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WRC: OS DESAFIOS DOS RALIS NO PANORAMA ATUAL DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

SportMotores Online

2026-05-25 21:05:38

A industria automóvel tem tido nos últimos anos enormes desafios ligados essencialmente à mobilidade elétrica. A Europa decidiu abrir caminho para a eletrificação forçada ao estabelecer a meta de 2035, colocando todas as fichas no automóvel elétrico e declarando que a tecnologia híbrida (que poderia ser a ponte na transição) estava morta. A União Europeia tomou essa iniciativa sem que os construtores do continente dominassem minimamente a tecnologia do automóvel elétrico, o que obrigou a investimentos massivos. No oposto a China não obrigou a nada mas os seus construtores estavam à frente na eletrificação. E quando se pensava que tudo seria elétrico em pouco tempo, eis que o mercado dá o seu veredito com a soberania que lhe é reconhecida: Elétrico sim mas não é para já e o híbrido até é uma boa opção. Apesar de todos os incentivos e subsídios, o mercado continuou (e continua) a comprar maioritariamente automóveis com motor de combustão. Isto tem obviamente enormes reflexos no desporto automóvel, e os ralis são o espelho disso. Em 2022 lançaram os Rally1 com tração híbrida porque os construtores queriam algum tipo de eletrificação para promover. Foi um fiasco, não surgiram novos construtores e os que cá estavam queixaram-se dos custos proibitivos. Os Rally1 acabaram por ter uma segunda vida com tração 100% combustão. Com o novo regulamento WRC27 prestes a estrear-se, Tom Fowler, o Diretor Técnico da Toyota, reconheceu que a situação que o mercado automóvel vive é complicada. "Todos sabemos que a tecnologia utilizada nos automóveis de passageiros normais é, para dizer o mínimo, bastante incerta neste momento," revelou o britânico ao Delfi.ee citado pelo RallyJournal. "Há muitos fabricantes diferentes e muitas abordagens diferentes no mercado. Alguns estão a usar motores de combustão interna, outros híbridos, e toda a gente está a seguir direções diferentes," acrescentou. Fowler reconheceu que esta situação tem criado dificuldades aos construtores, mas até a própria FIA, em relação ao caminho a seguir nos regulamentos do futuro. O novo WRC27 terá o seu arranque com 100% motores de combustão, mas tem previsto outro tipo de tecnologias de motorização no futuro. Cpidt