NORTON MANX R - UM REGRESSO (MUITO) ESPECIAL
2026-05-26 21:06:03

CONTACTO Para os mais jovens a palavra Norton pode não dizer muito, mas para outros é um nome incontornável da cultura motociclista. Por isSo, mais do que um regresso às lides - como tem acontecido com outras marcas este reveste-se de um interesse ainda maior, já que a Norton surge com o apoio de uma grande marca por detrás e lança uma moto que passa imediatamente a ser desejada em todo o mundo. Parabéns TVS, parabéns Norton, que a história continue assim cativante! ANorton foi fundada em 1898, e desde aí tornou-se mundialmente famosa por algumas inovações tecnológicas, pelos seus modelos e por alguns sucessos em competição, como por exemplo no TT da llha de Man. Mas, em 128 anos de história, esta foi a primeira vez que a marca britânica, agora um fabricante à escala mundial, reuniu jornalistas de todos o mundo para um evento à grande e à... sevilhana, neste caso. O ressurgimento da Norton acontece em 2020, quando é adquirida por um dos maiores fabricantes mundiais, a indiana TVS Motor, e desde ai a ambição foi regressar com motos modernas e de topo. Seis anos depois a Norton está já em produção, em Birmingham, possui mais de 300 empregados, e a paixão está presente em todo o lado, como percebemos nesta apresentação. Esta Manx R não é uma moto de competição. mas nem por isso vale menos que outras! CARACTERISTICAS E NuMEROS A TVS é uma empresa que produz cerca de 6 milhões de veículos anualmente e que está presente em 90 países. E muito resumidamente, possui uma grande saúde financeira para que a Norton poSsa vingar como uma marca premium de luxo, consiga comercializar muitas motos ou nem tanto. Algo como vemos no setor automóvel, com algumas marcas de sonho que estão sob a alçada de grandes grupos mundiais. Assim, tudo é novo nesta Manx R e nada existia apenas há 3 anos! Tudo nasceu de uma folha em branco e 0 objetivo foi fazer uma super-desportiva diferente, de linhas limpas (sem decorações agressivas nem com as tradicionais asas da moda), em que tudo está muito bem feito e nem parafusos estão à vista. A instrumentação deverá ser a maior que encontramos numa moto desportiva (8 polegadas). a traseira com respetivas luzes é também única e ainda encontramos comandos em metal, o que também nunca tínhamos visto. Outros objetivos da marca: que esta Manx R oferecesse uma grande experiência de condução, em estrada e em pista, mesmo se cedo ficou decidido que esta moto não pretenderia cumprir regulamentos para poder fazer competição. Essas motos de competição chegarão a seu tempo à gama Norton, querem uma aposta? E analisando muitos dados, os responsáveis da Norton chegaram à conclusão que durante grande parte do tempo os condutores (mesmo nas super-desportivas). circulam nos baixos e médios regimes. Dai o objetivo com o novo motor v4 (desenvolvido em casa) ter sido binário, muito binário e carácter, para ser a melhor moto na classe nesse aspeto, mesmo perdendo depois nos altos regimes. Prestações que poderiam ser o cabo dos trabalhos em termos de dinâmica, pois a juntar aos 206 cv de potência e aos 130 nm de binário (75% deste disponivel logo a partir das 5.000 rpm). a distância de eixos é das mais curtas da classe e não existem asas para fazer baixar o “bicho” a velocidades mais elevadas Para tal, decidiram montar um braço-oscilante o mais longo possivel, para dar a necessária estabilidade e tração. E já agora, não pensaram num motor com outra configuração, ao invés do V4? Foi essa a minha pergunta, à qual os responsáveis da marca responderam que sim, pensaram, mas que rapidamente chegaram à conclusão que um v4 seria a melhor