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ELÉTRICOS E HÍBRIDOS CRESCEM NO MERCADO EUROPEU DE USADOS

Turbo Online

2026-05-22 21:08:58

A tensão no Médio Oriente e a subida dos combustíveis estão a mudar o mercado europeu de usados. Segundo o Observatório Indicata de Maio de 2026, os eléctricos usados recuperam competitividade, enquanto gasolina e diesel enfrentam maior pressão devido ao aumento dos custos de utilização A tensão no Médio Oriente e a subida dos combustíveis estão a mudar o mercado europeu de usados. Segundo o Observatório Indicata de Maio de 2026, os eléctricos usados recuperam competitividade, enquanto gasolina e diesel enfrentam maior pressão devido ao aumento dos custos de utilização O mercado europeu de veículos usados entrou numa fase de maior estabilidade, depois de vários meses marcados por fortes correcções nos preços. No entanto, o mais recente Observatório Indicata alerta que esta aparente tranquilidade esconde uma vulnerabilidade crescente a factores externos, sobretudo geopolíticos e energéticos. A instabilidade no Médio Oriente e a consequente subida dos preços da gasolina e do gasóleo estão a influenciar directamente o comportamento dos consumidores europeus, tornando o mercado mais dependente de factores macroeconómicos do que apenas da tradicional relação entre oferta e procura. Segundo o relatório, os valores residuais dos automóveis usados passaram a reagir mais rapidamente às oscilações dos custos de energia, numa tendência que deverá manter-se ao longo de 2026 caso a pressão sobre os combustíveis continue. Eléctricos usados recuperam atractivo Os veículos eléctricos a bateria (BEV) estão novamente a ganhar terreno no mercado de usados, sobretudo devido ao agravamento dos custos de utilização dos modelos a combustão. Mais do que uma mudança ideológica em direcção à mobilidade eléctrica, o movimento reflecte uma lógica prática: perante combustíveis mais caros e imprevisíveis, muitos consumidores procuram maior estabilidade nos custos mensais de utilização. O Indicata refere que esta mudança já está a contribuir para estabilizar os preços dos eléctricos usados e, em alguns mercados europeus, até para pequenas valorizações. Ainda assim, os analistas sublinham que não se trata ainda de uma recuperação estrutural. Os BEV continuam pressionados pela forte política de descontos nos modelos novos, pela procura desigual entre países e pela necessidade de estratégias de preço muito competitivas no retalho. Eléctricos deixam de ser os mais difíceis de vender Um dos indicadores mais relevantes do relatório é a evolução do Market Days Supply (MDS), métrica que mede o tempo médio necessário para vender um veículo em stock. Pela primeira vez em muitos meses, os eléctricos deixaram de ser os modelos com menor rotação no mercado europeu de usados. Pelo contrário, apresentam agora o MDS mais baixo entre os principais tipos de motorização, sinalizando uma procura mais dinâmica no curto prazo. “Estes números têm de ser lidos com prudência. Sabemos que a procura por BEV usados é sensível ao preço do combustível e ao ritmo dos descontos no novo, mas a inversão no Market Days Supply é demasiado clara para ser ignorada. Mostra que o comprador europeu já não vê o eléctrico usado como uma aposta arriscada quando a aritmética do depósito muda”, afirma Yoann Taitz, responsável regional de previsões de valor residual e análise de mercado do Indicata. Híbridos reforçam posição intermédia Num contexto de maior incerteza, os híbridos convencionais consolidam-se como solução de compromisso para muitos consumidores europeus. Combinam a familiaridade de utilização dos motores térmicos com menores consumos e maior estabilidade de valor residual, tornando-se particularmente atractivos para quem ainda não pretende fazer a transição total para um eléctrico. Já os híbridos plug-in enfrentam maiores dificuldades de posicionamento. Competem simultaneamente com os motores de combustão na conveniência de utilização e com os eléctricos na promessa de custos de utilização mais previsíveis. Gasolina e diesel