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CIDADE DE LOULÉ TEM ÁRVORES QUE FALAM POR QR CODE

Jornal de Notícias

2026-06-14 06:32:02

Projeto do Município e CEiiA mostra o papel das espécies no sequestro de carbono e na eliminação de poluentes locais@jn.pt AMBIENTE Em Loulé, há árvores que falam através de QR Code (código QR) e dão a conhecer os seus benefícios para a cidade, seja a nível de sequestro de carbono, arrefecimento, mitigação de cheias ou remoção de poluentes. A novidade faz parte do projeto “As árvores na nossa cidade”, promovido pelo Município e o CEiiA Centro de Engenharia e Desenvolvimento, no âmbito do Digital Innovation Hub For Climate Neutrality, que foi apresentado, ontem, ôno evento Al-Bauhaus: Dream Academy, no Algarve. E pode servir de orientação para o desenho das zonas verdes noutras cidades. O objetivo, explica Manuela Moreira da Silva, investigadora do CEiiA e professora da Universidade do Algarve, é mostrar “o que as arvores, através dos seus serviços ecossistémicos, asseguram às pessoas”. Para isso, foram selecionadas 15 árvores, de sete espécies, situadas em locais estratégicos de quatro zonas urbanas nevrálgicas de Loulé (junto ao mercado, cineteatro, parque/escolas e parque/ràguebi) para “comunicarem com as pessoas”, através de um QR Code. O QUE FICA A SABER Quem passa pode usar o telemóvel para “ler” o código, afixado ôno tronco, e aceder à plataforma www. asarvoresnanossacidade. pt, que revela a quantidade de oxigénio produzido, de carbono sequestrado, de poluentes (monóxido de carbono, ozono, dióxido de azoto, dióxido de enxofre e partículas finas podem afetar a saúde) removidos da atmosfera e de água retida (minimizando o impacto de cheias) POr cada árvore. Também mostra, em tempo real, qual o papel que aquela árvore em específico está a ter ôno sombreamento da cidade algarviae, portanto, no combate aos efeitos das ondas de calor, já que, junto a cada espécie, foram colocados sensores (um ao sol e outro à sombra). Por detrás da plataforma, “está um enorme esforço científico”, refere a investigadora Manuela Moreira da Silva, explicando que está a ser elaborado um artigo científico. O artigo apresentará esta iniciativa como um “projeto farol de uma cidade mediterrânica”. Espera-se que o trabalho possa servir de orientação a outras cidades que pretendam alterar o parque arbóreo, pois permite saber quais são as melhores espécies para cada função. Espera-se, ainda, que a consciencialização inspire boas práticas, levando, POr exemplo, à criação de corredores verdes para melhorar o conforto térmico de quem circula nas zonas urbanasem Portugal. E que ajude a população, numa altura em que se estruturam os mercados voluntários de carbono, “a compreender, à escala da vida real”, o papel da Natureza na descarbonização da nossa sociedade. Basta ler o código, pendurado em cada árvore, com o telemóvel Zulay Costa