aposta, um motor curto e mais baixo, que além de poder oferecer as melhores prestações e carácter, seria o melhor tipo de motorização para encaixar no chassis, tanto para a montagem do quadro como do braço-oscilante. A marca preferiu uma ordem de explosão a 720, para O melhor carácter e som (e para O pneu traseiro lidar bem com a potência), e O trabalho realizado na admissão e distribuição pretendeu então gerar 0 elevado binário, embora sempre com suavidade. Durante a apresentação ouvimos várias vezes O slogan “make wheelies great again”, o que nos parece fantástico em tempos do politicamente correto, mesmo se nos não somos especialistas em cavalinhos! CICLiSTICA e ELETRôNICA No campo da ciclística, a marca referiu que tanto o quadro como o braço-oscilante não tiveram que ser demasiado rígidos, pois a competição não está no horizonte com esta moto. A estética ganhou com isso, com a marca a manter um monobraço traseiro (algo que a Ducati já prescindiu e aparentemente com muito sucesso desportivo), o que deixa à vista uma jante lindíssima, seja qual for a versão da Manx R. A rigidez torsional é assim bem menor que a da marca concorrente (não referiram qual embora imaginemos), embora semelhante em termos longitudinais. Avançando pois o press-release da marca tem 52 páginas e não queremos tornar-nos exaustivos na travagem encontramos pinças Brembo Hypure, os pneus que equipam de série esta máquina são OS Pirelli Diablo Supercorsa V4 SP e em termos de suspensões a Marzocchi foi a marca eleita para equipar todas as versões da Manx R, que são de afinação manual na versão mais acessível (a partir dos 23.250EUR sensivelmente), e semi-ativas com ajus-te eletrónico nas restantes. Por falar em eletrónica, diga-se que na Manx R encontramos 3 modos de condução, 2 modos para utilização em pista, wheelie control, ABS em curva, quickshifter bidirecional, slide control, cruise control, controlo de tração ajustável em vários níveis, launch control, hill hold control (sistema que normalmente está presente nas motos mais turísticas), e um sistema combinado de travagem. A referida instrumentação de 8 polegadas é tatil, e possui integração conetividade com Bluetooth e controlo multimédia, inclusivamente para equipamentos GoPro. Existe uma app específica da marca, onde poderão encontrar todas as informações sobre O vosso veículo, e ainda é possível uti-lizar a navegação na instrumentação da Manx R. Mais alguns detalhes: a possibilidade de usarmos luzes LED com DRL, e assinatura de “boas vindas” através do sistema de luzes quando ligamos a moto e o sistema keyless. A garantia é de 36 meses e o intervalo entre manutenções de 1 ou ano 16.000 quilómetros, sendo a linha de acessórios outro aspeto bem trabalhado pela marca e em que dá para sonhar com todo o tipo de componentes e mais alguns! EM ESTRADA Hoje em dia é bastante raro testarmos motos deste segmento, com mais de 200 cv, e ainda mais raro andarmos com estes modelos na estrada. Pois para ser diferente, e para mostrar as mais-valias deste modelo em estrada, foi mesmo isso que a Norton preparou para nós. ã nossa espera, na estrada e pista, a versão Signature: praticamente semelhante por fora, esta é uma versão monolugar, com suspensões eletrónicas semi-ativas da Marzocchi, muitas superfícies em carbono e com jantes Rotobox Bullet Pro em fibra de carbono, além de mais alguns detalhes em material forjado. Tivemos sorte com as condições climatéricas e em estrada realizámos mais de 100 quilómetros, num percurso variado. Esta Manx R tem de facto uma elegância notável ao vivo, diversos acabamentos que fazem a diferença neste segmento como nos comandos ou na qualidade do