REGIÃO - HOSPITAL AVANÇA NO BETÃO E PÁRA NA SAÚDE
2026-05-23 21:09:14

epassos @dnoticias.pt A construção do Hospital Central e Universitário da Madeira voltou a sofrer um revés. A terceira fase da empreitada, considerada decisiva para transformar a estrutura num hospital funcional, ficou sem qualquer proposta apresentada pelos cinco agrupamentos convidados pelo Governo Regional. Em causa está uma obra de 265 milhões de euros destinada às infra-estruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas da futura unidade. E nesta etapa que entram os sistemas eléctricos, climatização, redes técnicas, blocos operatórios e demais estruturas essenciais ao funcionamento hospitalar. O caso reforça uma ideia que começa a marcar o processo, a obra avança enquanto é sobretudo escavação, estrutura e betão, mas trava quando chega à componente hospitalar propriamente dita. Não é a primeira vez que o projecto enfrenta dificuldades. Em 2020, o primeiro grande concurso internacional para a construção do hospital também terminou sem propostas. O Governo Regional acabou então por reformular o modelo da obra, dividindo a empreitada em várias fases. Desde então avançaram sobretudo trabalhos estruturais. Porém, a fase agora falhada é precisamente a mais técnica e exigente de todo o projecto. Nos últimos meses multiplicaram-se os pedidos de esclarecimento e os adiamentos do prazo para apresentação de propostas, sinalizando dificuldades dos concorrentes em relação às condições do concurso. Em Fevereiro tinham sido qualificados cinco agrupamentos envolvendo algumas das maiores construtoras portuguesas e internacionais. Ainda assim, nenhum avançou com proposta final. A Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas diz estar agora a analisar os motivos invocados pelos concorrentes e admite lançar um novo procedimento. O desfecho volta a levantar dúvidas sobre os custos reais da obra e sobre a capacidade do modelo definido pelo Governo Regional para atrair empresas capazes de concluir a principal infra-estrutura pública da Madeira. GOVERNO ESTUDA MOTIVOS PARA NàO HAVER PROPOSTAS E VAI LANçAR NOVO CONCURSO Arranque da terceira fase da construção do novo Hospital Central da Madeira sofre atraso. FOTO HELDER SANTOS/ASPRESS ÉLVIO PASSOS