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EMPREGO EM PORTUGAL: ESTUDO APONTA DIFICULDADES DE CRESCIMENTO DA FORÇA DE TRABALHO, JOVENS E MULHERES "PREJUDICADOS"

TSF Online

2026-05-26 21:06:11

O relatório "Emprego em Portugal: políticas públicas e estratégias empresariais" revela dificuldades de crescimento da força de trabalho no país e aponta que os principais prejudicados pelo mercado de trabalho português são os jovens, os trabalhadores mais velhos e as mulheres, especialmente as que se enquadram num percurso profissional de precariedade. O estudo foi realizado pelo Colabor - Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social. A investigação está baseada em nove questões-chave que funcionam em dois critérios: "em termos de mercado de trabalho português e que permitem a intervenção em termos de políticas públicas e estratégias empresariais", explica à TSF uma das investigadoras principais. Ana Teixeira aponta problemas em várias áreas da empregabilidade, especialmente no crescimento da força de trabalho, com uma "subutilização da população ativa" e desajustes a nível "quantitativo e qualitativo". Os migrantes no mercado de trabalho e a "relação entre produtividade e salários" também são questões problemáticas assinaladas no estudo. Em Portugal, surgem dificuldades também na "contratação e retenção de trabalhadores". Os jovens, as mulheres e os mais velhos saem "prejudicados" no mercado de trabalho português, por isso, a aposta em formações é "essencial" para fixar estes trabalhadores. Há uma "necessidade de articulação entre diferentes níveis de diálogo social". A empregabilidade em Portugal também tem problemas de fiscalidade, afirma a investigadora, que aponta uma "necessidade de investigação de financiamento e segurança social". Ana Teixeira considera que o ensino profissional deve ser valorizado, sendo necessário "modificar a percepção que as pessoas têm" para com este tipo de formação. Para capacitar os trabalhadores mais penalizados pelo mercado de trabalho, é importante fazer programas relacionados com "a transição digital e a transição verde". Em relação à população imigrante, a investigadora recomenda "o apoio a nível da integração no mercado de trabalho", especialmente nos primeiros cinco anos. A investigadora explica que o investimento em áreas mais competitivas seria benéfico para as empresas. A aposta na formação a nível de literacia fiscal e financeira é também importante. O estudo foi realizado depois da promoção de três oficinas nas empresas que estão associadas ao Colabor. Foram feitas também várias entrevistas a representantes das firmas e um grupo de foco com alguns dos membros, tendo a investigação sido realizada em colaboração com os grupos empresariais Confederação Empresarial da Região do Minho, o Grupo DST, a Mota-Engil e a Sonae. [Additional Text]: A aposta em formações é Imagem do autor TSF TSF