22H. LIVRE QUER CONHECER RELATÓRIO DO MAI
2026-05-26 21:06:05

Uma denúncia de um antigo vogal deu origem a uma auditoria da Inspeção Geral de Finanças. Ainda, Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que há uma cidadã portuguesa detida na Líbia. Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões. Na Rádio Observador. São agora 10h, começa o Jornal da Rádio Observador com José Rafael Lopes. Israel, o primeiro-ministro de Israel anunciou hoje o aumento da intensidade da ofensiva militar no Líbano contra o Hezbollah. É uma posição tornada pública por Benjamin Netanyahu numa fase em que os Estados Unidos tentam concluir um acordo de paz entre os dois países. Num vídeo publicado nas redes sociais, o líder israelita assegura que vai esmagar o Hezbollah e que Israel pretende aumentar a potência dos ataques. A declaração de Benjamin Netanyahu surge em pleno cessar-fogo acordado no mês passado com as autoridades de Beirute e que o Hezbollah não reconhece. O primeiro-ministro de Israel sublinha que o país está em guerra com o Hezbollah e que os militares israelitas já eliminaram mais de 600 elementos do Hezbollah. As negociações de paz no Líbano estão ligadas às conversações indiretas entre Estados Unidos e Irão sobre o conflito iniciado em fevereiro pela ofensiva norte-americana israelita contra precisamente o Irão. Entretanto, há já ataques do exército israelita. Que anunciou ter atingido alvos do Hezbollah em várias zonas do Líbano. De acordo com a agência de notícias estatal libanesa, os ataques israelitas no sul do país atingiram dois carros e uma moto perto da cidade de Jarmak. Há ainda relato de pelo menos três pessoas que morreram e de vários feridos num ataque aéreo contra um edifício em Al-Dweir. E o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que não está a cobrar portagens no Estreito de Ormuz, mas sim taxas por serviço de navegação a todas as embarcações. A delegação do Irão está em Doha, no Qatar, para debater os possíveis pontos do acordo de paz com os Estados Unidos. De acordo com um membro desta delegação, citado pela Al Jazeera, o foco da visita são os assuntos relacionados com o Estreito de Ormuz e o urânio enriquecido. E é esse membro da delegação iraniana que diz que o que está a acontecer no Estreito de Ormuz não é a cobrança de portagens. Na análise, a especialista em assuntos internacionais, Ana Cavalieri, diz que o Irão está a mostrar ter dois pesos e duas medidas na forma como lida com o Estreito de Ormuz e pelos barcos que passam pela passagem. Eles estão a eleger, a fazer uma seleção, que naturalmente é política, de quem é que paga esse serviço e quem não paga. Aliados, claro, alinhados com a China, que é o aliado mais importante do Irão, estão a passar sem o pagamento desses serviços, exceptuando muitos, se esses petroleiros têm suspeitas de que está lá dentro petróleo iraniano que está sob sanções e então os americanos entram com o bloqueio naval, mas não se pode dar ao Irão, isso seria desastroso para Trump aceitar isso como consequência deste conflito. A análise de Ana Cavalieri no gabinete de guerra na Rádio Observador a dar conta da diferença de tratamento levada a cabo pelo Irão no que toca à passagem do Estreito de Ormuz. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que há uma cidadã portuguesa detida na Líbia e faz parte de uma missão que pretendia fazer chegar ajuda humanitária a Gaza. Segundo a nota do ministério, a ativista não foi autorizada a passar a fronteira com o Egito, faz parte desse grupo com 71 pessoas que foi travado num dos postos de verificação em território líbio. Esta portuguesa está agora detida, em conjunto com outros elementos do grupo em Benghazi, e vai ser presente a tribunal, que deve determinar a expulsão do território. A situação da portuguesa está a ser acompanhada pelas representações diplomáticas de Portugal em Tunes, Ancara e Cairo. E a PJ revela que mais de 100 mil utentes do SNS foram afetados pelo acesso indevido a dados com recurso às credenciais de um médico da ULS do Alto Minho. Incluindo crianças, e aconteceu em todo o país. O número definitivo ainda está a ser apurado pela PJ. Em conferência de imprensa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, José Ribeiro, confirma