PJ INVESTIGA ACESSO INDEVIDO A DADOS DE 100 MIL UTENTES DO SNS
2026-05-26 21:06:13

A Polícia Judiciária confirmou que o acesso ilícito a dados de mais de 100 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde foi efetuado através de credenciais comprometidas de um médico. A investigação admite a utilização de inteligência artificial para acelerar a extração massiva de informação O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), José Ribeiro, revelou em conferência de imprensa que a intrusão permitiu a recolha de um volume massivo de dados em poucos dias, um processo que habitualmente demoraria meses. A utilização de inteligência artificial é uma das principais suspeitas das autoridades, o que poderá aumentar a complexidade da investigação. As vítimas estão dispersas por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Embora as credenciais utilizadas pertençam a um médico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a PJ considera improvável que o profissional seja o autor do ataque, apontando para o uso indevido dos seus acessos por terceiros. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde já estancaram a extração de dados e desativaram as credenciais comprometidas. Estão em curso perícias informáticas a várias máquinas apreendidas para determinar se houve acesso a informação clínica sensível. As autoridades ponderam vários cenários, desde a exploração comercial dos dados para fins publicitários até objetivos de espionagem por parte de países terceiros. José Ribeiro apelou aos profissionais de saúde para que procedam à alteração periódica das suas palavras-passe. A PJ esclareceu ainda que as denúncias de utentes, embora tenham ajudado a detetar o incidente através das notificações da Chave Móvel Digital, já não são necessárias para o progresso do inquérito. Redação