CARNEIRO LANÇA CADERNO DE ENCARGOS PARA PACTO DA SAÚDE. É NECESSÁRIO CONSTRUIRMOS SOLUÇÃO DURADOURA
2026-05-26 21:06:06

Entre as propostas elencadas pelo líder do PS está o registo único de Saúde, para o qual pede “coragem”. Carneiro fala de “ideias” sobre as quais se pode construir uma “alternativa sólida” e “credível”. Está apresentado, ainda que sem grandes pormenores, o caderno de encargos do PS para iniciar negociações “interpartidárias” sobre o pacto para a Saúde, a iniciativa promovida pelo Presidente da República para a qual o líder socialista, José Luís Carneiro, diz querer uma “solução que seja duradoura”. Falando no encerramento de uma conferência sobre Saúde organizada pelo PS que decorreu no centro de interpretação do Parlamento, em Lisboa, José Luís Carneiro elencou uma série de iniciativas para início de conversa. O líder socialista considera, por exemplo, “indispensável” a aprovação de um registo único de Saúde, para a qual Carneiro admite ser necessária “coragem” para permitir que seja “interoperável” não apenas entre os cuidados primários e hospitalares, mas que possa “interoperar” com o setor social e “outros setores”, ou seja, os privados. Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui “É necessário construirmos com todas e com todos uma solução que seja duradoura”, começou por dizer o secretário-geral do PS que referiu que viu a ideia de António José Seguro “com muito bom grado”, a quem diz ter garantido que os socialistas estão “disponíveis para participar também no diálogo interpartidário para constituir uma resposta duradoura”. Essa resposta “duradoura”, diz Carneiro tem “naturalmente” como critério que “se atente àquilo que são aspetos e dimensões com os quais estamos de acordo”, antecipando que “há aqui muitos aspetos, muitas dimensões” com as quais os socialistas estão “de acordo”. Entre o rol de propostas apresentadas pelo líder do PS, algumas já apresentadas e aprovadas no Parlamento, outras foram chumbadas, estão a proposta de coordenação da emergência pré-hospitalar e hospitalar, que, lamentou Carneiro, o Governo “não aproveitou”, deixando o apelo ao próprio primeiro-ministro contra a “pulverização da resposta da emergência médica”. “Naturalmente, daqui, deixo ficar um apelo ao Governo e ao primeiro-ministro particularmente, para que esteja muito atento àquilo que são intenções que foram publicamente apresentadas e que poderão fragilizar ainda mais a resposta da coordenação e da emergência pré-hospitalar”, avisou o líder do PS. Carneiro fala de “ideias” sobre as quais se pode construir uma “alternativa sólida” e “credível”, propondo maior autonomia das administrações hospitalares, que passa, também, por “qualificar as administrações”. Outra das propostas é a “maior organização” dos cuidados de saúde. “Estarmos em maio, quase em fim de maio, sem os planos de desenvolvimento organizacional dos hospitais”, lamenta o líder socialista. O PS leva ainda para a discussão do pacto da Saúde a reforma dos cuidados primários, o reforço dos cuidados na comunidade, com “melhor financiamento” e “articulação” com instituições sociais, o alargamento dos centros de responsabilidade integrada e a integração do internato médico na carreira médica e uma lei de programação plurianual para “investir” em meios e recursos no setor. PS Susana Madureira Martins