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16H. MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA INSISTE NA DEFESA DE PAULO VIEGAS NUNES NO SIRESP

Observador Online

2026-05-26 21:06:06

Luís Neves afirma que general é a pessoa certa para o cargo. Ainda, Iniciativa Liberal quer saber o que motivou escolha, apesar dos reparos levantadas pela Inspeção-Geral de Finanças. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Classificação geral. Jornal das quatro, com Miguel Vítor Dias. Miguel, o ministro da Administração Interna insiste na defesa do presidente do SIRESP. Apesar de toda a polêmica, Luís Neves insiste que Paulo Viegas Nunes é o nome certo para o cargo. O ministro da Administração Interna, que está a visitar várias instalações policiais no Conselho de Cascais, foi questionado pelos jornalistas sobre a polêmica à volta do nome que escolheu para presidente do SIRESP. A acompanhar essa visita está o jornalista Ricardo Lopes. Ricardo, mesmo perante as críticas, Luís Neves defende o nome que escolheu para liderar esta organização. Exatamente, Miguel, as declarações aqui à chegada deste que será um futuro posto da Guarda Nacional Republicana, centraram-se, como seria de esperar, em torno desta polêmica demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, que vinha a demonstrar a intenção de sair já desde o final de abril, e foi a primeira vez que falou com Luís Neves, e acabou por bater com a porta definitivamente na passada sexta-feira, deixando várias críticas à gestão do SIRESP, e particularmente ao regresso do general do exército Viegas Nunes à presidência do organismo, que também tomou posse pela segunda vez na passada sexta-feira. Durante a tarde de ontem, o gabinete da Administração Interna já tinha emitido uma nota, de certo modo, a responder a estas alegações de António Pombeiro. O ministério diz que considera estranhas as críticas e na conclusão desta nota, é reiterado que Luís Neves mantém absoluta confiança no major-general Paulo Viegas Nunes para ser o presidente do SIRESP. Hoje, o ministro reforça a sua posição, volta a sair em defesa de Viegas Nunes e explica a sua decisão em nomeá-lo. Durante este tempo, falei com muita gente, gente de diversos quadrantes, e todos foram unânimes de que este homem era a pessoa certa para conduzir os destinos daquilo que é a necessidade do governo e do país. Escolhi-o por estas razões: tecnicamente, é um homem profundamente sólido, de formação originária de telecomunicações, de conhecimento do SIRESP, de conhecimento dos operadores privados, de conhecimento de emergência, de conhecimento de cenários de crise. Portanto, do ponto de vista técnico, esta era a pessoa que deveria ter sido escolhida, como foi. Declarações de Luís Neves à chegada a Cascais, a responder também aos partidos, como é o caso da Iniciativa Liberal e ao Chega, que defendem que Viegas Nunes deve ser ouvido no Parlamento. Nós vamos continuar a acompanhar estas visitas a algumas quadras e a futuras instalações. A próxima, já daqui a nada, nas futuras instalações da Polícia Municipal. O jornalista Ricardo Lopes nesta tarde de Luís Neves dedicado ao Conselho de Cascais, um conjunto de visitas que vão durar toda a tarde, mas já a reagir a esta polêmica sobre a nomeação do presidente do SIRESP. A Iniciativa Liberal entende que o ministro deve explicar porque insistiu na escolha de Paulo Viegas Nunes, apesar dos reparos feitos pela Inspeção-Geral das Finanças. Esse relatório que aponta várias irregularidades, que o ministro diz que foram entretanto corrigidas, mas é por causa da inspeção feita na anterior liderança de Paulo Viegas Nunes entre 2022 e 2024, que a Iniciativa Liberal entende que falta informação e que perante tantas acusações, o ministro deve ainda explicações ao país. Naturalmente, apesar desse relatório e apesar das suspeitas e das reservas que lhe foram transmitidas pelo secretário-geral adjunto, António