assento, e a posição não é demasiado agressiva (mesmo se é claramente desportiva), tendo espaço para condutores de todas as estaturas se movimentarem. Só temos pena que não tenhamos andado com a decoração Aqua Green, que é irresistível ao vivo! Nas estradas da Andaluzia encontrámos uma qualidade de construção que não desilude, o conjunto oferece poucas vibrações e percebemos como o motor v4 é realmente suave mas muito forte logo após as 4.000 rpm. Por isso, e como o nosso guia pensava que estava na Ilha de Man, bastava rodar um pouco o punho para rapidamente andarmos a velocidade proibitivas em estrada, pelo que eu recomendo SEMPRE O circuito para uma utilização mais desportiva com este tipo de motos. A travagem revelou não ser a mais mordaz do segmento mas é mais do que suficiente, e se em curvas muito fechadas e em mau piso “sofremos" um pouco, assim como as jantes em carbono, em estrada mais aberta esta Manx R ofereceu qualidade de condução e diversão, assim como uma maneabilidade convincente, tudo isto no modo de condução Sport e com as suspensões a revelarem um bom compromisso entre conforto e desempenho. Notas: não notámos dificuldades de estabilidade, mesmo com tanto binário e ausência de "asas”, pelo que podemos abrir totalmente o amortecedor de direção, o que nos ajuda depois na agilidade. E a baixa velocidade, atravessando as vilas espanholas, notámos algum calor junto à perna direita, algo comum aos motores v4 e que aqui também se sente pois as carenagens são bastante fechadas. NO CIRCUITO DE MONTEBLANCO Regressei a um circuito onde há havia realizado uma corrida, para o CNV, em 2008! Agora era tempo de relembrar o traçado e tentar desfrutar ao máximo de uma moto que não é de competição! Curiosamente, talvez com receio de “picanços” entre jornalistas, a marca decidiu colocar cada um individualmente em pista (apenas com um guia nas duas voltas iniciais), para duas sessões de 20 minutos. ? o nosso resumo, pois o texto já vai longo, é que: nota-se que esta não é uma moto de corrida, mas podemos andar bem rápido em pista, acreditem... O motor oferece uma resposta muito forte à saída das curvas e depois é um pouco menos feroz perto do red-line, mas ainda assim chegávamos aos 270 km/h na reta da meta, enquanto o miolo era realizado em 28 e 3a velocidades. Tanto em estrada como em pista o som dos escapes é atrativo, embora não muito elevado como qualquer moto Euro5+, e neste circuito, já com o modo Track escolhido, percebemos como em ritmo mais elevado a Manx R começa a mexer-se um pouco, pois a ciclística (quadro e suspensões) parece menos rígida que nas concorrentes mais de “corrida", notando-se ainda o peso do conjunto. Apesar de se mexer, não existe falta de estabilidade, e não fazem falta asas nenhumas, acreditem! Em circuito apreciámos ainda o Slide Control da traseira, quando usámos o travão traseiro sem compromissos, gerando um deslizar muito fácil de controlar à entrada da curva. EQUILIBRIO TOTAL Acima de tudo, a Norton queria alcançar um excelente equilíbrio entre estrada e pista, e creio que o conseguiu fazer. Ainda assim, gostávamos que as suspensões eletrónicas tivessem mais possibilidades de ajustes (podemos ajustar a pré-carga para o nosso peso e depois temos apenas as afinações referentes a cada modo de condução). Outros pormenores: os punhos são algo grossos e demasiado duros, e o descanso lateral é sempre algo difícil de colocar com botas de circuito. A instrumentação tem uma excelente legibilidade, os travões, também em circuito, mostrarem-se eficazes, o quickshifter funciona sempre bem embora pudesse ser mais rápido em pista e, no geral, é fantástico como no regresso à