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SESSÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA SERTÃ - DEPUTADOS ABORDAM COMPLEXOS PROBLEMAS

Comarca da Sertã (A)

2026-05-23 21:09:14

[ SERTÃ [ A Assembleia Municipal da Sertã teve sessão no final de abril, vendo-se em debate uma mão-cheia de assuntos “quentes”. Tempestade Kristin por resolver Da bancada do PSD, Joaquim Alves, líder da Junta da Sertã, trouxe a Kristin: “A tempestade passou, mas os estragos ficaram e muita situação continua por resolver”. Deu o exemplo das comunicações “com falhas constantes e zonas sem rede”, bem como dos acessos florestais, cuja limpeza tem fraco ritmo e “o risco de incêndio não espera”. Quanto às ribeiras, “já existe algum plano para a remoção de árvores, arranjo de açudes e paredes?”. Joaquim Alves incluiu o cemitério sertaginense, onde a destruição foi enorme, mas “apenas se removeram as árvores”. O presidente da Câmara Municipal reportou-se aos acessos florestais e frisou haver “quase dois mil quilómetros de estradões” integrados no sistema de combate a incêndios, constituindo assim uma tarefa gigante limpar essas vias. Quanto às comunicações, os problemas vão também sendo atenuados devagar. O autarca Carlos Miranda falou do cemitério da Sertã, dizendo que os danos estão identificados, falta a intervenção das seguradoras. Concelho reclama mais médicos Tema recorrente, a Assembleia abordou a carência de clínicos no concelho sertaginense. Jorge Nunes, deputado do PSD, veio destacar que “esta questão é da responsabilidade do Governo”. Entende que as autarquias locais podem intervir no processo, mas não ao ponto de “investir verbas próprias” para atrair médicos. Cabe recordar que a Câmara da Sertã aprovou recentemente a proposta de projeto de Regulamento Municipal de Atribuição de Incentivos à Fixação e Captação de Médicos no concelho. Tal documento, ainda sujeito a consulta pública, estabelece incentivos financeiros, que poderão chegar aos 2.000 euros mensais a médicos que exerçam ou venham a exercer funções neste concelho. O presidente da Câmara destaca o projeto de Regulamento Municipal e refere que “fazemos isto em desespero e vamos ver se tem ou não sucesso”. Ainda sobre aquela medida e outras do género, desenvolvidas por diversos concelhos, o autarca socialista Carlos Miranda observa que “isto não é futuro para o Serviço Nacional de Saúde”. Pedrógão - Barragem está cortada O trânsito na EN2 entre Pedrógão Pequeno e a Barragem do Cabril está encerrado ao trânsito desde o início de fevereiro, isto em resultado da tempestade Kristin, originando a instabilidade de taludes e encostas. Recorde-se que aquele troço é da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, a qual frisa que “não estão reunidas as condições de segurança para a reabertura à circulação, mesmo que condicionada em uma via”. O assunto esteve em debate na Assembleia Municipal, ficando aprovada por unanimidade uma moção exposta pela bancada do PSD, onde se exige “a reabertura, ainda que parcial”, daquele troço, retomando-se a regularidade das dinâmicas locais / regionais. Entre outros deputados, interveio Francisco Alves (PSD), membro da Junta de Freguesia de Pedrógão Pequeno. Neste processo, considerou haver “falta de sentido de urgência”. Lamentou a postura da exEstradas de Portugal. Observou que a Câmara Municipal “não pode limitar-se a esperar”. Segundo Francisco Alves, não está só em causa aquele troço, “está em causa a dignidade de uma freguesia”. O líder camarário veio deixar a boa nova: “Temos a garantia da Infraestruturas de Portugal de que a obra vai arrancar até 30 de junho”. Carlos Miranda apontou que, entretanto (conforme sugerido pela Assembleia Municipal), será criada uma via alternativa, com uns 2 km, para motos e outros veículos ligeiros. Esta obra avança agora, vincou o autarca. Alguns deputados criticaram o corte do tal troço da EN2. Carlos Miranda diria: “Eu não estou a defender a Infraestruturas de Portugal, eu também quero aquela estrada aberta, mas temos que ter cuidado com aquilo que dizemos, como se aqui (Assembleia Municipal) fossemos todos especialistas” em segurança rodoviária. Conjunto de problemas locais Líder da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, Célia Duarte, eleita pelo PS, trouxe a tempestade Kristin e apontou que a intervenção de recuperação deve privilegiar a gestão florestal integrada. “Na nossa realidade, tudo começa e acaba na floresta”, frisou. A autarca trouxe também a Zona Industrial cernachense: “Qual o ponto de situação em termos de disponibilização de lotes?”. O presidente da Câmara diria que “é nossa intenção intervencionar em breve aquela área. Da bancada PSD, o deputado Jorge Nunes voltou a reclamar a beneficiação do IC8. Voltou ainda a referir que “desporto não é só futebol” e que o concelho da Sertã tem poucos e precários espaços desportivos. O líder da Câmara destacou que avança agora a recuperação de 4 espaços, nomeadamente os pavilhões de Sertã e Cernache do Bonjardim. Carlos Miranda aproveitou para salientar que “os Municípios devem privilegiar essencialmente a componente social do desporto e não a competição”. ___________________________|