REDE QUE LEGALIZAVA IMIGRANTES TERÁ LUCRADO 20 MILHÕES DE EUROS
2026-05-24 21:09:07

Justiça Ministério Público acusou 31 arguidos por crimes de auxílio à imigração ilegal, usurpação de funções, bem como corrupção ativa e passiva para ato ilícito O Ministério Público (MP) acusou 31 arguidos, indhuindo uma funcionária consular, pK)r suposta legalização fraudulenta de milhares de imigrantes e que terão obtido, para si e terceiros, quase 21 milhões de euros Segundoa a informação disponibilizada na Intermet pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Coimbra, em causa estão crimes de associação de aunxílio à imigração ilegal, falsificação de documento, falsidade informática, usurpação de funções, comupção ativa e passiva para ato ilícito e branqucamento. Uma rede que tinha vários elementos da região de Coimbra «ã atividade criminosa, desenvolvida de forma organizada, reiterada e com intenção lucrativa, visava a legalização de cidadãos estrangciros, obtendo para Os mesmos, de forma fraudulenta, autorização de residência em Portugal, quando muitos ds auxiliads nem sequer se encontravam a residir no nosso país», explica Para a instrução dos pdidos de legalização, «cram forjados ejuntos documentos, designadamente contratos de trabalho emitids pkor Empresas de fachada criadas para o efeito, muitos deles com reconhecimentos de assinaturas inverídicos, recibos de eremuncrações e comprovativos de residência falsos». «Ainda, paara os mesmos fins, eram declarados pelas pretenSaS entiddes patronai perante a Segurança Social falsas carreiras contributivas, sem que as supostas contribuições fossem entregues, uma vez nunca ter havido prestação de trabalho ou scrviços pelos supostos trabalhadores», e cram igualmente obtidos números de utente «mediante a prática de atos comuptivos sobre funcionários do Serviço Nacional de Saúde (SNS)», esclarece Para obter a crtificação de dxumentos obtidos no estrangeiro, «faia parte da associa-ção criminosa uma funcionária» da Direção-Geral dos Serviços Consulares e das Comunidades Portuguesas, serviço do Ministériods Negécios Estrangeiros (MNE), que, «mediante contrapartida monctária, certificava como reais alegadas assinaturas de funcionários consulares portugueses nos países de origem dos cidadãos estrangeiros que pretendiam obter a legalização em Portugal». Além das certificações efetuadas no scu local de trabalho, esta funcionária usou um selo do MNE que «evou para sua casa e, ai, socorrendo-se de familiares, que aderiram a0 plano, procedcram igualmente à certificação de documentos forjados», adianta o DIAP Regional de Coimbra Dessa forma, os arguidos conseguiram «obter a regularização ilegítima de milhares de cidadãos estrangeiros, muito ds quais sem se cncontrarem SCqukr em território nacionab, e obtiveram «avultados provcitos económicos, que dissimularam», para evitar a aprecnsão. Ainda assim, «foram apreendidos objctos e vantagens dos crimes», como mais de 1,3 milhões de curos em numerário e eem contas bancárias, além de 12 automóveis e seis imóveis, Através desta atividade, «o)s arguidos obtiveram paara si e para tercciros uma vantagem económica ilegítima, de, pelo menos, 20.856.969,56 euros”, valor que o MP pede que scja perdido a favor do Estado, assim como os veícuks e os irmóveis aprecndidos. No âmbito deste inquérito, scte arguicbos estão dtidos preventivamente e quatro estão com obrigação de pemanência na habitação. Ainvestigação esteve a cargo da Secção Regional de Combate a0 Terrorismo e Banditismo, que contou com a colaboração do Gabincte de Recuperação de Ativos, da Unidade de Perícia Finan ira e Contabilística, e da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática, todos da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ). Em maio de 2025, a PJ anunciou a detenção de 13 pessocls, entre as quais scte empresários, uma advogada e uma funcionária daquela direção-geral, numa operação que ficou conhecida como “Gambérria". Na ocasião, em conferência de imprensa, o diretor da Diretoria do Centro da PJ, Avelino Lima, explicou que os imigrantes serão provenientes de um país lusófono na América do Sul e d | lindustão. Aquecles cram angariados pclo grupo em redes sociais, sendo-lhes dado a conhecer «possibilidades e facilidades», mediante o pagamento de «tim vakr significativo», referiuAvelino Lima «depois, havia uma estrutura que fazia todo o trabalho para permitir que esses imigrantes, chegados cá, se pudessem legalizar. Muitos deles nunca chegaram sequer a estar em território nacional, mas tinham documentação de título de residência, com repcrcussõcs a0 nível fiscal e de segurança social, sendo esta uma realidade preocupante e que tem ganho dimensão cada vez mais grave», declarou o diretor da PJ do Centro. Sete arguidos ficaram detidos preventivamente e quatro estão em prisão domiciliária Elevada quantia de dinheiro em numerário impressionou os investigadores