REPENICADELAS SANJOANINAS
2026-06-22 10:04:03

S. JOÃO É O DE BRAGA De todos e cada um, Divertido como ele Não existe mais nenhum. O povo lá vai na rusga Na noite de São João, De martelo, alho porro E manjerico na mão. Em Dia de São João Eu fui à festa contigo, Deste-me teu coração E dele fui seu abrigo. Tu me fazes recordar, S. João, rico santinho, A promessa que lhe fiz De muito amor e carinho. Naquela rusga eu entrei, Jovem cheio d euforia, A contemplar, São João, Teus lindos olhos Maria. Tinhas luz no teu olhar, Lindo e belo sem igual S. João, foste o culpado, Daquele encontro fatal. Senti o fogo no peito No meio da multidão, Do braseiro ateado Na noite de S. João Em cuidados tu fci aste Ó meu Santinho Batista Mas nada havia a temer Sob o meu ponto de vista. Desse tão doce romance Já meio século passou Te estou grato São João E muitas graças te dou. O São João se venera Na capelinha da Ponte, O rio Este seus pés E o Picoto de fronte. Singular rio é o Este A atravessar a cidade, Mas sem peixes, S. João, É sinal de mortandade Foram águias e lagoas Que tu viste São João No Picoto a tod a hora, Mas acabou a paixão. Braga, senhora fni a, S. João fã dos marotos, Elegante, bem vestida Mas de sapatos rotos. Lindos prédios, S. João, Beleza dos maus anseios, Só destoam os buracos Pelas ruas e passeios. Vou fazer isto e aquilo, Diz o nosso Presidente, Conta cá, meu São João: É verdade ou ele mente? Ó meu São João da Ponte, Santinho rapioqueiro, Com tanto brasuca em Braga Já és quase brasileiro. Meu rico Sanjoãozinho Braga tem muito de seu, E arte contemporânea Dentro do novo MUZEU. Segundo diz o poeta O mundo pula e avança Se, S. João, estudasses Vivias na Confai nça. De sabonetes foi fábrica E emprego dera dantes, Só que virou, São João, Residência d estudantes. Há muito leu São João Um anúncio que dizia Os bracarenses vão ter Espetacular Ciclovia. São João, belo santinho, Quem te viu e quem te vê, A apanhares o autocarro Em vez do Bê Erre Tê. Aquele Estádio velhinho Que aí viste nascer O que querem, São João, Se há obra começada Algo morosa e eterna, S. João, só pode ser A da Circular Externa. É tudo muito moroso Meu São João, a tardar, A passo de caracol E também a nova ETAR. Se há obra que não avança, Promessa foram aos montes. É, meu São João Batista, O Parque das Sete Fontes. Outra há que já passou Ao rol das esquecidas É, meu São João Batista, A Casa das Convertidas. Superlotada Cadeia A de Braga, está-se a ver Quem for preso, S. João, Que leve cama e comer. Uma lei foi aprovada, Aproveite-se o clima, S. João fá-la cumprir No casarão Júlio Lima. Indigno e impróprio, Meu São João já se vê, É o vetusto edifício Da Esquadra PSP. Para quando, S. João, Quanto tempo faltará Para vermos o quartel, Que a GNR terá? Meu São João este ano Há um desejo profundo, O de vivermos em Paz Em Portugal e no mundo E repenica, repenica E repapoila também, Adeus, S. João Batista, Até p ró ano que vem. Narciso Mendes