NOVO FERRARI CHAMA-SE LUCE, LIGA À TOMADA E DESLIGA O PASSADO: CONHEÇA O PRIMEIRO ELÉTRICO DA MARCA ITALIANA
2026-05-26 21:06:06

O Luce não quer só ser um Ferrari elétrico. Quer ser um Ferrari que obriga o mundo a discutir o que ainda significa ser um Ferrari. A Ferrari decidiu mexer no ADN e, como seria de esperar, o resultado não passa despercebido. O novo Ferrari Luce marca uma viragem histórica em Maranello: é o primeiro modelo totalmente elétrico da marca e, ao mesmo tempo, o primeiro de cinco lugares. Ou seja, a Ferrari que sempre foi sinónimo de dois lugares, motor ruidoso e ego bem apertado, agora também leva família. Apresentado em Roma, num cenário escolhido ao milímetro para sublinhar o peso da mudança, o Luce promete manter aquilo que a marca nunca abdica: performance. Só que agora sem combustão, sem ruído e sem aquele dramatismo mecânico que sempre ajudou a construir a lenda do Cavallino Rampante. Os números, esses, continuam a fazer o habitual papel de provocação. São 1050 cv de potência, 11.500 Nm de binário e quatro motores elétricos - um por roda - capazes de lançar o modelo dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos. Aos 200 km/h chega em 6,8 segundos e passa os 310 km/h como quem vai ao supermercado. A base técnica também não foi feita para brincar: nova plataforma elétrica, bateria de 122 kWh e arquitetura de 800 volts. Traduzido em linguagem prática, significa carregamentos até 350 kW e 70 kWh recuperados em 20 minutos. Autonomia anunciada? Mais de 530 quilómetros - suficientes para convencer e irritar puristas em doses iguais. Mas o verdadeiro ponto de discussão não está no desempenho. Está no desenho. Assinado em colaboração com o estúdio LoveFrom, de Sir Jony Ive, antigo homem forte do design da Apple, o Luce é tudo aquilo que um Ferrari tradicional não costuma ser: quatro portas, cinco lugares, vidro em excesso e jantes que parecem ter sido desenhadas para provocar debate - 23 polegadas à frente e 24 atrás. Há ainda garantias alargadas para os componentes elétricos e manutenção assegurada durante sete anos, como se a Ferrari estivesse a tentar acalmar quem ainda está a digerir a mudança. No fundo, o Luce não quer só ser um Ferrari elétrico. Quer ser um Ferrari que obriga o mundo a discutir o que ainda significa ser um Ferrari.