A CELEBRIDADE QUE TEM O CARRO MAIS CARO DO MUNDO: UM BUGATTI RARO QUE VALE TANTO COMO TRÊS JATOS PRIVADOS
2026-05-24 21:09:03

Ouça este artigo Clique para reproduzir Há carros raros, há carros de coleção e depois há o Bugatti de Ralph Lauren. O estilista americano, conhecido pelo império de moda que construiu em torno do luxo clássico, é dono de um dos automóveis mais valiosos do planeta: um Bugatti 57SC Atlantic, produzido em apenas quatro unidades e avaliado em cerca de 100 milhões de dólares, aproximadamente 86 milhões de euros. O valor é tão elevado que, segundo a Supercar Blondie , equivale ao preço combinado de três jatos privados. Mas o número, por absurdo que pareça, ajuda a explicar a aura deste Bugatti: não é apenas um carro antigo, nem apenas uma peça de design. É um dos poucos sobreviventes de uma era em que a engenharia, a arte e o estatuto social se encontravam numa carroçaria feita quase como escultura. Ralph Lauren comprou o seu 57SC Atlantic em 1988. A partir daí, o automóvel passou por um processo de restauro de 9.600 horas conduzido por Paul Russell, especialista em modelos históricos. O resultado foi um exemplar terminado em Rich Sapphire Blue, uma tonalidade profunda que reforça o carácter quase museológico do carro. A raridade é apenas uma parte da história. O 57SC Atlantic foi desenhado nos anos 1930 por Jean Bugatti, filho de Ettore Bugatti, fundador da marca. A linha baixa, as proporções alongadas e a barbatana central que percorre a carroçaria tornaram-no um dos automóveis mais reconhecíveis e desejados do século XX. Apesar da idade, o carro não vive apenas da aparência. O Bugatti 57SC Atlantic está equipado com um motor de oito cilindros em linha de 3,3 litros, capaz de debitar 210 cv. A velocidade máxima anunciada é de 124 milhas por hora, cerca de 200 km/h, um valor notável para um automóvel concebido antes da II Guerra Mundial. Continue a ler após a publicidade O exemplar de Ralph Lauren ganhou também reconhecimento formal no mundo dos concursos de elegância. Em 2013, venceu o prémio Best in Show no Concorso d Eleganza Villa d Este, um dos eventos mais prestigiados para automóveis clássicos. O designer americano não é propriamente estranho a garagens de sonho. A sua coleção automóvel está avaliada em cerca de 600 milhões de dólares, aproximadamente 517 milhões de euros, e inclui modelos como dois McLaren P1, dois Porsche 918 Spyder, um Ferrari LaFerrari, um McLaren F1 e um McLaren F1 LM. Com uma fortuna pessoal estimada em 11,9 mil milhões de dólares, cerca de 10,25 mil milhões de euros, Ralph Lauren construiu uma coleção que reflete a mesma obsessão por forma, proporção e herança que marcou a sua carreira na moda. Mas nenhum desses modelos tem o peso histórico do 57SC Atlantic. Dos quatro exemplares originalmente produzidos, o primeiro foi entregue a Lord Victor Rothschild e acabou vendido por 30 milhões de dólares, cerca de 25,8 milhões de euros, em 2010. O segundo terá sido o carro pessoal de Jean Bugatti, mas o seu paradeiro permanece desconhecido. O terceiro foi entregue a Jacques Holzschuh e ficou gravemente danificado num acidente em 1955, sendo restaurado décadas mais tarde. Continue a ler após a publicidade O quarto é o de Ralph Lauren. E é talvez por isso que este Bugatti ocupa um lugar tão particular no imaginário automóvel: porque combina raridade extrema, mistério, design irrepetível e uma história que atravessa quase um século. Num mundo em que os supercarros modernos se medem em potência, aceleração e tecnologia, o Bugatti 57SC Atlantic joga noutra categoria. Vale pelo que é, pelo que representa e pelo que já não pode voltar a ser feito. Um carro que não se limita a estar numa coleção: é, por si só, uma coleção inteira condensada em metal, cor e memória. Automonitor