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FERRARI PREPARA ESTREIA DO ELÉTRICO LUCE E APOSTA NO SEGMENTO ULTRA-PREMIUM

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2026-05-26 21:06:05

Novo modelo 100% elétrico poderá abrir uma nova fase de crescimento para a marca italiana: o segmento dos ultra-premium. A Ferrari apresentou o seu primeiro automóvel 100% elétrico, denominado Luce, num lançamento que representa um “momento histórico” para o fabricante italiano e uma nova aposta estratégica no “segmento dos desportivos elétricos de ultra-luxo”. Com um preço de entrada estimado em cerca de EUR550.000, o Ferrari Luce posiciona-se num patamar bastante acima da média da gama da marca. Segundo estimativas do setor, “cada unidade poderá gerar entre três e cinco vezes mais receita do que um Ferrari convencional, sobretudo graças às opções de personalização disponíveis através do programa Tailor Made”, adianta a XTB, em comunicado. Produção limitada “A produção será limitada a poucas centenas de unidades anuais, mas o impacto financeiro poderá ser significativo, contribuindo para aumentar o preço médio de venda da marca e reforçar as margens de rentabilidade”, refere. O lançamento surge numa altura em que a Ferrari apresentou resultados sólidos no primeiro trimestre do ano, com receitas de EUR1,85 mil milhões e um EBITDA de EUR722 milhões, correspondente a uma margem de 39,1%, acima das previsões do mercado. Além do impacto comercial, o Luce assume, também, importância estratégica a nível tecnológico. “A Ferrari registou mais de 60 patentes relacionadas com a arquitetura do motor e sistemas associados ao novo modelo elétrico, reforçando a proteção da sua propriedade intelectual e criando potenciais oportunidades futuras de licenciamento tecnológico”, sublinha. Universo elétrico A entrada da Ferrari no universo elétrico poderá ainda contribuir para “elevar o posicionamento premium de toda a gama da marca, incluindo os modelos com motor de combustão”, acrescenta a mesma fonte. Apesar das perspetivas positivas, existem alguns fatores de risco que poderão influenciar o desempenho comercial do Luce. “Entre eles, destacam-se as tarifas de 25% aplicadas pelos EUA sobre automóveis europeus, num mercado considerado estratégico para a Ferrari, bem como a volatilidade cambial e as dúvidas sobre a procura efetiva por desportivos elétricos de luxo”, explica a XTB, no mesmo documento. Elevada rentabilidade A decisão da Lamborghini de adiar os seus planos para um superdesportivo elétrico até depois de 2030 demonstra precisamente a cautela que ainda existe neste segmento. Ainda assim, a Ferrari continua a destacar-se pela “robustez financeira e elevada rentabilidade”. A marca mantém uma dívida líquida relativamente reduzida, estimada em cerca de EUR1,30 mil milhões, preservando uma posição sólida mesmo num cenário de taxas de juro elevadas e maior pressão económica global. Mais sobre a XTB aqui. Jorge Flores