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CARREÇO - RITA GT

Aurora do Lima (A)

2026-05-26 21:06:03

E com muita admiração e estima que voltamos a dar notícias da nossa artista carrecense, RITA GT. Ela própria nos fala do seu trabalho artístico desenvolvido ultimamente, e conta-nos que o círculo não se fecha, bem pelo contrário expande-se. Depois da travessia atlântica já narrada pela Rita JT, que deu origem ao O Círculo das Contas de Ouro em Filigrana, Conexões Históricas entre Bahia e Viana do Castelo, a obra continua a desdobrar-se em novos contextos e novas escutas. Assim, no passado dia 23 de abril, a performance foi apresentada na cerimónia de abertura do Muzeu, o Museu do Pensamento e Arte Contemporânea do Minho, em Braga. Esta nossa artista confidencia-nos ter sido um momento de encontro onde vozes do Minho e da diáspora brasileira se reuniram, ativando um espaço de memória coletiva através do canto, do gesto e da presença. A RITA GT mexe-nos com a nossa sensibilidade artística quando nos refere que a performance, estruturada em três atos , sombra, travessia, e luz -, convocou histórias inscritas no corpo e na matéria: o ouro como símbolo ambíguo, entre ferida e ornamento; o canto como arquivo vivo; e o coletivo como forma de resistência e continuidade. E refere-nos ainda, que foi mais do que uma apresentação, foi um ritual partilhado, onde diferentes tempos e geografias coexistiram. No entanto, o pensamento da nossa conterrânea lãn «e limita a narrar apenas o passado, simplesmente porque este gesto vai prolongar-se em Lisboa, na exposição Cerâ- mica Matéria Mulher, semióticas do gesto, patente na Galeria Zet, onde a investigação desloca-se para a matéria, o barro como linguagem, como memória tátil, como espaço de transformação. As peças organizam-se como um campo aberto de relações, onde forma, repetição e gesto revelam um vocabulário construído ao longo do tempo, é assim que se exprime a nossa artista, e remata dizendo: “ entre contenção e rutura, peso e fragilidade, emerge uma reflexão sobre práticas incorporadas, memórias silenciosas e sistemas de trabalho inscritos no corpo”. A exposição encontra-se patente até 30 de maio. Entre a performance e a exposição, o trabalho mantém-se como um organismo vivo, um campo onde corpo, voz e matéria se atravessam continuamente. Um círculo que não representa apenas o passado, mas insiste no presente, abrindo possibilidades de escuta, partilha e transformação. Parabéns RITA GT, pelo excelente trabalho realizado com tanta dedicação ao contexto artístico. Como sempre formulamos os maiores vntoo a mitoc v11neccnd õnos ftirnc trabalhos e realizações. Ramiro Araújo araujo.ramiro@gmail.com Ramiro Araújo