LUCA DI MONTEZEMOLO ARRASA FERRARI ELÉTRICO
2026-05-27 21:09:16

Luca Cordero di Montezemolo voltou a abalar o universo Ferrari ao criticar duramente o futuro elétrico da marca italiana. O antigo presidente da construtora de Maranello mostrou-se preocupado com a identidade da Ferrari e deixou duras palavras sobre o novo Luce. Luca Cordero di Montezemolo voltou a abalar o universo Ferrari ao criticar duramente o futuro elétrico da marca italiana. O antigo presidente da construtora de Maranello mostrou-se preocupado com a identidade da Ferrari e deixou duras palavras sobre o novo Luce. O antigo presidente e diretor executivo da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, manifestou publicamente a sua oposição ao novo Ferrari Luce EV, o primeiro modelo totalmente elétrico associado ao futuro da marca italiana. As declarações, feitas esta terça-feira, rapidamente ganharam impacto no setor automóvel e entre os entusiastas da marca. Montezemolo, que liderou a Ferrari entre 1991 e 2014, evitou aprofundar diretamente as críticas, mas deixou uma mensagem contundente sobre o novo modelo elétrico. Traduzido do italiano, afirmou: “Se dissesse o que realmente penso, seria desagradável, por isso prefiro não comentar. Só espero que alguém retire o Cavalo Empinado daquele carro. Corremos o risco de destruir uma lenda, o que me entristece profundamente". A frase mais polémica surgiu de seguida: “Pelo menos este é um carro que os chineses não irão copiar". Uma voz com peso na história de Maranello As declarações ganharam particular relevância devido ao peso histórico de Montezemolo na transformação moderna da Ferrari. Durante a sua liderança, a marca consolidou-se como referência absoluta no universo dos superdesportivos, tanto na Fórmula 1 como nos modelos de estrada. Foi sob a sua gestão que nasceram alguns dos Ferrari mais emblemáticos das últimas décadas, incluindo o Ferrari Enzo, o Ferrari 458 Italia, o Ferrari F12 Berlinetta e o híbrido Ferrari LaFerrari. Montezemolo sempre defendeu a componente emocional dos automóveis da Ferrari, tradicionalmente associada aos motores V8 e V12 atmosféricos, às elevadas rotações e à sonoridade mecânica que se tornou imagem de marca da construtora italiana. Eletrificação divide fãs e fabricantes A polémica em torno do Luce EV reflete uma divisão crescente no segmento dos supercarros. À medida que os regulamentos ambientais se tornam mais apertados e a indústria acelera rumo à neutralidade carbónica, várias marcas históricas enfrentam o desafio de preservar a identidade emocional dos seus modelos. Apesar das críticas de setores mais conservadores, a Ferrari tem vindo a reforçar o investimento na eletrificação. Modelos como o Ferrari SF90 Stradale e o Ferrari 296 GTB já introduziram tecnologia híbrida de alta performance na gama da marca, combinando motores elétricos com blocos térmicos de elevada potência. O Luce EV representa, contudo, o passo mais radical da Ferrari rumo a uma era totalmente elétrica - uma mudança vista por alguns como inevitável evolução tecnológica, mas encarada por muitos puristas como uma ameaça ao ADN histórico da marca. Ferrari prepara nova era elétrica A Ferrari já tinha confirmado anteriormente que o seu primeiro modelo 100% elétrico chegaria ao mercado antes do final da década, inserido numa estratégia de diversificação tecnológica que continuará a incluir motores de combustão e soluções híbridas. A marca italiana pretende demonstrar que a eletrificação não compromete desempenho, exclusividade ou emoção de condução. Ainda assim, as palavras de Montezemolo mostram que a transição elétrica continua longe de reunir consenso entre algumas das figuras mais influentes da história da Ferrari. O antigo presidente e diretor executivo da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, manifestou publicamente a sua oposição ao novo Ferrari Luce EV, o primeiro modelo totalmente elétrico associado ao futuro da marca italiana. As declarações, feitas esta terça-feira, rapidamente ganharam impacto no setor automóvel e entre os entusiastas da marca. Montezemolo, que liderou a Ferrari entre 1991 e 2014, evitou aprofundar diretamente as críticas, mas deixou uma mensagem contundente sobre o novo modelo elétrico. AD AD Traduzido do italiano, afirmou: “Se dissesse o que realmente penso, seria desagradável, por isso prefiro não comentar. Só espero que alguém retire o Cavalo Empinado daquele carro. Corremos o risco de destruir uma lenda, o que me entristece profundamente". A frase mais polémica surgiu de seguida: “Pelo menos este é um carro que os chineses não irão copiar". © Ferrari Uma voz com peso na história de Maranello As declarações ganharam particular relevância devido ao peso histórico de Montezemolo na transformação moderna da Ferrari. Durante a sua liderança, a marca consolidou-se como referência absoluta no universo dos superdesportivos, tanto na Fórmula 1 como nos modelos de estrada. Foi sob a sua gestão que nasceram alguns dos Ferrari mais emblemáticos das últimas décadas, incluindo o Ferrari Enzo, o Ferrari 458 Italia, o Ferrari F12 Berlinetta e o híbrido Ferrari LaFerrari. AD AD Montezemolo sempre defendeu a componente emocional dos automóveis da Ferrari, tradicionalmente associada aos motores V8 e V12 atmosféricos, às elevadas rotações e à sonoridade mecânica que se tornou imagem de marca da construtora italiana. © Ferrari Eletrificação divide fãs e fabricantes A polémica em torno do Luce EV reflete uma divisão crescente no segmento dos supercarros. À medida que os regulamentos ambientais se tornam mais apertados e a indústria acelera rumo à neutralidade carbónica, várias marcas históricas enfrentam o desafio de preservar a identidade emocional dos seus modelos. Apesar das críticas de setores mais conservadores, a Ferrari tem vindo a reforçar o investimento na eletrificação. Modelos como o Ferrari SF90 Stradale e o Ferrari 296 GTB já introduziram tecnologia híbrida de alta performance na gama da marca, combinando motores elétricos com blocos térmicos de elevada potência. AD AD O Luce EV representa, contudo, o passo mais radical da Ferrari rumo a uma era totalmente elétrica - uma mudança vista por alguns como inevitável evolução tecnológica, mas encarada por muitos puristas como uma ameaça ao ADN histórico da marca. Ferrari prepara nova era elétrica A Ferrari já tinha confirmado anteriormente que o seu primeiro modelo 100% elétrico chegaria ao mercado antes do final da década, inserido numa estratégia de diversificação tecnológica que continuará a incluir motores de combustão e soluções híbridas. A marca italiana pretende demonstrar que a eletrificação não compromete desempenho, exclusividade ou emoção de condução. Ainda assim, as palavras de Montezemolo mostram que a transição elétrica continua longe de reunir consenso entre algumas das figuras mais influentes da história da Ferrari. Fernando Marques