergaria, presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, realçou que a edificação da estrada para a A32 representa uma vitória sobre «o mais empedernido centralismo» e «justiça feita a este povo e à memória de tantos» que lutaram pela concretização da obra. Ainda referiu que a ligação também será «muito importante» para a zona nordeste do concelho feirense, que tem a ambição de sediar «um importante interface de mobilidade rodoviária». Luís Montenegro aproveitou o ato público para garantir que O Governo da AD continuará a marcar a sua ação pela implementação de políticas que venham ao encontro dos anseios das populações. «ê com estes espírito que vamos continuar a tomar as decisões de que o país precisa», garantiu o primeiro-ministro. Reafirmando que está em curso «o maior investimento» na rodovia e na ferrovia, assim como «nas capacidades» portuárias e aeroportuárias, proclamando que Portugal «precisa de ser mais competitivo e de dar esperanças às pessoas», enumerou também políticas favoráveis em áreas como a fiscalidade, a habitação, a educação e a saúde. «A pobreza só se combate com a criação de riqueza», avisou, dando o exemplo paivense, concelho onde, apesar de «tantas dificuldades», foi possível prosseguir na senda do progresso, com aposta forte na indústria e produtos locais. Primeiro-ministro marcou presença na assinatura do auto de consignação da variante à EN222, uma obra que «concretiza uma aspiração que uniu gerações» em Castelo de Paiva Página 10 O primeiro-ministro e demais individualidades na zona de início da obra Alberto Oliveira e Silva