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CÂMARA DE CAMINHA CHUMBA SUPERFÍCIE COMERCIAL

Jornal de Notícias Online

2026-06-25 21:50:05

Presidente invoca questões "técnicas e jurídicas" e critica ex-autarca, mas admite aprovação se estiver "tudo certo". A Câmara de Caminha rejeitou esta quinta-feira, por maioria, o recurso hierárquico da empresa que iniciou a construção de uma nova superfície comercial, junto à Estrada Nacional 13 (EN13), na zona da mata do Camarido. A presidente da autarquia, Liliana Silva (PSD), invoca que o processo que transitou do mandato anterior, liderado por Rui Lages (PS), atualmente vereador da oposição, está "inquinado" por questões "técnicas e jurídicas". Refere, contudo, que mantém negociações com a construtora Robusturquoise, do grupo DST (Braga), e que, se o projeto obtiver "pareces favoráveis" necessários de entidades externas, poderá avançar posteriormente. Rui Lages acusa a autarca de usar "artimanhas" para "impedir a operação urbanística" e de "sonegar informação" sobre o processo aos vereadores da oposição. Defende que está em causa "um investimento de um milhão de euros e a criação de 40 postos de trabalho" com a construção daquela superfície comercial com 1745m2 para a Sonae. "Não estamos a tentar impedir nada. Aliás, demos total abertura e a própria empresa com quem temos dialogado bastante está a entregar elementos para um novo pedido. Pareceres devidamente fundamentados estão a ser analisados. E está tudo a seguir com tranquilidade", garantiu Liliana Silva, no final de uma reunião extraordinária do executivo, para apreciação do recurso hierárquico interposto pela firma, no âmbito do Pedido de Informação Prévia, emitido em 10 de outubro de 2025. Em fevereiro deste ano, a autarca declarou nulo aquele procedimento que constitui meio de aferir se a obra é viável para o local indicado e que vincula o município. Liliana invoca que "decretou nula uma decisão tomada pelo então presidente da Câmara, Rui Lages, no último dia da campanha eleitoral, de dar um parecer favorável condicionado, para a instalação de um equipamento comercial naquela zona, sem ter com ele todos os pareceres vinculativos, o que é grave". Explica que mantém a opção de "retirar do processo" o referido parecer, porque "foi totalmente ilegal", mas "deixa em aberto a possibilidade de um parecer favorável da Câmara, se um dia estiver tudo certo". Alega ainda que para obter luz verde, a superfície comercial terá de ser "redimensionada", para não "violar o PDM". Rui Lages garante que, enquanto autarca, agiu "dentro da legalidade". "Todas as minhas decisões são alicerçadas nos pareceres dos técnicos municipais", diz, desmentindo que existam "pareceres desfavoráveis" invocados pela sua opositora. Superfície comercial está prevista para a zona da mata do Camarido Foto: Ana Peixoto Fernandes Ana Peixoto Fernandes