BASTONÁRIO VAI ACOMPANHAR MUDANÇAS NO INEM
2026-05-26 21:06:12

Bastonário reuniu-se com os ex-presidentes que estão preocupados e quer relatar a sua posição à ministra e a Campos Fernandes O bastonário da Ordem dos Médicos está preocupado com algumas das alterações que estão a ser implementadas na emergência pré-hospitalar e promete acompanhar de perto a anunciada reestruturação do INEM. Carlos Cortes reuniu-se, ontem, com os ex-presidentes do instituto e um ex-presidente do Colégio da Competência em Emergência Médica que, há dias, manifestaram “preocupações técnicas e operacionais” sobre o rumo que está a ser seguido. “A Ordem vai desencadear um maior acompanhamento das transformações que estão a ser feitas no INEM”, disse Carlos Cortes ao PÚBLICO, no final da reunião. Sem querer adiantar quais são os temas que mais o preocupam, o bastonário reconhece que “há perspectivas novas que estão a ser colocadas por pessoas que conhecem bem o INEM” que merecem ser discutidas e aprofundadas. Está prevista uma nova reunião, ainda sem data, e a auscultação de “mais pessoas que conhecem bem o INEM”. Depois disso, explicou Carlos Cortes, a Ordem dos Médicos transmitirá a sua posição sobre o tema à ministra da Saúde e também a Adalberto Campos Fernandes, o antigo ministro da Saúde que foi recentemente designado pelo Presidente da República para coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde. No passado dia 15, quatro ex-presidentes do INEM Sérgio Dias Janeiro, Luís Meira, Regina Pimentel e Miguel Soares de Oliveira e Vítor Almeida, que chegou a ser convidado para o cargo, assinaram uma carta, publicada no Expresso, a criticar algumas das alterações que têm vindo a ser anunciadas, no âmbito da nova lei orgânica do INEM (que aguarda promulgação do Presidente da República), e outras que já foram alvo de diplomas legais. Os médicos entendem que “várias das alterações anunciadas traduzemse numa fragmentação do SIEM (Sistema Integrado de Emergência Médica)”, chamando a atenção para a transferência de meios, competências e responsabilidades operacionais para as unidades locais de saúde (ULS) “sem que sejam claros os ganhos para as populações”. Inês Schreck