continuam dominantes Apesar da recuperação dos electrificados, os modelos a gasolina e diesel continuam a representar a base do mercado europeu de usados. A ampla oferta disponível, a facilidade de utilização e a previsibilidade na revenda mantêm os motores térmicos como escolha dominante em muitos países. Ainda assim, o aumento dos custos dos combustíveis começa a reduzir parte dessa vantagem competitiva. Os concessionários enfrentam agora maior dificuldade em justificar custos de utilização mais elevados perante consumidores cada vez mais atentos ao orçamento familiar. Europa cada vez mais fragmentada O Observatório Indicata destaca também que o mercado europeu está longe de ter um comportamento uniforme. A maturidade dos mercados eléctricos, os incentivos fiscais, os programas governamentais e o volume de modelos electrificados novos estão a criar diferenças cada vez mais acentuadas entre países. O Reino Unido surge como um dos casos mais desafiantes. O mandato ZEV (Zero Emission Vehicle) está a aumentar significativamente a oferta de veículos electrificados, mas o mercado ainda demonstra dificuldades em absorver esses volumes. Marcas chinesas pressionam preços Excluindo a Turquia, os preços médios europeus dos usados permanecem praticamente estáveis, situando-se apenas 0,1 pontos percentuais acima dos níveis registados em Janeiro de 2020. Entre os modelos até quatro anos mais vendidos destacam-se o Volkswagen Golf, o Peugeot 208 e o Volkswagen T-Roc. Nos modelos com venda mais rápida, os protagonistas são o Tesla Model 3, o MG 5 e o Tesla Model Y. O relatório nota ainda uma influência crescente das marcas chinesas na definição de preços de mercado em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Dinamarca, Polónia e Noruega, aumentando a pressão competitiva sobre os fabricantes tradicionais europeus. Portugal acima da média europeia Portugal apresenta um desempenho ligeiramente acima da média europeia no mercado de usados. O índice nacional de preços de retalho encontra-se 1,4 pontos percentuais acima dos níveis de Janeiro de 2020. Entre os modelos até quatro anos com maior volume de vendas destacam-se o Peugeot 2008, o Peugeot 208 e o Citroën C3. Já entre os veículos com maior rapidez de rotação em stock surgem o MG 4, o BYD Atto 3 e o Kia Niro, confirmando o crescimento da procura por eléctricos usados no mercado nacional. O mercado europeu de veículos usados entrou numa fase de maior estabilidade, depois de vários meses marcados por fortes correcções nos preços. No entanto, o mais recente Observatório Indicata alerta que esta aparente tranquilidade esconde uma vulnerabilidade crescente a factores externos, sobretudo geopolíticos e energéticos. A instabilidade no Médio Oriente e a consequente subida dos preços da gasolina e do gasóleo estão a influenciar directamente o comportamento dos consumidores europeus, tornando o mercado mais dependente de factores macroeconómicos do que apenas da tradicional relação entre oferta e procura. AD AD Segundo o relatório, os valores residuais dos automóveis usados passaram a reagir mais rapidamente às oscilações dos custos de energia, numa tendência que deverá manter-se ao longo de 2026 caso a pressão sobre os combustíveis continue. Eléctricos usados recuperam atractivo Os veículos eléctricos a bateria (BEV) estão novamente a ganhar terreno no mercado de usados, sobretudo devido ao agravamento dos custos de utilização dos modelos a combustão. Mais do que uma mudança ideológica em direcção à mobilidade eléctrica, o movimento reflecte uma lógica prática: perante combustíveis mais caros e imprevisíveis, muitos consumidores procuram maior estabilidade nos custos mensais de utilização. O Indicata refere que esta mudança já está a contribuir para estabilizar os preços dos eléctricos usados e, em alguns mercados europeus, até para pequenas valorizações. Ainda assim, os analistas sublinham que não se trata ainda de uma recuperação estrutural. AD AD Os BEV continuam pressionados pela forte política de descontos nos modelos novos, pela procura desigual entre países e pela