atividade a Norton produziu imediatamente uma moto tão boa! Uma Manx R de muita qualidade, elegância e exclusividade, seja para deslocações em estrada, onde o conjunto funciona muito bem, ou track-days, onde dá para explorar muito esta moto, e somente os mais experientes / pilotos poderão queixar-se de alguma falta eficácia face a outras marcas que apostam tudo em pista. A Norton apontou a um nicho de mercado muito específico para esta Manx R e fê-lo, com muita qualidade, e ficamos à espera de conhecer outros modelos no futuro. E se esta versão Signature é realmente exclusiva (EUREUREUR), acreditamos que a base, a partir dos 23.250 EUR ou a Apex já com suspensões eletrónicas semi-ativas (29.750 EUR, valores previstos), estão bem colocadas em termos de preço face a uma concorrência diferente, toda ela mais “racing”. Se gostam de automóveis, estão a imaginar as diferenças entre um Ferrari e um Aston Martin? Deve ser mais ou menos o que temos aqui na Manx R, face às super-desportivas das outras marcas. Comportamento eficaz u mvito binário para Vfilizarmós em eStrada &m lStrada mgradecemos 0 fúcto de 0 V4 com 206 cv ser bastante svave NORTON FICHA MANXR TECNICA SIGNATURE Motor 4 cilindros em Va 720, refrigeração líquida Cilindrada 1.200 cc Potência Máxima 206 cv às 11.500 rpm Binário Máximo 130 Nm às 9.000 rpm Embraiagem Multidisco em banho de óleo Final Por corrente Caixa 6 velocidades Quadro Dupla trave em alumínio fundido Suspensão Forquilha telescópica Dianteira invertida Marzocchi semi-ativa de 45 mm, ajuste eletrónico, curso de 120 mm Suspensão Monoamortecedor Traseira Marzocchi semi-ativo, ajuste eletrónico, curso de 126 mm Travão Dianteiro Duplo disco de 320 mm, pinças radiais Brembo de 4 pistões Travão Traseiro Disco de 245 mm, pinça Brembo de 2 pistões Pneu Dianteiro 120/70 ZR17 Pneu Traseiro 200/55 ZR17 Distância entre 1.435 mm eixos Altura do Assento 840 mm Depósito 14,5 litros Peso (a cheio, S/ 203 kg combustível) Cores Matrix Black, Trophy Silver, Celestial Grey, Aqua Green, Carbon, Glacier Blue Garantia 3 anos Importador C. Machado, Lda PVP desde 43.750EUR Versão base desde 23.250EUR (valores previstos para Portugal) NORTON MANXR PONTUACãO SIGNATURE Estética * Prestações Comportamento Suspensões Travões Consumo * Preço EQUIPAMENTO: CAPACETE: CABERG DRIFT EVO Il LUVAS: ALPINESTARS SP8 FATO: ALPINESTARS GP FORCE BOTAS: TCX RT-RACE VEJA AQUI 0 VíDEO https://clicamotos-pV aci-moto-450-sr-em-video/ A NORTON NãO QUIS FAZER SOMENTE MAIS UMA DESPORTIVA, QUIS FAZER DIFERENTE A instrumentação é enorme, tátil e muito completa, com diversos modos de visualização. A navegação é intuitiva O monobraço deixa a jante traseira à vista. A melhor solução que existe, pelo menos em termos estéticos Trasúira eSpetacvlar 0 Um Comportamento dinâmico mvito digno em pista Assento monolugar nesta versão Signature e de qualidade, com muito espaço para o condutor se mover A NORTON LANçOU UMA MOTO QUE E PREMIUM, NA ESTRADA E NA PISTA NãD sentimos folto d0 "osos” 0 o eletrónica fvnciono bem As decorações são todas sóbrias e casam muito bem com o modelo, mas a Aqua Green (vejam no site da marca) é a nossa favorita GOSTáMOS MAIS DE ANDAR EM PISTA COM A MANX R, MAS ê UMA BOA MOTO DE ESTRADA A travagem é muito eficaz em estrada e pista, mesmo sem ser uma das referência na classe das super-desportivas Suspensões Marzocchi nas várias versões da Manx R, semi-ativas com ajuste eletrónico nesta Signature São várias as inspirações (com sucesso) no mundo automóvel, e isso não 5 acontece por acaso Ricámos CUriosos em Tustar aS versões mais acessívúis da Manx R, qve nos parecem interéssantes face a0 valor Pedido FERNANDO NETO