ULS DE BRAGA RECORRE AO MP E ACUSA COMISSÃO DE UTENTES DE DESINFOMAR A POPULAÇÃO
2026-05-25 21:05:38

Numa nota enviada às redações que cita a administração, a ULS dfe Braga acusa a comissão de utentes de desde 2025 difundir posições e alegações relativas ao funcionamento do Hospital de Braga “com impacto negativo na perceção pública, contribuindo para a desinformação, a erosão da confiança no Serviço Nacional de Saúde e a perturbação do normal funcionamento dos serviços”. A ULS de Braga apresentou uma queixa-crime contra a Comissão de Utentes da Saúde de Braga , anunciou esta segunda-feira em comunicado a administração presidida por Américo Afonso que acusa a associação de não se encontrar formalmente reconhecida mas assumindo posições públicas que prejudicam a imagem do Hospital de Braga. Numa nota enviada às redações que cita a administração, a ULS dfe Braga acusa a comissão de utentes de desde 2025 difundir posições e alegações relativas ao funcionamento do Hospital de Braga “com impacto negativo na perceção pública, contribuindo para a desinformação, a erosão da confiança no Serviço Nacional de Saúde e a perturbação do normal funcionamento dos serviços”. A ULS Braga apresentou uma nova exposição junto do Ministério Público (MP) e reafirma o compromisso com uma gestão “transparente, rigorosa e orientada exclusivamente para o interesse dos utentes e dos seus profissionais”. No mesmo comunicado é mencionada a existência de duas reuniões entre as partes, mas sem que a associação tenha regularizado até à data o processo necessário para ser oficializada como comissão. “Embora a referida Comissão não se encontrasse formalmente constituída nem reconhecida nos termos legais, o Conselho de Administração acolheu um pedido de reunião, realizada em 26 de dezembro de 2025, na qual sublinhou a necessidade de cumprimento dos procedimentos legalmente previstos para a legítima representação dos utentes e manifestou a sua preocupação com a divulgação de informação descontextualizada, reforçando que um contacto prévio permitiria o adequado esclarecimento de qualquer situação”, pode ler-se. Nessa ocasião, de acordo com o comunicado enviado pela assossoria de imprensa, “foram informados os representantes de que, em defesa da credibilidade do Serviço Nacional de Saúde e da confiança que deve pautar a relação entre utentes e profissionais, foi apresentada uma participação criminal decorrente da atuação da então denominada Comissão de Utentes da ULS Braga e dos seus alegados responsáveis pela divulgação de informações falsas ou suscetíveis de gerar alarme social e lesar o bom nome da instituição”. “A referida participação visa o apuramento de eventual responsabilidade criminal decorrente das ações desenvolvidas sob a designação de Comissão de Utentes da ULS Braga , com vista à reposição da verdade dos factos, do bom nome da instituição e dos seus profissionais e da confiança no funcionamento dos serviços de saúde prestados à população. A reunião terminou com a assinatura conjunta de um memorando”, prossegue a nota. “Posteriormente, a 6 de fevereiro de 2026, realizou-se nova reunião com a então constituída Comissão de Utentes da Saúde de Braga , tendo sido reforçada a necessidade de assegurar um canal institucional de comunicação, sublinhando o Conselho de Administração que uma associação de utentes devidamente constituída e reconhecida pode assumir um papel fundamental na divulgação de informação fidedigna e na promoção de uma interação pedagógica com os utentes. Todavia, importa assinalar que, apesar da posterior constituição formal da entidade, não é do conhecimento da ULS Braga que, até à presente data, tenham sido promovidas eleições para os respetivos órgãos sociais, nem que tenha sido obtido o reconhecimento do seu âmbito e representatividade pelo Ministério da Saúde, nos termos do disposto no artigo 7.º da Lei n.º 44/2025, de 29 de agosto de 2025. Ainda assim, a referida Associação continua a apresentar-se publicamente como representante dos utentes, intensificando a sua atuação através de publicações e iniciativas cujo teor, em diversos casos, ultrapassa o direito de crítica, assumindo contornos lesivos para a reputação da instituição e do seu Conselho de Administração, sendo igualmente suscetível de induzir em erro terceiros quanto à sua legitimidade e representatividade”, esclarece ainda. Considerando o “agravamento recente destas situações e na sequência de novos episódios de desinformação e de imputações lesivas”, a ULS Braga apresentou nova exposição junto do Ministério Público, reforçando ainda os factos anteriormente denunciados.