necessidade de estratégias de preço muito competitivas no retalho. Eléctricos deixam de ser os mais difíceis de vender Um dos indicadores mais relevantes do relatório é a evolução do Market Days Supply (MDS), métrica que mede o tempo médio necessário para vender um veículo em stock. Pela primeira vez em muitos meses, os eléctricos deixaram de ser os modelos com menor rotação no mercado europeu de usados. Pelo contrário, apresentam agora o MDS mais baixo entre os principais tipos de motorização, sinalizando uma procura mais dinâmica no curto prazo. “Estes números têm de ser lidos com prudência. Sabemos que a procura por BEV usados é sensível ao preço do combustível e ao ritmo dos descontos no novo, mas a inversão no Market Days Supply é demasiado clara para ser ignorada. Mostra que o comprador europeu já não vê o eléctrico usado como uma aposta arriscada quando a aritmética do depósito muda”, afirma Yoann Taitz, responsável regional de previsões de valor residual e análise de mercado do Indicata. AD AD Híbridos reforçam posição intermédia Num contexto de maior incerteza, os híbridos convencionais consolidam-se como solução de compromisso para muitos consumidores europeus. Combinam a familiaridade de utilização dos motores térmicos com menores consumos e maior estabilidade de valor residual, tornando-se particularmente atractivos para quem ainda não pretende fazer a transição total para um eléctrico. Já os híbridos plug-in enfrentam maiores dificuldades de posicionamento. Competem simultaneamente com os motores de combustão na conveniência de utilização e com os eléctricos na promessa de custos de utilização mais previsíveis. Gasolina e diesel continuam dominantes Apesar da recuperação dos electrificados, os modelos a gasolina e diesel continuam a representar a base do mercado europeu de usados. AD AD A ampla oferta disponível, a facilidade de utilização e a previsibilidade na revenda mantêm os motores térmicos como escolha dominante em muitos países. Ainda assim, o aumento dos custos dos combustíveis começa a reduzir parte dessa vantagem competitiva. Os concessionários enfrentam agora maior dificuldade em justificar custos de utilização mais elevados perante consumidores cada vez mais atentos ao orçamento familiar. Europa cada vez mais fragmentada O Observatório Indicata destaca também que o mercado europeu está longe de ter um comportamento uniforme. A maturidade dos mercados eléctricos, os incentivos fiscais, os programas governamentais e o volume de modelos electrificados novos estão a criar diferenças cada vez mais acentuadas entre países. AD AD O Reino Unido surge como um dos casos mais desafiantes. O mandato ZEV (Zero Emission Vehicle) está a aumentar significativamente a oferta de veículos electrificados, mas o mercado ainda demonstra dificuldades em absorver esses volumes. Marcas chinesas pressionam preços Excluindo a Turquia, os preços médios europeus dos usados permanecem praticamente estáveis, situando-se apenas 0,1 pontos percentuais acima dos níveis registados em Janeiro de 2020. Entre os modelos até quatro anos mais vendidos destacam-se o Volkswagen Golf, o Peugeot 208 e o Volkswagen T-Roc. Nos modelos com venda mais rápida, os protagonistas são o Tesla Model 3, o MG 5 e o Tesla Model Y. O relatório nota ainda uma influência crescente das marcas chinesas na definição de preços de mercado em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Dinamarca, Polónia e Noruega, aumentando a pressão competitiva sobre os fabricantes tradicionais europeus. AD AD Portugal acima da média europeia Portugal apresenta um desempenho ligeiramente acima da média europeia no mercado de usados. O índice nacional de preços de retalho encontra-se 1,4 pontos percentuais acima dos níveis de Janeiro de 2020. Entre os modelos até quatro anos com maior volume de vendas destacam-se o Peugeot 2008, o Peugeot 208 e o Citroën C3. Já entre os veículos com maior rapidez de rotação em stock surgem o MG 4, o BYD Atto 3 e o Kia Niro, confirmando o crescimento da procura por eléctricos usados no mercado nacional. Fernando Marques