Pombeiro, o ministro avançou com a nomeação. Naturalmente que, como disse há pouco, falta aqui alguma informação. Temos aqui acusações de falta de transparência da informação, temos acusações de corporativismo e de interesses instalados que se mantêm há anos e que custam milhões. Eu também tenho uma acusação a fazer, e a minha acusação é que o SIRESP não funciona e isso é o que me preocupa e eu acho que também é isso que preocupa todos os portugueses. Miguel Rangel, deputado da Iniciativa Liberal, em entrevista ao Sofá do Parlamento sobre este pedido que a Iniciativa Liberal fez ao Parlamento para ouvir o ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre a escolha de Paulo Viegas Nunes para presidente do SIRESP. Vou ouvir a íntegra entrevista com Miguel Rangel mais logo, depois do Jornal das Cinco, na edição desta semana de o Sofá do Parlamento. Os autarcas de Leiria recusam assumir o prazo definido para concluir a vistoria das casas afetadas pelas tempestades. A Comunidade Intermunicipal da Região recusou assumir o dia 30 de junho como prazo limite para terminar a avaliação dos prejuízos nas casas. A data tinha sido avançada pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, mas os autarcas, depois de terem estado reunidos, avisam que não é possível dar essa garantia de cumprimento do prazo. A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria não vai assumir o prazo de 30 de junho. Pode ser que se consiga, mas não vai assumir por duas razões. Em primeiro lugar, há necessidade urgente, até para cumprimento de prazos, de processos que deram entrada nos municípios, novos processos técnicos de avaliação urbanísticas, que não estão avaliados e sob pena de não cumprirem prazos legais. Também devo dizer que os técnicos das ordens estão a trabalhar menos do que estavam antes, porque têm a sua vida profissional Jorge Vale, em declarações à Agência Lusa, o também presidente da Câmara de Porto de Mos, explica que as autarquias já não têm todos os técnicos a trabalhar nessa resposta à tempestade. O governo recebeu cerca de 39 mil candidaturas para a reconstrução de casas, mas assume dificuldades em processar os pagamentos devido à demora na vistoria, que é responsabilidade das câmaras municipais. O ministro da Agricultura antecipa um verão muito difícil no que toca aos incêndios. E garante que o governo está especialmente atento à região de Leiria, onde as tempestades deste ano deixaram um rasto de destruição que se torna agora um perigo maior com o aproximar do período crítico para os fogos florestais. Até o momento já foram limpos mais de 15 mil quilómetros de caminhos florestais nas zonas afetadas pelo mau tempo. Para os proprietários que não conseguirem limpar os terrenos, João Paulo Fernandes garante o apoio do governo e admite que, em alguns casos, o Estado pode mesmo substituir-se aos proprietários. Face ao aumento da temperatura, vamos ter um verão que é duríssimo e daí o nosso apelo. Nós queremos que sejam os proprietários a retirar eles próprios a madeira que tombou e damos, nessas zonas críticas, entre EUR 1000 a EUR 1500. Pela primeira vez, se as pessoas não retirarem nas zonas críticas o material lenhoso, as árvores que tombaram, nós vamos fazê-lo e podemos fazê-lo e há legislação para isso. Queríamos que fossem as pessoas a fazer essa retirada, mas vamos fazê-lo nós. Declarações do ministro da Agricultura, João Paulo Fernandes, em Bruxelas, aqui captadas pela Agência Lusa, onde revelou ainda o ministro que será lançado um segundo concurso de mais de 1 milhão de euros para financiar, através do Fundo Ambiental, o recurso ao fogo controlado. O Hospital de Faro recusou atender uma grávida em trabalho de parto porque não ligou antes para a linha SNS24. A notícia avançada pela SIC Notícias na sexta-feira, a grávida de 40 semanas deslocou-se pelos próprios meios, desde Almacil até ao Hospital de Faro, com contrações cada vez menos espaçadas. A