que o acesso à base de dados foi feito através das credenciais de um médico. Foi possível já saber que um agente malicioso terá obtido as credenciais desse profissional de saúde sem que existisse relação clínica ou terapêutica que o justificasse, utilizando-as depois para aceder massivamente a registros administrativos de utentes através da plataforma de registro de saúde eletrônico, conhecido por RSE. Logrou-se apurar que a intrusão comprometeu dados pessoais de um número muito alargado de utentes disseminados por todo o território nacional, inclusive ilhas. José Ribeiro considera a intrusão um incidente grave. O autor do crime ainda não foi identificado. O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ admite que os dados podem ser utilizados para fins criminosos ou comerciais, embora sem detalhar de que forma. José Ribeiro expressa também preocupação com o volume de informação recolhido num tão curto espaço de tempo. Não exclui, por isso, o recurso à inteligência artificial. Tendo em conta que se trata da obtenção massiva de informações, este incidente foi resultado de um espaço de tempo curto, muito curto, para o volume de informação que foi obtido. Daí a minha suspeita daquilo que eu dizia há bocado, eventualmente, da intervenção de agentes da inteligência artificial. José Ribeiro garante que os acessos indevidos já foram bloqueados pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde. E Rui Tavares quer conhecer na íntegra o relatório da Inspeção Geral de Finanças que auditou o primeiro mandato de Paulo Viegas Nunes à frente da empresa SIRESP, S.A. Ponto de partida para que o LIVRE decida depois se justificam audições parlamentares no âmbito da escolha do governo de Paulo Viegas Nunes para voltar a presidir à empresa. O general esteve à frente da SIRESP, S.A. entre 2022 e 2024. Uma denúncia de um antigo vogal deu origem a uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças à gestão. Foram apontadas falhas, mas, salienta o Ministério da Administração Interna, não foram detetadas ilegalidades. A auditoria não foi divulgada na íntegra. O LIVRE quer conhecer todo o documento. Pedido feito depois do até aqui secretário-geral adjunto do MAI ter apresentado a demissão na sequência da escolha do governo para a presidência da empresa. António Pombeiro recorda a anterior passagem de Paulo Viegas Nunes pelo SIRESP para denunciar irregularidades graves na gestão da empresa responsável pela rede de comunicações de emergência do Estado. Num comunicado divulgado esta tarde, o Ministério da Administração Interna sublinha que o mandato de Paulo Viegas Nunes foi alvo de auditoria, que não detetou qualquer ilegalidade, apenas algumas desconformidades que foram corrigidas. À luz destas conclusões, o ministério tutelado por Luís Neves diz que não há motivos para pôr em causa o militar e a consequente escolha do governo para a presidência do SIRESP. E agora com sete minutos para lá das 10, que outras notícias marcam a atualidade, José? O serviço de televisão da MEO esteve com falhas em várias zonas do país. A operadora diz à Agência Lusa que está a trabalhar para resolver o problema, que deve ficar resolvido nas próximas horas. De acordo com os relatos, o serviço de televisão estava sem funcionar pelas 20h30. Os primeiros testemunhos da avaria foram reportados a partir das 18h. Os clientes da MEO de norte a sul do país afirmam estar sem serviço de televisão e com dificuldades para contactar o serviço de apoio. A presidente da Câmara de Coimbra disse hoje que o governo não quer a responsabilidade do Metrobus e vai passá-la para as autarquias. Em reunião camarária, Ana Abrunhosa diz ter recebido essa indicação por parte do Executivo liderado por Luís Montenegro. A autarca de Coimbra refere que a mudança vai ser feita daqui a uns anos. Em Espanha, foi confirmado mais um caso de antevírus, informação avançada pelo Ministério da Saúde espanhol, que adianta que se trata de um passageiro do cruzeiro MV Ondius, onde foi detetado um surto deste vírus. Este passageiro era uma das pessoas que estava em quarentena preventiva. Agora está em isolamento no Hospital Gómez Ulla. E fica por aqui o Jornal das 10, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já. Até já! Rádio Observador