BRAGA INAUGURA MUZEU PARA TRANSFORMAR PENSAMENTO EM AÇÃO
2026-05-24 21:09:05

No coração do centro histórico de Braga, Lr edificio outrora associado à justiça formal abre agora portas um outro tipo de tribunal: o das ideias, da arte EUR do pensamento critico. O MUZEU eR Pensamento e Arte Contemporânea dst, inaugurado em abril de 2026, afirma-se Como um projeto cultural de ambição rara em Portugal, propondo-se cruzar criação artistica, filosofia e intervenção civica nurm mesmo espaço. Promovido pelo dstgroup, o nnovo museu representa urmi investimento de cerca de 40 milhões de eurOS @ materializa uma visão que coloca a cultura no centro da transformação social. Para além da vertente expositiva, O MUZEU nasce Como plataforma de reflexão e debate, Com o objetivo declarado de influenciar positivamente sociedade e OS SeUS decisores, Na base deste projeto está uma das mais relevantes coleções privadas de arte contemporãnea eri Portugal, reunida a0 longo de quatro décadas por José Teixeira, presidente do dstgroup.com mais de 1.500 obras de cerca de 240 artistas nacionais e internacionais, o acervo integra nomes maiores da criação contemporânea e aborda temas estruturantes como memória, identidade, poder, trabalho ou liberdade A exposição inaugural, "Sejamos realistas, exijamos o impossivel", ocupa cerca de 3.000 metros quadrados distribuidos por quatro pisos, reunindo mais de uma centena de obras de 96 artistas. Inspirado nO célebre slogan associado a0S movimentos estudantis de 1968 e aO pensamento de Herbert Marcuse, o título propõe uma reflexão sobre a capacidade da arte para questionar inevitabilidade dos sistemas existentes e abrir espaço à imaginação e ã mudança. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, a exposição articula uma narrativa onde a arte contemporãnea surge como ferramenta de transformação politica c poética. A presença destacada de artistas COmO Miguel Rio Branco C Rui Chafes reforça Cssa tensão entre materialidade e transcendência, entre resistência e contenção. Abril como ponto de partida simbólico A escolha do mês de inauguração não foi casual. O programa "Abrir Abril", que marcou o arranque da programação até outubro de 2026, COnVOCa O legado da Revolução dos Cravos para o presente, propondo uma leitura da revolução enquanto experiência continua de reconfiguração social. Inspirado no pensamento do historiador Reinhart Koselleck, o programa propõe uma abordagem que ultrapassa a dimensão histórica dos acontecimentos para so centrar na forma Como o tempo, as expectativas e os imaginários coletivos se transformam. Num contexto contem porãneo marcado por tensões sociais, políticas e ambientais, o MUZEU asSume-se como espaço de reativação dos valores de democracia, liberdade e participação civica. Arquitetura entre memória ê contemporaneldade O edifício que acolhe O MUZEU F O antigo Tribunal Judicial de Braga , foi profundamente reabilitado pelo arquiteto Carvalho Araújo. A intervenção preserva elementos históricos significativos, como troços da muralha medieval e Urmi poço do século XIV integrando-os numa linguagem contemporânea que dialoga com a identidade industrial do grupo promotor. A fachada é marcada por uma intervenção escultórica permanente de José Pedro Croft, estabelecendo uma ligação direta entre o espaço urbano, a arquitetura e o conteúdo artístico do museu. Um museu como fórum vivo O MUZEU pretende funcionar como fórum ativo, acoIhendo exposições, conferências, performances, corcertos e oficinas. A programação foi desenhada para envolver diferentes públicos, desde trabalhadores a familias, estudantes e comunidades locais, com horários flexíveis @ politicas de aCC5so que incluem gratuitidade regular para vários segmentos. Internamente, o projeto assume também uma dimensão formativa, dirigida a05 cerca de 3.000 colaboradores do dstgroup, que poderão adquirir competências na área da museologia e participar em iniciativas culturais, reforçando a ideia de que a cultura é um vetor essencial de qualificação, A inauguração do MUZEU refletiu eSSa vocação participativa. Entre visitas guiadas coreografadas, intervenções de arte pública e performances quie cruzaram tradições culturais distintas, como o diálogo entre expressões afro-brasileiras @ o património oral do norte de Portugal, O arranque do museu foi marcado por uma forte dimensão performativa e comunitaria. A intervenção urbana "A Poesia estã na Rua, desenvolvida nio espaço público envolvente, sintetiza OSSA intenção: levar a arte para fora de portas e transformá-la num exercício coletivo de cidadania. Cultura como investimento estratégico Para Jose Teixeira, O MUZEU «representa mais do que urm projeto cultural, é uma afirmação estratégica». Ao privilegiar o investimento na formação e nia cultura, o empresário defende eum modelo de desenvolvimento onde o conhecimento precede a tecnologia e onde a arte desempenha um papel central na construção de uma sociedade mais conscientex Por SEU turno, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, sublinhou que este momento «não é apenas a abertura de um novo espaço, mas a afirmação de uma ideia de cidade» o autarca destacou ainda Braga Como surm território que valoriza a sua memória, mas que olha com confiança para a contemporaneidade».