Unidade de Saúde negou a admissão da mulher nas urgências por falta de contacto prévio para o SNS24, apesar do médico do INEM ter confirmado a iminência do parto. Aflita, a grávida ligou para o 112, acabou por ser transportada para o Hospital de Portimão, a mais de 70 quilómetros de distância, onde acabou por ter o bebê. A Unidade Local de Saúde do Algarve garantiu à SIC que a decisão tomada foi a mais correta, já que a grávida é saudável e estava a ser acompanhada. O caso está, no entanto, a ser alvo de uma análise interna por não ter sido assegurada pelo menos a inscrição e a triagem desta mãe que tentou recorrer ao Hospital de Faro, mas que não foi aceite. O Ministério Público pede a suspensão da pena para Ricardo Salgado, defende que, face à doença de Alzheimer, cumprir a pena seria inútil. A expressão foi utilizada pelo procurador Rui Batista no Juízo Central Criminal de Lisboa. A audiência desta tarde serviu para decidir a pena única, que resulta da junção de dois casos, a Operação EDP e o processo autónomo da Operação Marquês. O Ministério Público defendeu que a pena se deve situar entre os 10 e os 11 anos, mas que face ao Alzheimer comprovado, não resta outra solução que não a suspensão da pena. Rui Batista diz que qualquer outra decisão seria contrária aos valores do direito. Agora a leitura da decisão do coletivo de juízes ficou marcada para o próximo dia 2 de junho. O secretário-geral do PS considera que o plano do governo para a saúde foi um ato falhado. O plano de emergência e transformação da saúde foi o tema do fórum que decorreu esta manhã na Casa do Parlamento em Lisboa. José Luís Carneiro utiliza o exemplo da redução do número de consultas no ano passado para mostrar que o plano de 54 pontos foi um ato de voluntarismo sem substância. Foi um ato voluntarista, o plano de emergência e transformação da saúde, e foi voluntarista por uma razão: é que ao fim de dois anos, nós infelizmente olhámos para os números oficiais e eles são números que mais uma vez nos atribuem a todos uma corresponsabilidade com o interesse do Estado e com o interesse de todas e de todos. Este plano foi meramente um ato de voluntarismo que não tem substância. José Luís Carneiro, que lembra também uma proposta do PS para responder aos problemas na emergência pré-hospitalar. O secretário-geral socialista que acusa também o governo de estar a pulverizar a resposta dada pelo INEM depois da reorganização deste serviço. E a esta hora, Miguel, que outras notícias estão a marcar a atualidade? António José Seguro, entretanto, enviou uma mensagem de condolências ao rei da Bélgica por causa do acidente desta manhã entre um autocarro escolar e um comboio que fez quatro vítimas mortais, duas delas crianças. O presidente da República enviou uma mensagem a manifestar solidariedade e apresentar condolências às famílias das vítimas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusa os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo e prometem que nenhum ataque vai ficar sem resposta. Num comunicado na rede social X, a diplomacia iraniana qualificou os ataques ocorridos durante a noite como uma grave violação das tréguas. As Forças Armadas norte-americanas atacaram a região perto do Estreito de Ormuz contra alvos que tentavam colocar minas e bases de lançamentos de mísseis. Terminou há mesmo à pouco, estávamos a arrancar este jornal. Mais uma etapa do Giro dItalia, a 16ª chegada ao alto, com a vitória novamente de Jonas Vingegaard, o camisola rosa, e com o português Afonso Pedaleiro a descer três posições na classificação geral. Está agora em quinto lugar, a cinco minutos e quarenta do líder do Giro dItalia, ainda bem dentro do top 10, mas hoje com dia de dificuldades a manter-se ainda assim dentro desse top cinco, depois de ter vestido a camisola rosa durante nove dias. Miguel Vitor Dias com o Jornal das Quatro, traz mais notícias ao Observador às 16h30. Rádio Observador