CENTENÁRIA RELOJOARIA PORTUENSE MARCOLINO VAI AJUDAR A REATIVAR UM INSTRUMENTO CIENTÍFICO ÚNICO NO MUNDO
2026-06-15 14:09:33

Ouça este artigo Clique para reproduzir A Marcolino vai participar na reativação de um instrumento científico único no mundo, o Círculo Meridiano de Espelho do Observatório Astronómico Professor Manuel de Barros, da Universidade do Porto, numa iniciativa que assinala o centenário da histórica relojoaria portuense. A ação decorre no próximo dia 20 de junho e resulta de uma parceria entre a marca e o Observatório, permitindo que clientes que adquiriram o relógio comemorativo dos 100 anos da Marcolino possam viver uma experiência inédita: acertar o seu relógio através da observação direta da passagem de uma estrela pelo meridiano. Mais do que uma celebração simbólica, a iniciativa marca o regresso a um método histórico de medição do tempo, assente na observação astronómica, numa altura em que a hora é hoje obtida de forma instantânea através de dispositivos digitais. “O gesto de acertar um relógio parece hoje banal e imediato. Mas durante séculos a humanidade encontrou nas estrelas a referência absoluta para medir o tempo. Trazer esta experiência para as celebrações do centenário da Marcolino é, de certa forma, regressar à essência da relojoaria”, sublinha Miguel Neves, COO da Marcolino. A reativação da experiência será possível graças ao Círculo Meridiano de Espelho do Observatório Astronómico Professor Manuel de Barros, um instrumento científico de excecional raridade e valor patrimonial, concebido para determinar com elevada precisão a passagem das estrelas pelo meridiano e, consequentemente, a hora exata. Continue a ler após a publicidade Inaugurado em 1957, o equipamento foi fundamental na determinação da hora oficial em Portugal durante várias décadas, em articulação com o Observatório Astronómico de Lisboa. Existem apenas mais dois exemplares semelhantes em todo o mundo. Após um extenso processo de recuperação concluído na última década, o instrumento mantém-se hoje como o único do seu tipo em funcionamento a nível mundial, afirmando-se como um dos mais relevantes patrimónios científicos da Universidade do Porto. “Determinar a hora a partir da observação astronómica é um processo que cruza ciência, precisão e conhecimento acumulado ao longo de séculos. Esta iniciativa permite reativar essa ligação histórica entre o céu e a medição do tempo”, explica o professor José Luís Santos, diretor do Observatório. Continue a ler após a publicidade André Manuel Mendes